DÚVIDAS

Ainda a pronúncia da palavra anexim
Volto de novo com a pronúncia da palavra anexim. Desta vez, sem querer subestimar a pronúncia do português no Brasil, peço desculpa pela questão apresentada anteriormente, salientando a pronúncia das vogais mudas. Não me esqueci da inexistência destas no Brasil, mas a questão tinha surgido no território do continente português, e aqui é mesmo assim. Há vogais mudas. Aproveito a ocasião para a questão apresentada da aproximação desta pronúncia com as línguas eslavas. Gostaria até que, se fosse possível, pudesse obter o comentário abalizado de quem de direito, sobre a esta influência. Parece-me que foi mais a presença árabe que marcou esta pronúncia. O árabe, não tendo vogais, utiliza na sua escrita sinais gráficos para marcar a "sonorização" das consoantes, conforme se trata de "a", "i" ou sem som (mudo); para este último o sinal gráfico utilizado denomina-se "sukune". De facto, conhecendo nós a história da longa dominação árabe na Península Ibérica, somos mais de crer que essa influência venha daí, da presença árabe.
A origem e o significado da expressão «Outra venha que rabo tenha»
Sou de uma família do Douro Litoral, embora viva há alguns anos em Lisboa. Numa visita à minha mãe, ouvi-a usar a expressão «Outra venha que rabo tenha». Esta expressão, como outras, infundem uma grande riqueza na língua. Pessoalmente, já a tinha esquecido da minha infância. Procurei-a na Internet, mas apenas encontrei uma breve referência ao seu uso n´O Malhadinhas, de Aquilino Ribeiro. Gostaria de saber qual a sua origem e qual o seu sentido, ao certo. Grato desde já pela vossa atenção.
ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa ISCTE-Instituto Universitário de LisboaISCTE-Instituto Universitário de Lisboa ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa