Complemento determinativo e complemento circunstancial de matéria
Tenho dificuldade em distinguir o complemento determinativo (de matéria) do complemento circunstancial de matéria. Consultei várias gramáticas e não cheguei a conclusões definitivas sobre o assunto. O Compêndio de Gramática Portuguesa de José Nunes de Figueiredo admite a existência do complemento circunstancial de matéria (ex.: «mesa de pinho»). Contudo, neste exemplo, eu poderia ver um complemento determinativo (de matéria). A mesma gramática apresenta a preposição «de» como indicativa da «matéria de que uma coisa é feita ou assunto de que se trata.../Taça de cristal./Falar de política.» Recentemente encontrei a seguinte explicação na Gramática Universal de Língua Portuguesa de António Afonso Borregana: «Tanto a circunstância de matéria como a de posse e a de parentesco são complementos determinativos.» Gostaria de conhecer a vossa opinião sobre o assunto. Muito obrigada.
O adjectivo bietápico
Como os inquiridores anteriores, também não encontrei qualquer referência, não só a esta palavra como a “etápico”, que supostamente também não existia (foi criada!) em português. Como está tão profusamente divulgada nos (vários) ministérios, pergunto: quem inventou a palavra e qual o seu verdadeiro significado? Suponho que as respostas anteriores eram meras suposições.
A semântica de ambos + correlação de tempos verbais
Agradecia que me esclarecesse se a frase seguinte está correcta quanto aos seguintes aspectos: «Os passaportes eram vendidos por pouco mais de mil dólares, apurou a PJ que acredita ainda que pelo menos quatro indivíduos, de ambos os sexos, estejam ainda a monte.»
1 – «quatro indivíduos, de ambos os sexos» poderá levar a pensar em quatro indivíduos com características dos dois sexos? Pois a ideia que se quer transmitir é: dois rapazes e duas raparigas; ou, um rapaz e três raparigas, etc. 2 – o tempo verbal de «estejam» estará correcto? Ou deverá ser: «estivessem a monte»; «estão a monte»;«estariam a monte»? Obrigado.
Advérbio adjunto ou disjunto?
O mesmo advérbio poderá ser adjunto ou disjunto consoante o contexto? Se os advérbios adjuntos são internos ao grupo verbal e os disjuntos são modificadores de frase, no exemplo «E somos poucos, aqui, não mais de cinquenta» (J. R. Miguéis, Gente de Terceira Classe), o advérbio «aqui» parece-me menos ligado ao verbo do que à frase, tanto mais que está entre vírgulas. Assim, seria disjunto. Por outro lado, segundo a TLEBS, os antigos advérbios de lugar (como é o caso) são adjuntos. O advérbio «talvez», no exemplo «Talvez devesse antes dizer de infortúnio» (ibidem), parece-me adjunto, sobretudo porque o modo conjuntivo é solicitado pelo advérbio. Mas, de acordo com a TLEBS, os tradicionais advérbios de dúvida são disjuntos... Gostaria de obter um esclarecimento. Grata pela atenção.
Nova terminologia linguística em Portugal: auxiliares, modais e sintaxe
Gostaria de começar por lhes agradecer a ajuda que me têm dado na resolução das muitas dúvidas que a língua portuguesa levanta. Muito obrigada! Entretanto, aqui lhes coloco mais algumas questões: 1. Não encontrei na nova Terminologia linguística o conceito de conjugação perifrástica. Deve continuar a ser considerado? Será que a análise do aspecto verbal e dos valores modais substitui o estudo da perifrástica? 2. Quando, numa frase, surgem os verbos modais dever e poder, estes devem ser encarados como meros auxiliares ou devemos vê-los como núcleo de um grupo verbal e seleccionando uma oração não finita como complemento directo? Assim, a frase «Devo trabalhar» deve ser analisada como uma frase simples ou complexa? 3. Como analisar sintacticamente frases do tipo «Cansada, ela calou-se»? Muito obrigada.
Pó de talco
Dos dois dicionários que consultei verifiquei que registavam formas diferentes para a grafia de «pó de talco»: no Houaiss «pó de talco», sem hífens, e no da Academia «pó-de-talco», com hífens. Gostaria então de saber qual a forma mais acertada e porquê.
A origem do apelido/sobrenome Mesquita
Eu queria saber a origem do apelido Mesquita.
A tradução de “focus groups”
Qual a melhor tradução para "focus groups"? Tenho encontrado algumas variações como «grupos de foco», «focus grupos» ou «focus-grupos». Muito obrigado pela atenção.
A tradução de “purpurogallin” (bioquímica)
Qual a tradução de "purpurogaline" (fr.)? Por vezes, deparo-me com a dificuldade de encontrar a tradução para português de certos termos de bioquímica. Difíceis de encontrar na Internet ou nos dicionários. Têm alguma sugestão? Desde já, muito grata pela vossa colaboração.
Vírgulas e pontos em numerais cardinais
Na edição de dia 26 de Janeiro do “24horas”, diz o Sr. Prof. Tavares Louro que os anglófonos inserem um ponto para separar as classes dos números. Ora, para além desse caso, julgo que há outra situação em que estamos erradamente a inserir um ponto, em vez de uma vírgula: a das décimas.
Por exemplo, a frequência da Antena 2 é 94,4, julgo eu, e não 94.4, como se diz.
Ou o que aparece nas máquinas de calcular.
Suponho que a origem disto seja americana.
Sendo assim, como distinguem os anglófonos as duas situações? A das décimas e a da separação das classes de números? Com os meus cumprimentos.
