DÚVIDAS

O /d/ intervocálico no português de Portugal
Sou brasileiro, estudando o sotaque Português-EU. Considere-se a frase «Sei que a Inês é do Porto». Às vezes a letra "d" vem posicionada entre os dentes, há alguma regra para isso? Isso sempre acontece em todas as vogais? Há algum nome para esse tipo de acontecimento? Fica algo próximo do espanhol, a posição da língua é a mesma do "th" do idioma inglês? É algo que acontece em todos os lugares de Portugal? Eu tenho outros áudios, e percebo a mesma situação em palavras como: nada, cansada etc. [Por exemplo, aqui:] 0:55 nada; 2:14 possibilidades; 2:20 doutros; 3:02 dez. Obrigado desde já.
«Consigo mesma»
No português brasileiro, a junção da preposição com + pronome oblíquo si resulta em consigo. Apesar disso, é muito comum que as pessoas aqui utilizem "com si" em vez de consigo no dia a dia. Por exemplo: «Seja mais paciente com si mesma», em vez de: «Seja mais paciente consigo mesma». Gostaria de saber se ambas as formas estão corretas ou apenas uma delas é aceita, segundo a norma culta. Obs. Sei que a língua portuguesa sofre muitas variações no Brasil em relação a Portugal, mas espero que apesar disso consigam me orientar sobre esse assunto! Obrigada!
A construção «que não»
Epiphânio Dias, na sua Sintaxe histórica, pág. 277 [2.ª edição, 1933], considera a conjunção que seguida de não como causal com o valor de e, mas não alcancei o porquê; quer-me parecer que «que não» nos contextos indicados pelo autor equivale a exceto. Pode classificar-se ainda hoje o que que aparece nesse contexto como causal, como pensa Epiphânio Dias? Pode ver-se nesse que um que relativo substituível por o qual? Obrigado.
ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa ISCTE-Instituto Universitário de LisboaISCTE-Instituto Universitário de Lisboa ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa