DÚVIDAS

Líder
   Que um jornalista pretencioso e ignorante, mas com ares de "sábio" diga "lider", por influência do inglês, paciência ... é o que temos!    Mas que JCB o diga (Cf. Ciberduvidas, de hoje (12/12/00)! Valhamos Deus!!!    Porque não dizer como durante a II Guerra – a Mundial – "Gauleiter", "Caudilho", "Ducce" indiscriminadamente, sem se referir ao Chefe que tinha esse nominativo, por ser o vernáculo na sua Língua Natal!   Que dirá a Provedoria da Língua Portuguesa?   Se este senhor fizer parte da mesma, começarei a ter dúvida nesse Orgão!!!   Se continuamos com estes "escorregões" em pessoas com responsabilidades... mal vai ao Ciberdúvidas e a SLP.
Mau uso da língua
Mal uso da lingua. Acho o português uma das mais belas linguas e esforço-me bastante para fala-la da maneira mais correta, porém desaponta-me muito o modo de falar dos brasileiros; as pessoas cometem erros horríveis, tais como "não faz isto", "tu foi...", etc. Gostaria de saber se em Portugal há erros tão terríveis e se houver, quais os mais comuns? E o que vós pensais sobre o desgaste da língua? Mal uso da lingua. Acho o português uma das mais belas linguas e esforço-me bastante para fala-la da maneira mais correta, porém desaponta-me muito o modo de falar dos brasileiros; as pessoas cometem erros horríveis, tais como "não faz isto", "tu foi...", etc. Gostaria de saber se em Portugal há erros tão terríveis e se houver, quais os mais comuns? E o que vós pensais sobre o desgaste da língua?
Paneleiro: valor denotativo e conotativo
«paneleiro s. m. fabricante ou vendedor de panelas de barro; oleiro; (vulg.) homossexual.» (De panela + -eiro) Estas são as definições devolvidas pelo dicionário 'on-line' da língua portuguesa da Porto Editora para a palavra paneleiro. Como leigo que sou nesta matéria, não posso, contudo, deixar de achar curioso que a definição principal da palavra seja aquela que menos é usada hoje, já que as panelas deixaram há muito de ser feitas por artesãos ou vendidas em lojas de paneleiros (será que há excepções?). Por outro lado, não me imagino a entrar numa loja que só venda panelas e perguntar se é ali que é o paneleiro. «Paneleiro é você», seria a resposta mais certa... Se não fosse ainda pior. A questão que quero colocar está directamente relacionada com os chamados «palavrões», constantemente usados e constantemente negados. Apesar de poder parecer inocente, irónico ou maldoso, não queria deixar de perguntar qual é o critério linguístico que justifica a exclusão de várias palavras dos dicionários (não preciso obviamente de as citar), aparentemente porque são considerados «palavrões» e, por outro lado, refere-se o «paneleiro» inocentemente porque o seu significado primitivo seria o de vendedor de panelas? Será que não é um critério linguístico mas sim apenas um critério moral? (Recordo que, em muitos casos, o uso do termo «paneleiro» não serve apenas para atribuir «homossexualidade»; serve também para fazer outras considerações sobre as pessoas que se pretende atingir)
Datas. Notação
Em vários documentos vindos de Portugal noto que se escreve desde há poucos anos a data de maneira inversa. Quando me perguntam quando nasci, digo : 26 de Janeiro de 1920. Quando me refiro a uma carta, digo: a minha carta de 25 de Novembro de 1998. Porquê então escrever: 1920.01.26 e 1998.11.25? Na Europa, que eu saiba, só Portugal faz assim. Nos Estados Unidos escreve-se December 25, 1999. O sistema agora adoptado em Portugal segue o modelo japonês. Gostaria de saber porquê e desde quando. Vigora alguma norma oficial a este respeito? É justificada pura fantasia?
ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa ISCTE-Instituto Universitário de LisboaISCTE-Instituto Universitário de Lisboa ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa