DÚVIDAS

Casos de mesóclise
Primeiramente, parabéns pelo excelente site que já me ajudou em inúmeras dúvidas. Não obstante, não consegui ainda achar uma solução para o seguinte: Em formas verbais terminadas em r, s ou z, têm-se: fá-lo-ia (faria isso) qui-lo (quis isso) etc. Porém, quando se adiciona -se, o complemento do objeto direto -lo se distancia do verbo, o que retira o motivo pelo qual a partícula r, s ou z, é omitida. A mesóclise faz-se-lo é, portanto, correta? O -lo deve continuar referenciando a forma verbal, mesmo estando distanciado da mesma?
«Andar de patim», «Andar de patins»
Li num manual de redação jornalística que as pessoas usam a flexão equivocada do substantivo patim. No coloquial, cá em minha cidade sempre escuto coisas do tipo: — Mamãe, deixe eu andar de patins lá fora. — Pedi que ele escolhesse o seu presente, e ele escolheu um patins. No tal manual figura que o certo seria: — Andar de patim, um patim. Até porque ninguém pede para andar de bicicletas, de carros, ou pede um pastéis, um chopes, um clipes. O quê afinal é correto?
Estou comendo
"Estou comendo", como se diz no Brasil, e "estou a comer", como se diz em Portugal, são sinônimos? Numa discussão sobre o tema, um amigo português formulou o seguinte postulado: -- "Estou comendo no momento em que levo, fisicamente, a comida à boca; estou a comer quando me encontro no meio de uma refeição." Sugeriu, assim, uma diferenciação conforme se considere o ato de comer "stricto sensu" ou "lato sensu". Tal fórmula, contudo, só poderia ser válida para um número limitado de ações, como beber, comer, até amar; para outras, não haveria possibilidade de distinção -- "Estou dormindo" é, rigorosamente, sinônimo de "estou a dormir" (dorme-se, "lato sensu" ou "stricto sensu", o mesmíssimo sono dos justos).
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