DÚVIDAS

Barrã e marrã
Li em José Saramago (As Pequenas Memórias, Caminho, 2006, página 127) a palavra barrã com o significado que eu conhecia para marrã, ou seja, «porca», «animal, fêmea do porco». Como não encontrei barrã, em cinco dicionários que consultei, venho perguntar se barrã também existe ou se resultará de uma gralha. Desejo notar, também, que não encontrei o significado de marrã para a porca que está na fase de amamentar leitões, aquele que Saramago me parece ter recordado.Grato pela atenção.
Sobre a formação dos substantivos compostos
Quero crer que um dos pontos mais polêmicos e menos esclarecidos da gramática portuguesa diz respeito à formação dos substantivos compostos em que o segundo elemento é também um substantivo. No caso de neologismos, ou pelo menos, de substantivos compostos pouco comuns, autores há que propugnam pelo uso do hífen; outros não. Quando se quer formar o plural é que as coisas se complicam ainda mais: "flexiona-se o segundo elemento ou não?" Apresento alguns exemplos que mostram o alcance de minha dúvida: «ataque relâmpago» (com hífen ou sem?) Penso que a maioria dos gramáticos recomenda formar o plural seguinte: «ataques relâmpago». O mesmo se pode dizer de «comícios monstro». Mas veja-se o seguinte exemplo estruturalmente idêntico: "menino prodígio" (com hífen ou sem?) Nesse caso, vejo com freqüência o plural «meninos prodígios». Ou ainda "trabalho porco" (com sentido de grosseiro), formando o plural «trabalhos porcos». Corre uma explicação pela qual a variação do segundo elemento se daria, ou não, conforme houvesse, ou não, uma preposição subentendida. Assim, teríamos: "efeito (de) estufa (efeitos estufa); "meio ambiente (meios ambientes); no entanto, tal não é corroborado pelos exemplos citados acima.
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