DÚVIDAS

Donzela vs. donzel
Gostaria de saber se donzela pode ser usado como sinônimo de senhorita, que é uma mulher jovem solteira. Sempre tomei donzela como «mulher frágil», mas recentemente li em José Lins do Rêgo o seguinte: «Depois do ensaio ficavam conversando na rua. O presidente ia levar as donzelas em casa.» E pergunto do masculino donzel: pode ser usado como sinônimo de senhorito? Sei que, para designar um homem solteiro, não existe este vocábulo, mas a questão fica em pé.
Seis termos da descrição fonética e fonológica
Tenho vindo a encontrar a expressão «Fricativa (a) surda a) Variantes: Uvular, Velar, Lateral, Dental, Palatal». Creio tratar-se de alguma terminologia gramatical que desconheço. Podem ajudar-me? Já agora e falando a sério, com os 74 anos que tenho, será que devo voltar aos "bancos de escola" para me actualizar? Grato pela vossa simpatia.   N.E. – O consulente adota a ortografia de 1945.
«Quantas vezes» = «quanta vez»
No poema "A morte de Tapir" de Olavo Bilac, vejo os seguinte versos: Quanta vez do inimigo o embate rechaçando Por si só, foi seu peito uma muralha erguida, Em que vinha bater e quebrar-se vencidaDe uma tribo contrária a onda medonha e bruta! Dúvida: a expressão «quanta vez» significa o mesmo que «quantas vezes»? Nunca a vi ser usada no singular. É possível isso? Qual é a interpretação correta? Obrigado.
Sobre a frase «O leitor toma conhecimento
apenas do que o detetive vê e ouve»
Em «O leitor toma conhecimento apenas do que o detetive vê e ouve», «do que o detetive vê e ouve» é complemento nominal de conhecimento. O pronome relativo que é objeto direto, porque toma o lugar de «aquilo». Mas se eu fosse analisá-lo dentro do complemento, poderia ainda usar a classificação de "objeto direto", ou há outra mais precisa?
Uso do conjuntivo/subjuntivo em orações subordinadas
Gostaria de saber se todas as frases seguintes estão corretas e, caso não estejam, qual a razão para isso. Gostaria também de saber que diferenças de significado existem entre as diferentes frases, caso existam. Por fim, gostaria que, se possível, apresentassem as regras gerais que determinam o uso destes três tempos verbais. Muitíssimo obrigada por este maravilhoso serviço! (1) Foi pena que os teus irmãos não pudessem vir ontem à festa. Foi pena que os teus irmãos não tenham podido vir ontem à festa. Foi pena que os teus irmãos não tivessem podido vir ontem à festa. (2) Era possível que elas viessem ao ginásio. Era possível que elas tivessem vindo ao ginásio. * Era possível que elas tenham vindo ao ginásio. *(Não está correta, mas gostaria de perceber a razão. Está relacionada com o uso do imperfeito do indicativo no início? Existe alguma regra geral que determine a impossibilidade de usar o pretérito perfeito composto do conjuntivo quando se usa o imperfeito do indicativo?). (3) Por maiores que fossem os problemas, ele não desistiu. Por maiores que tenham sido os problemas, ele não desistiu. Por maiores que tivessem sido os problemas, ele não desistiu. (4) Esperava que o teu irmão trouxesse a Joaninha. Esperava que o teu irmão tivesse trazido a Joaninha. (5) Ele queria que tu fosses ao escritório dele ontem à tarde. Ele queria que tu tivesses ido ao escritório dele ontem à tarde. (6) Mesmo que eles o vissem, nunca teriam podido falar com ele. Mesmo que eles o tivessem visto, nunca teriam podido falar com ele. Mesmo que eles o tenham visto, nunca teriam podido falar com ele. (7) Foi pena que a Joana não viesse a nossa casa ontem. Foi pena que a Joana não tivesse podido vir a nossa casa ontem. Foi pena que a Joana não tenha vindo a nossa casa ontem. (8) Talvez ele não tenha podido ir à reunião. Talvez ele não pudesse ir à reunião. Talvez ele não tivesse podido ir à reunião. (9) Oxalá o Pedro tenha chegado antes da Paula, ontem à noite. Oxalá o Pedro tivesse chegado antes da Paula, ontem à noite.
O complemento do nome e as preposições
em «A proposta de que seja declarado ...»
Ouvi o Sr. primeiro-ministro [de Portugal] dizer: «O Governo veio apresentar ao Presidente da República a proposta de que seja declarado o Estado de Emergência com uma natureza ...» Eu diria «...a proposta que seja declarado...» Quando em dúvida faço a pergunta: «que proposta vai apresentar?» e não «de que proposta vai apresentar?» Agradecia uma clarificação deste ponto.
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