A abreviatura da fórmula «atentos e veneradores»
Encontrei no fim de uma carta de 1926 a expressão de despedida «Somos Atos e Ves».
"Atos" julgo corresponder a uma forma mínima de Atentos.
Já o "Ves",que parecendo, embora, ter origem no vocábulo venerável suscita-me dúvidas, pelo que muito agradeço uma V. resposta.
Cumprimentos
Paroxítonas terminadas em -n: próton, elétron
Encontro em algumas referências que, de acordo com o Acordo Ortográfico vigente, se acentuam paroxítonas terminadas em -on/-ons, a exemplo de prótons e elétrons. Porém não encontro/interpreto essa regra nas versões impressas às quais tive acesso.
Poderiam esclarecer esta dúvida?
Muito grato!
Variantes regionais do pretérito perfeito do indicativo de trazer
Sou natural duma aldeia da Serra da Freita onde nos anos 1960 ainda se dizia o verbo trazer no pretérito perfeito de forma peculiar: troube, troubestes, troube, troubemos, troubero(um).
Haverá alguma explicação para essa peculiaridade?
Análise da frase «A Antonieta, uma rapariga
que conheci no parque, é simpática»
que conheci no parque, é simpática»
Numa aula, surgiu a dúvida em relação à classificação de uma das orações da seguinte frase:
«A Antonieta, uma rapariga que conheci no parque, é simpática.»
A questão prende-se com a oração entre vírgulas.
Se fosse «que conheci no parque», seria uma subordinada adjetiva relativa explicativa, mas, neste caso, como a poderei classificar?
Agradeço a ajuda.
Cotexto e contexto
Se o cotexto é a divisão do texto em partes para explicação do próprio contexto, podemos nos referir à palavra que se quer destacar, para ser analisada num contexto (frase, oração, período), como sendo o cotexto?
O cotexto pode ser visto como a «menor unidade» dentro de um texto, contexto?
O termo jactobol
O nome indicado é o de um jogo concebido e inventado por um amigo meu do Porto há cerca de sessenta anos.
Ainda joguei nele no Café Palladium no Porto.
Tenho pesquisado em vários sites e bibliotecas e não o encontro poderão dar-me uma ajuda.
Muito obrigado
A origem da expressão «rodar a baiana»
Gostaria de saber qual o real significado da expressão brasileira «rodar a baiana».
«Eu rodo a baiana, mas você só sai dessa sala quando terminar as atividades.»
Obrigado!
«Eles "entrem" na garagem»
Gostaria de saber se há alguma razão conhecida para o facto de, para os lados das chamadas «Terras de Santa Maria», ou seja, Santa Maria da Feira e arredores, haver uma pronunciação muito estranha do verbo entrar, nomeadamente entre as pessoas mais velhas, mas que ainda não cessou de ser transmitida também aos mais novos.
Ora acontece que por aqui, em vez de «tu entras por aquela porta e viras à direita», há muitas pessoas que pronunciam «tu éntres por aquela porta e viras à direita». Já quando se usa o plural, também aqui se diz «eles éntrem na casa pela garagem», em vez de «eles entram em casa pela garagem».
Gostaria também de perceber se isto, a ser um regionalismo, é exclusivo desta região, ou se estas formas distorcidas (e que, confesso, muita confusão me fazem) também são encontradas noutras regiões do país.
Obrigado.
O uso do verbo estugar
Gostaria de saber se posso utilizar o verbo estugar normalmente ou se é um verbo com alguma característica especial (verbo defetivo) que não possa ser conjugado em todas as pessoas/modos/tempos verbais.
Queria utilizá-lo para descrever a forma como um lagarto sobe um ramo apressadamente. Posso dizer «O lagarto estuga pelo ramo acima»?
Muito obrigada. Os meus parabéns a toda a equipa.
«Para você» e «para si»
Na frase «Joaquim! O carteiro tem uma carta para si.» Está certo esse «para si», o correto não seria «para você»?
Há duas pessoas distintas na frase acima. Essa frase tirei de um livro de aprendizado de línguas estrangeiras de uma famosa editora francesa, só mudei o nome.
Fiz essa pergunta numa famosa rede social de perguntas e respostas, quando me convenci de que o uso do si está correto, uma pessoa responde-me isso e fico a pensar novamente se está correto ou não:
«O uso do si na frase é um coloquialismo gramaticalmente incorreto praticado em Portugal sem base na gramática. Lembrem-se de que o português é uma língua regulamentada internacionalmente e tem regras. No caso, independentemente de onde se fale, seja em Portugal, no Brasil ou alhures, a regra gramatical só permite o uso do si como pronome reflexivo (ou reflexo), como se vê [aqui].»
