Interacção entre
Agradeço que me informem sobre qual das seguintes expressões é a mais correcta: "interacção entre A e B" ou "interacção de A e B" (considerando que "A" e "B" são denominações convencionais genéricas de dois factores com igual importância).
A segunda expressão parece mais correcta, pois existe uma redundância na primeira, uma vez que a palavra "interacção" já significa "acção entre". Porém, como, na segunda expressão, o factor "A" aparece imediatamente após a preposição "de" e é o que está mais próximo da palavra "interacção", pode-se levar a admitir que esse factor "A" tem uma maior importância.
Agradeço, desde já, o vosso esclarecimento e subscrevo-me com os melhores cumprimentos.
Armagedão
Trabalho em informática na meteorologia e um colega questionou-me à queima-roupa no corredor sobre a palavra Armagedão, o que é pertinente, creio, ao filme em curso, do nome Armagedon (salvo erro).
Pretendia ele saber de algo mais sobre a palavra e não a encontra em dicionários.
Existe em português?
Outro por que?
Será legítima a aplicação deste "por que", na frase abaixo, com o sentido de "para que"? Muito obrigado pelo vosso precioso trabalho, que o leio todos os dias com atenção. "E por que isto suceda, Maria foi caindo(...)"
Análise sintáctica, outra vez
Agradecia que procedesse à análise sintáctica da seguinte frase: "Vasco da Gama despediu-se do rei de Melinde."
Obrigado.
Minimal, minimalista
Gostaria de saber quais os diferentes significados do termo em epígrafe nomeadamente relativamente ao seu uso na arte.
Cacha ou caixa (jornalística)?
Como apareceu esta palavra na gíria jornalística e na nossa língua? Suponho que tenha que ver com um neologismo: a "caixa" de composição tipográfica de que os antigos jornalistas se lembram e que se referia ao tamanho (corpo) da letra. As notícias mais importantes tinham direito a um grande título, na primeira página, composto com uma "grande caixa". A "caixa" era uma espécie de gaveta onde se ajustavam os caracteres metálicos que iriam fazer a matriz da rotativa. Estarei errado? Haverá uma etimologia que desconheço?
Menina do olho
Deixemos a íris; passemos à pupila…
Obrigado pela resposta respeitante à íris. No que respeita à pupila o que gostava de saber é de onde vem a expressão menina do olho.
Cumprimentos.
Plural de gol
Os brasileiros chamam gol ao que nós chamamos golo. Como eu não sou especialista, nem de linguística nem mesmo de futebol, acho mais natural a expressão que ouço mais vezes, ou seja golo. Como ambos os vocábulos derivam do inglês ("goal"), provavelmente as duas opções estão certas.
O que mais me inquieta é no entanto a construção do plural de gol. Nos jornais brasileiros que leio com regularidade, vejo frequentemente gols.
Pergunta: Há mais alguma palavra portuguesa terminada em -ol que faça plural em -ols?
Não seria mais normal que o plural de gol fosse goles, golos, ou até mesmo góis?
Bem, mas uma coisa é certa, de golos, os brasileiros sabem muito mais que nós!
Vendas a crédito
A expressão "vendas a credito" não tem crase, não é? Gostaria de confirmar essa informação, por favor. Muito grata.
Não-ionizantes, de novo
Com respeito à pergunta do consulente Luís Graça, permito-me discordar da resposta emitida pelo Professor José Neves Henriques, por duas razões: a primeira: não cabe a quem lida com determinada palavra, por ser ela restrita a seu meio ou por tê-la criado, o atributo de decidir a regra gramatical que se deve seguir para a mesma palavra. Se assim o fosse, um médico não saberia nunca como escrever um termo novo próprio do vocabulário da Engenharia, por exemplo. As regras gramaticais existem para todos os que as usam e se aplicam igualmente a palavras em uso e a neologismos, principalmente a estes, uma vez que os 'novatos' é que mais se devem sujeitar às regras existentes, mesmo para que não surjam outras, o mais das vezes desnecessárias, que só irão criar confusão - precisamos de pensar também, e mais ainda, nos que ainda vão aprender o nosso idioma. Quanto ao caso específico do 'não' seguido de adjetivo (aqui, minha segunda razão de discordância) e na forma dos exemplos dados pelo consulente, creio que se deva considerá-lo um advérbio a modificar o termo que se lhe segue (sem necessidade, portanto, de hífen). Assim, escrevemos: pessoal docente, pessoal não docente radiação ionizante, radiação não ionizante critérios estabelecidos, critérios não estabelecidos circunstância atenuante, circunstância não atenuante, etc. No caso - não citado pelo consulente, mas existente - do 'não' seguido de substantivo, emprega-se o hífen, pois se trata de autêntico prefixo: não-ordenamento, não-realização, não-violência, etc. Em não havendo um substantivo expresso que modificar, deve-se ter apenas o cuidado de verificar se se trata de uma expressão que exija ou não o hífen. Vejam-se o seguintes exemplos: "Os não-fumantes vivem sofrendo o prejuízo causado pela fumaça do cigarro alheio", "Os homens fumantes devem permanecer neste vagão; os (homens) não fumantes, naquele outro". É claro que, a bem da elegância, não convém servir-se desse tipo de construção nos casos em que a Língua fornece opção. Usemos "projeto inalterado", em vez de "projeto não-alterado", "pessoas indecentes", em vez de "pessoas não decentes", e por aí adiante. Na esperança de ter sido útil... Um abraço.
