O imperativo e o discurso indirecto
Querendo explicar aos meus cursistas como se tem de pôr uma frase com o verbo no imperativo no discurso indirecto, queria saber se é possível utilizar uma construção com poder ou ter de em vez do imperativo do conjuntivo ou o infinitivo pessoal.
Exemplo:
Discurso directo: «Não se vão embora, que eu chego logo!»
Discurso indirecto: «Ela disse para não nos irmos embora, que ela chegava logo.»
Discurso indirecto com verbo poder: «Ela disse que não nos podíamos ir embora, que ela chegava logo.»
Discurso indirecto com verbo ter de: «Ela disse que não tínhamos de ir-nos embora, que ela chegava logo.»
No exemplo em cima se trata de um imperativo. Normalmente, este deve ser substituído por um conjuntivo imperfeito ou um infinitivo pessoal. Visto que os meus cursistas ainda não conhecem nenhum destes dois tempos, queria oferecer-lhes uma outra possibilidade para resolver este problema, acrescentando o verbo poder ou ter de. Quais das possibilidades que mencionei acima lhes parecem melhores?
Outra pergunta que surge quando se põe no discurso indirecto a frase que dei como exemplo é: os tempos têm mesmo de mudar para o imperfeito? Em português é incorrecto/impossível dizer: «Ela disse que não podemos/temos de... que ela chega/chegará/chegaria logo»?
Segundo as regras gramaticais, há uma incongruência dos tempos nestas frases? Para mim, o uso da língua não é sempre tão rígido e depende muitas vezes das circunstâncias. Por isso acho que estas frases também podem ser correctas...
Mas como professora tenho de ter a certeza de que o que estou a dizer é correcto!
Muito obrigada pela ajuda e feliz ano novo!
Cargos e títulos com o novo AO
Agradecia que me pudessem informar se ao abrigo do NAO se deve escrever num ofício, no local da assinatura, o título do subscritor (o Presidente, o Diretor, etc.) com letra maiúscula ou minúscula, sabendo de antemão que em texto é com letra minúscula.
Sou secretária de direção e preciso com urgência saber como escrever corretamente.
“Quero ver-te fazer um soneto”
Nesta frase, primeiro verso de um soneto, está assim: "Quero ver-te fazeres um soneto". Seria "quero ver-te fazer um soneto"? Quanto à primeira opção, não seria o mesmo que "quero ver tu fazeres um soneto"? O que está certo?
O uso do qualificativo parco
É pejorativo dizer que o comandante da polícia «foi parco em palavras»?
Incumbir
É correcto escrever-se: «O António incumbiu o Manuel para celebrar um contrato em seu nome»? Ou deverá, antes, escrever-se «O António incumbiu o Manuel de celebrar um contrato em seu nome»?
«O que» numa oração relativa
Qual é função do pronome o na frase seguinte e por que ele faz tal papel sintático? «Pediu que lhe fornecessem papel de carta e que lhe restituíssem caneta, o que lhe foi concedido.» Desde já, obrigada pela atenção.
A sintaxe do verbo decorrer (= passar) e do substantivo voto (no plural)
Gostaria de saber qual das seguintes frases está correcta ou é a mais correcta:
A. «… decorridos que estão três anos e meio desde a entrada em vigor da Lei n.º…»; «… decorridos que estão três anos e meio sobre a entrada em vigor da Lei n.º…»; ou «… decorridos que estão três anos e meio da entrada em vigor da Lei n.º…».
B. «Faço votos para que tenhas um bom dia»; «Faço votos que tenhas um bom dia»; ou «Faço votos de que tenhas um bom dia».
Obrigada! Parabéns pelo vosso excelente trabalho!
Frase com o advérbio logo
Gostaria de saber se a seguinte frase, uma vez que contém uma conjunção temporal, é considerada complexa ou simples.
«Logo se propagou por todo o reino a proclamação.»
Porque: conjunção coordenativa ou subordinativa
Porque é uma conjunção coordenativa ou subordinativa?
Se puder ser ambas as coisas, gostaria de ver exemplos das duas situações.
«Bem conseguida» vs. «bem concebida»
Frequentemente os alunos usam a expressão «isto/aquilo foi bem conseguido». A maioria das vezes a utilização desta expressão parece-me adequada, como no exemplo «Este espectáculo foi bem conseguido». No entanto, quando comentam: «Esta comida está bem conseguida» parece-me que a expressão deveria ser «esta comida está bem concebida».
Esta opinião resulta apenas do conhecimento implícito que tenho da língua, contudo, gostaria de saber se há uma fundamentação linguística que apoie ou rejeite a minha opinião.
Obrigada pela vossa ajuda.
