A pronúncia de nomes próprios de origem germânica (Genserico)
Genserico (rei vândalo), pronunciado com o segundo e aberto, constitui mais uma das diárias evidências do analfabetismo da empresa Ideias e Letras (tradução e locução) que inquina o Canal de História (temático).
No que se refere aos nomes de alguns reis bárbaros, desde os meus 12-13 anos, lembro-me bem de que ouvi sempre os meus professores pronunciá-los como palavras graves (paroxítonas). Assim ensinaram-me a dizer Alarico, Teodorico, tal como Eurico, Frederico, julgo que correctamente.
Pasma-se como o asinino tradutor seguiu, julgo, a entoação anglo-saxónica. Estarei estes 60 anos todos em engano, ou será o Canal de História que tem razão?
Tenho uma certa urgência em tirar isto a limpo porque tenho um antigo colega da faculdade (CL) chamado Eurico e um inimigo de estimação Frederico…
Em relação a palavrona
O aumentativo e o diminutivo das palavras em alguns casos são muito controversos.
O que consideram correcto em relação a "palavrona" como aumentativo de palavra? Eu considero correcto "palavrão", mas fico em dúvida em relação à primeira.
O aportuguesamento de gospel
Gostaria, se possível fosse, de tirar uma dúvida sobre aportuguesamento de palavras anglo-saxônicas.
Estava escrevendo um texto em site de relacionamento pessoal e fui criticado por utilizar a palavra "góspeis" ao invés de gospel. No meu texto continha: «... as cantoras góspeis...»
A crítica dizia que eu não poderia utilizar a palavra no plural porque não era uma palavra portuguesa, porém inglesa. E, no inglês, os adjetivos não vão para o plural. Ficaria assim: «... the gospel singers...»
Fiz uma argumentação defendendo que havia utilizado a palavra aportuguesada. Daí, o meu crítico interlocutor disse que a palavra ainda não havia sido aportuguesada. Ao que repliquei-lhe que havia palavras que ainda não constavam nos dicionários, mas que podiam ser aportuguesadas. E que, como não havia achado uma palavra em português equivalente e propícia ao contexto do meu texto, havia recorrido ao aportuguesamento. Visto que a palavra evangélica — equivalente comum da palavra gospel — não me servia porque estava, na verdade, criticando as cantoras "góspeis". O "góspeis" seria, então, em tom de ironia. De fato, eu não considero tais cantoras como evangélicas.
Afinal de contas, quem está com a razão?
Aguardo a resposta.
A pronúncia do termo vintage
Gostaria de saber se o termo "vintage" aplicado a certas gamas de produtos como, por exemplo, o vinho do Porto, deverá ser pronunciado em francês ou em inglês. Haverá alternativa em português?
A pronúncia do nome Inosat
Venho por este meio esclarecer a seguinte dúvida: ouço muitos colegas de trabalho proferirem o nome Inosat, como "S" de satélite. A minha dúvida reside na fonética. Como o "S" está entre vogais, a fonética não é com o som de "Z"? Gostaria muito de obter a vossa ajuda.
Muito obrigada.
A expressão «estou varado!»
Enquanto estudante de tradução, gostaria de saber se a expressão «estou barado!» é já aceite na escrita portuguesa, ou se permanece ainda uma marca do discurso oral.
Os dois-pontos, a correcção gramatical e a coerência textual
É possível a separação do verbo e seus objetos?
Minha dúvida originou-se ao resolver o seguinte item de uma prova:
A questão dizia ser possível inserir sinal de dois-pontos depois de foram preservando a correção gramatical e a coerência textual.
O gabarito afirmava ser possível.
Eis o trecho:
«Os instrumentos utilizados foram a política de preços de energia, a política tecnológica e a política de incentivos e subsídios, além das medidas de restrição ao consumo através do estabelecimento de quotas às empresas do setor industrial.»
Isso se procede? Por quê?
«Obcecada por/com»
«A criança obcecada por se tornar uma mulher», ou «Obcecada com a ideia de se tornar uma mulher»? (Esta está OK, certo?)
Obrigada.
Sobre palavras derivadas dentro e fora do português
Gostaria de saber se essas palavras podem ser consideradas derivadas.
verdade – verdadeiro
flutua – flutuante
gigante – gigantescos
mimo – mimada
gosto – gostoso
gene – genética
A grafia de Singapura/Cingapura
Em Portugal escreve-se Singapura, enquanto no Brasil era comum Cingapura (mas Singapura também se usa).
Acontece que o AO 1990 indica explicitamente (Base III-3.°) a grafia Singapura. Podemos pois concluir que a grafia correta em Portugal e no Brasil é Singapura, e que Cingapura passa agora a ser definitivamente uma grafia arcaica, para não dizer errada (acontecendo a essa grafia o mesmo que a seu tempo sucedeu a "Cintra" ou "Certã")?
