DÚVIDAS

Seu e dele
Entendo a diferença entre seu e dele, mas fico muito confuso na utilização de um ou de outro, no sentido em que acabo por usá-los no mesmo texto, por vezes na mesma frase. É isto correto? Poderei referir-me no mesmo texto a uma mesma pessoa por vezes com dele, por vezes com seu, conforme me soar melhor? Por exemplo, posso dizer em determinado passo «Um carro excelente, o dele» e mais à frente «anotou no seu diário», referindo-se estes passos à mesma pessoa? É que neste caso soa-me mesmo melhor o «dele» no primeiro caso, e o «seu» no segundo. É isto aceitável? Obrigado.
Poema / funções da linguagem
Procura da poesia (fragmento)    Convive com teus poemas, antes de descrevê-los   Tem paciência, se obscuros. Calma, se te provocam.   Espera que cada um se realize e consume   Com seu poder de palavra   E seu poder de silêncio   Não forces o poema a desprender-se do limbo.   Não colhas no chão o poema que se perdeu.   Não adules o poema. Aceita-o   Como ele aceitará sua forma definitiva e concentrada   No espaço.    (Carlos Drummond de Andrade)    Além da função poética o texto apresenta outras duas funções. Não sei quais são elas, seria possível vocês me dizerem quais são elas e explicá-las?    Grata.
O significado de monótono e monotónico
Em minha aula sobre geometria computacional de ontem traduzi "monotone" do inglês para «monótono». Porém, meus alunos de mestrado (profissionais de computação há muito) me corrigiram dizendo que deveria ser «monotônico» (sinônimo de contínuo) e não «monótono» (sinônimo de enfadonho). Verifiquei que no Aurélio só consta «monótono». No final das contas eu estava certo, «monotônico» não existe. Existe?
As formas regionais "deia" (= ) e "vaia" (= )
Dos erros de língua que os falantes produzem, os que mais me inquietam são, sem dúvida, o desrespeito pela reminiscência do sistema casual latino (o célebre *«vi ela») e a falta de sensibilidade estética em colocando os pronomes pessoais com função de complemento (o não menos omnipresente *«porque sentei-me»). Logo a seguir vêm aquelas deformações expressivas das formas do presente do conjuntivo: (i) «Estás pr'aí a estrabuchar... Tu queres é que eu te *"deia" uma boa palmadona!» (ii) «Mas se tu não me falas, porque é que queres que eu *"vaia" à festa?» Gostaria de saber se apontais alguma explicação para este arrebatado prolongamento tão caricato...
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