A divisão silábica de alfaiate
Como se faz a divisão silábica da palavra alfaiate?
O grupo móvel entre o sujeito e o predicado
Consultando uma gramática do primeiro ciclo, constatei que o grupo móvel pode empregar-se no início, no meio ou no fim da frase. Devo com isto depreender que o dito grupo móvel pode empregar-se entre o sujeito e o predicado, sem qualquer pudor? Existe alguma regra que estipule que determinado tipo de grupo móvel deve empregar-se em determinada posição na frase?
Muito obrigada pela ajuda.
«Ao longo de»
Queria saber onde e como são empregadas essas palavras em frases; e como ficaria o sentido delas, pois há muitos erros ao empregar essas palavras em frases: «Ao longo» e «a longo».
Márcio, outra vez
Pensava que "Márcio" se originasse de "Marte", deus da guerra. Veja-se, por exemplo, "marciano" (relativo ao planeta Marte: Marte, o deus da guerra, porque o planeta é vermelho, e vermelho lembra o sangue derramado na guerra) e arte "marcial" (arte da "guerra", cujo deus é Marte). Assim como "marciano" e "marcial" vem de "Marte", "Márcio", por sua vez, parecia-me que também vinha de "Marte", haja à vista a semelhança dos radicais. Talvez originariamente até funcionasse como adjetivo também, usado em outra língua, quiçá o grego, ou o latim, não sei, mas, adjetivo ou não, "Márcio" oriundo de Marte. Dentro dessa lógica, que leigamente ousava imaginar correta, será que, além das informações fornecidas pela resposta anterior, não há ainda, de alguma forma, certa relação entre Marte, Márcio e guerra?
Obrigado.
O verbo fugir: regular, ou irregular?
O verbo fugir é regular, ou irregular? Estava convencido de que era irregular porque há alteração do radical (fujo/fugi) mas na Wikipédia encontrei o seguinte: «Não é considerada irregularidade a alteração gráfica do radical de certos verbos para conservação da regularidade fonética, ex.: vencer-venço, fingir-finjo.» Agradeço esclarecimento.
O problema do asterisco
Sou estudante universitário e quase todos os meus professores chamam a *, asterístico...
Porquê? Sabendo que se diz asterisco, porque é que professores catedráticos dizem asterístico??
Porquê??
Eu / “eus”
Gostaria de saber se podemos dizer: Algures nos meus "eus" existem dois seres diferentes.
«Não perceber patavina» vs. «Não saber patavina»
Estou a ler a História Rocambolesca de Portugal (de João Ferreira), precisamente no capítulo dedicado a Santo António de Lisboa (ou Pádua), em que o autor descreve os motivos por que o santo ficou ligado a estas duas cidades.
Num breve resumo: Santo António nasceu em Lisboa, mas viveu muitos anos em Itália, onde se destacou pelas suas qualidades humanistas e pelos seus sermões. Veio a falecer em Itália; a cidade de Pádua erigiu-lhe uma monumental igreja, e Lisboa dedicou-lhe um feriado.
Ora, é precisamente aí que a minha ignorância veio ao de cima! Nunca me ocorrera que o povo de Pádua se denominasse patavino.
Será que a nossa expressão «Não perceber patavina!» tem relação direta com a rivalidade que o povo lisboeta (e no geral, português) tem com os patavinos?
É curioso, mas esta rivalidade até nos faz esquecer que o verdadeiro padroeiro de Lisboa é São Vicente, e não Santo António.
Grata.
A contracção das preposições com artigos, pronomes e determinantes
O acento grave utiliza-se quando há uma contracção da preposição 'a' com os artigos definidos femininos e pronomes demonstrativos cuja letra inicial é um 'a'. "Fui à cidade.", "Vou àquela casa.", etc. A minha dúvida é se a frase "Vou para a festa." se pode também escrever "Vou parà festa." ou "Vou prà festa." (uma vez que a palavra 'pra' existe como redução de 'para'). Em caso de resposta negativa, gostaria que me explicassem porque é que a preposição 'para' não goza do mesmo "privilégio" que 'a'. Afinal, na frase que usei como exemplo, trata-se também duma contracção de preposição e artigo. Em caso afirmativo, será que se pode também escrever "Estou-me nas tintas prò assunto."? A minha questão prende-se essencialmente com a linguagem poética, em que, por vezes, se torna necessário aclarar quais as sílabas a elidir na leitura, para que se perceba à primeira vista o ritmo e a acentuação da frase. Já agora, se é possível escrever "p'la" em substituição de 'pela' (por a), porque não permitir que (à semelhança de 'pra') se possa escrever 'pla'? Muito obrigado e continuem o excelente trabalho.
A flexão de chover («chover chuva»)
A frase «Choveu uma triste chuva de resignação» foi classificada pela banca de um concurso militar da aeronáutica como oração sem sujeito, pois o verbo não está no sentido figurado e «uma triste chuva de resignação» seria um objeto direto interno (intrínseco, ou seja, o núcleo dele possui uma palavra com o mesmo radical seguido de adjunto adnominal); não concordo, acho que a oração tem sujeito, pois o verbo chover está no sentido figurado certamente! Poder-me-iam ajudar por responderem se minha opinião está correta ou não, baseando sua resposta em uma gramática brasileira, talvez?
Espero mais do que ansioso.
Grato.
