Aprendizagem e aprendizado
Gostaria de saber qual a diferença entre os vocábulos aprendizagem e aprendizado, bem como se as duas formas estão correctas, ou quando é que se deve usar um e outro. A aprendizagem é o «processo de...», mas no Brasil dizem aprendizado, não é? Mas poder-se-á utilizar noutra situação?
Agradeço a vossa explicação.
O plural de "workshop"
Gostaria de saber como é o plural de workshop em português. Obrigada.
A regência do substantivo enviado
Da página 1 (5.ª coluna) do Público (edição de domingo, 24 Junho) pode ler-se: «Blair será enviado do Quarteto para o Médio Oriente.»
Dúvida: Não será «o enviado»? Não será uma designação (para uma incumbência)?
Não será «ao», em vez de «para», uma vez que se trata de nomeação temporária?
Pergunto.
O tupperware
Gostaria de saber, quanto ao estrangeirismo tupperware, qual o género que se deve utilizar quando nos referimos ao recipiente/caixa? Deve dizer-se: «Guardei a comida "num" tupperware» ou «"numa" tupperware»?
O significado de «Magistri diligentiam discipulorum laudant»
Queria saber o significado da frase latina «Magistri diligentiam discipulorum laudant».Muito obrigada.
«Mal e parcamente» > «mal e porcamente»
«Mal e porcamente», em vez de «mal e parcamente», é uma expressão erroneamente aplicada por muitas pessoas e que nada tem que ver com os simpáticos suínos. Não seria bom esclarecer que parca tem origem no latim parcus, a, um e significa «pouco», «pequeno», «moderado», etc.?
A pronúncia de menu
Gostava de saber como se deve pronunciar a palavra menu.
Penso, creio, que é mais correcto pronunciar "mènu", embora concorde que se deva dar preferência aos vernáculos cardápio ou ementa.
A forma "m´nu" é apenas um dos erros copiosamente fornecidos pelo "lisboês", dialecto espúrio da região de Lisboa (como "m´tadona", "P´nacova", "v´lhice", "cadav´res", "lid´res"), em que o pobre do e é assassinado a sangue-frio. Sugiro a reciclagem do "lisboês", com o "vermâlho", o "Luxamburgo", o "friu" e outras pérolas que tais. Trabalho ciclópico, mas altamente patriótico.
«Inversão de marcha» = «inversão do sentido de marcha»
Há dias, ouvi no Telejornal, da RTP 1 [Portugal], dizer-se que alguém fez «inversão de marcha».
Em bom português, fazer inversão de marcha não significa, para quem vai no sentido norte-sul, voltar para o sentido sul-norte?
A isto deve dizer-se «inversão do sentido de marcha».
Fazer inversão de marcha é, para quem vai em frente, parar, meter a marcha-atrás e recuar.
Pelo bom português.
Suspeição = suspeita
Gostava de saber se suspeição e suspeita são palavras sinónimas ou se, pelo contrário, têm sentidos diferentes.
«Ambiente de suspeição», «a suspeição à volta de…», «a entidade X investigada por suspeição de…» — são algumas frases mais ouvidas e lidas ultimamente nos órgãos de informação portugueses.
Será que já fizeram desaparecer da nossa língua a palavra suspeita, com o modismo da suspeição usado para tudo e para nada?
Carenciado
Tenho ouvido frequentemente o uso do adjectivo verbal carenciados, sem verbo. Porque não carecidos, do verbo carecer? Além deste, há sempre a possibilidade de usar carecedor ou carecente, termos racionais. Carenciado é que não!
