DÚVIDAS

A pronúncia do u de líquido
Com frequência tenho escutado em português do Brasil som do u após o q em palavras que em português de Portugal não o seriam, exemplos disso são líquido – liqüido, liquidificador – liqüidificador, liquidação– liqüidação, bem como em outras palavras. Inicialmente pensei tratar-se de um erro mas após breve pesquisa soube que se trata de um termo antigo que o acordo veio unificar seguindo a versão, do português de Portugal. Ainda mais estranho é visto que a versão do português do Brasil seguia o passado etimológico da palavra em latim bem como é semelhante a outras línguas com origem latina ou influência do latim. Questiono a que se deve esta diferença e segundo a lógica e a etimologia qual seria a opção mais correta de se usar?
«A curto prazo» (Portugal) = «no curto prazo (Brasil)
Prezados companheiros do Ciberdúvidas, estou com uma dúvida no que se refere ao emprego da preposição/locução prepositiva na seguinte frase: «SP precisa reduzir consumo de água no curto prazo, diz secretário.» Ou «SP precisa reduzir consumo de água a curto prazo, diz secretário.» Correto seria «no curto prazo» ou «a curto prazo», e por quê? Esta última locução, «a curto prazo», é usada e indicada para uso pelo gramático Celso Pedro Luft em sua obra Grande Manual de Ortografia Globo. Obrigado.
O uso do advérbio justamente
Eu sempre tive dificuldade de precisar o sentido e possíveis sinônimos para esse justamente que está ali na frase [mais abaixo]. Muitas vezes, pego frases com quatro ou cinco ocorrências dele, mas me é difícil substituir por alguma coisa que não seja outro advérbio de modo — precisamente, exatamente. Mais do que isso, não sei bem qual é o sentido exato dessa palavra nesse uso: parece significar recuperar alguma coisa ao mesmo tempo em que se afirma que essa coisa corresponde, com precisão quase divina, àquilo que se procurava. Entendem o que quero dizer? Caso entendam, lhes ocorre algum substituto? «Diante dessa exigência, a ontologia da determinação tem duas principais alternativas: ela pode, justamente, afirmar que a determinação de um objeto é dada necessariamente por aquilo que ele é em si mesmo, independentemente de sua relação com outros objetos (e a pergunta se torna, então, qual é o fundamento de que ele seja em si mesmo aquilo que ele é), ou…».
A concordância do particípio
com «...um conjunto de..»/«uma grande quantidade de...»
Tenho diversas dúvidas sobre a nossa língua que gostaria de ver esclarecidas. Como me surgiram na prática, remeto as frases em concreto em que as dúvidas se colocaram, pedindo que assinalem qual a hipótese correta e, se possível, qual a regra aplicável: 1. «É um conjunto de documentos já analisado.»/«É um conjunto de documentos já analisados.» 2. «É uma grande quantidade de documentos já analisada.»/«É uma grande quantidade de documentos já analisados.»
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