Ato ilocutório assertivo
No título "Amor de perdição: um bom romance canonizado pelas razões erradas", retirado de Luís Miguel Queirós in https://www.publico.pt/culturaipsilon/noticia/amor-de-perdicao-um-bom-romance-canonizado-pelas-razoes, o ato ilocutório, se bem que expresse uma opinião do autor, não será assertivo, pois não apresenta um estado de espírito do locutor, mas sim afirma o que o mesmo pensa do romance?
Quanto muito, pelo que investiguei, os adjetivos "bom" e "erradas" retiram alguma força de assertividade ao ato?
Grata pela atenção.
«É a tua irmã» vs. «é tua irmã»
Ultimamente tenho recebido muitas perguntas dos meus amigos que imigraram recentemente para Portugal e estão a tentar aprender a língua. De facto são muitas as dúvidas e poucas as fontes de informação.
Uma das questões mais confusas é o uso do artigo definido antes dos pronomes possessivos.
Por exemplo:
– Pedro, a Filipa é (tua/ a tua) irmã?
– Qual é (sua/ a sua) profissão?
Acho que as duas formas são aceitáveis, no entanto, sendo estas perguntas retiradas de um teste de português, acredito que haja “a resposta”.
Agradecia que me esclarecessem essa questão.
Cotitularidade e contitularidade
Na frase «F é contitular da conta bancária nº #########», o que é que é correto dizer e escrever?
"Contitular" ou "co-titular" (ou "cotitular")?
E, em consequência: "contitularidade" ou "co-titularidade" (ou "cotitularidade")?
Tenho visto, em locais diferentes – inclusive em decisões de tribunais – a utilização destas palavras e gostava de saber qual é a forma correta de o dizer e escrever.
Obrigado.
Construção causativa com evoluir
A frase «Viajando, podemos evoluir o nosso raciocínio», a meu ver, não está coerente.
Poder-se-ia ter utilizado o verbo fazer («Viajando, podemos fazer evoluir o nosso raciocínio»)?
Obrigado.
O neologismo credencialismo
Gostaria de saber se é adequado traduzir credentialism, em inglês, por credencialismo, em português, com o significado de «confiança excessiva em credenciais, especialmente graus académicos», na determinação de políticas de contratação ou promoção.
Frases optativas e frases imperativas
Podem me ajudar quanto à classificação das seguintes frases?
• Faça uma boa viagem!
• Um ótimo dia!
• Siga-me!
• Xô preguiça!
Penso que as duas primeiras são optativas e as duas últimas são imperativas, mas me falaram que a primeira e a terceira são imperativas e a segunda e a última são optativas. Qual a classificação correta?
Concordância verbal: «Ou tu ou eu pagamos...»
Eu gostaria de saber com qual pessoa gramatical o verbo que segue os sujeitos ligados pela conjunção ou deve concordar.
Exemplo:«Ou tu ou eu pago/pagas a conta»
No exemplo, a ação verbal só pode ser exercida por uma das pessoas.
Napoleão Mendes de Almeida diz que, quando os sujeitos são de números diferentes, o verbo vai para o plural; só que, nos exemplos que ele deu para esta regra, ambos os sujeitos são de terceira pessoa.
Obrigado antecipadamente.
As noções de sujeito e predicado no 1.º ciclo
Leciono o 3.º ano de escolaridade e estou a trabalhar as funções sintáticas sujeito e predicado. No meu tempo de estudante, ensinavam-nos que o predicado é a ação que é praticada pelo sujeito. Mais tarde, em seminários de Gramática num curso de mestrado, fiquei com a ideia de que não é correto falarmos em "ação", pois nem todos os verbos pressupõe ação, mas um estado.
Consciente da importância desta primeira abordagem para jovens estudantes, a quem não quero transmitir informações erradas sob pena de comprometer as necessárias competências da disciplina de português, solicito e agradeço um parecer.
Como devo ensinar os meus meninos?
Eu costumo dizer: o sujeito é aquele acerca de quem estamos a falar, como se fosse a personagem principal da frase e o predicado é "aquilo que temos a dizer acerca do sujeito" ou a "que informação tenho acerca do sujeito", o que nem sempre há uma ação, como ocorre nas seguintes frases" A mãe é adulta" ou "A Ana está crescida!".
Grata pela atenção dispensada.
O significado de «círculo virtuoso»
Conheço a expressão «círculo vicioso», «circularidade» ou «petição de princípio», sendo uma falácia da lógica informal, em que se parte de A para concluir A. No entanto, a propósito de terem criticado a sua teoria institucional da arte por ser circular, George Dickie alude a um «círculo virtuoso», expressão que desconheço.
O que é um «círculo virtuoso» e em que medida se distingue de um «círculo vicioso»?
O nome pernoite
A derivação regressiva pernoite, que quer dizer pernoita, é uma criação brasílica ou existiu antigamente já em Portugal?
Muito obrigado!
