Braçadeira e abraçadeira
Gostaria de saber qual é a diferença entre braçadeira e abraçadeira.
Braçadeira, no sentido que prende na parede para segurar um tubo... ou uma abraçadeira???
As duas palavras resultam na mesma coisa? Ou ambas têm o mesmo sentido???
Uma seria para o braço?
A outra que abraça?
«Em um» = num
No Brasil, costuma-se corrigir, em textos mais formais, o emprego de num (contração de em + um) e suas flexões. Existe no país a ideia (entre os mais prescritivos, obviamente) de que num é exclusivamente de uso informal e não deve ser posto em textos com maior grau de formalidade. Apesar de saber que se trata de uma prescrição, eu a considero questionável, uma vez que esse "erro" da escrita é usado amplamente no português falado e não contraria os processos de contração da língua – haja vista que costumamos juntar preposições com artigos. Nesse sentido, gostaria de obter do Ciberdúvidas um posicionamento sobre essa questão. Deve-se mesmo censurar o uso de num na escrita? Existe em Portugal semelhante condenação?
Uso de crase com dona, senhora, senhorita e madame (Brasil)
Afinal, tem ou não tem crase antes do pronome «dona»? Em uma determinada pesquisa que fiz na Internet consta que não tem, mas na apostila que estudo consta que os pronomes «dona», «senhora», «senhorita» e «madame» têm crase.
A conjunção causal e a explicativa
Como podemos distinguir a conjunção causal da explicativa? Quais as diferenças? Existem regras?
Aquando
Quais as situações em que se deverá utilizar as palavras "quando" e "aquando"?
Raiz, radical, tema e vogal temática
Será que me poderia dar, exemplificando, a distinção entre os conceitos acima referidos? Grata pelas vossa atenção
«Estes fatos se fazem/se tornam presentes»
Qual é o correto?
«Este fato se faz presente»?
«Estes fatos se fazem presente ou presentes»?
Trata-se de uma locução com valor adverbial (e, neste caso, seria invariável: «os fatos se fizeram presente»?).
Ou presente é adjetivo «(isto está presente», «se faz presente»; «estas coisas estão presentes», «se fazem presentes»)?
Espoletar/despoletar
Na noite do dia 8 de Abril, num programa informativo da portuguesa TVI, ouvi o Director dos Serviços Prisionais e o jornalista usarem o verbo despoletar umas cinco ou seis vezes, sempre com o sentido de "desencadear/ originar". Lembrei-me então das várias respostas/críticas em linha no Ciberdúvidas acerca do uso e significado deste verbo e decidi enviar-vos este comentário.
Numa das suas muitas respostas em linha, o Prof. JNH afirma, e muito bem, que "a linguagem não é só para ser compreendida, é também para ser sentida.". Surgem então as seguintes questões: porque é que tanta gente "sente" que despoletar significa desencadear, originar, iniciar, activar, etc.? Porque é que ninguém usa, com esse sentido, a palavra espoletar, a qual, aparentemente, seria a mais indicada?
Esta última questão leva-nos para uma outra: se "pôr espoleta em" é espoletar, "tirar espoleta de" não deveria ser desespoletar? Se des + espartilhar deu desespartilhar, se des + esperança deu desesperança, se des + esperar deu desesperar, se des + estagnar deu desestagnar, se des + estorvar deu desestorvar, etc., etc., porque é que des + espoletar não dá desespoletar? Será que despoletar é, realmente, sinónimo de desespoletar?
Procurei em vários dicionários (edições recentes e antigas, tanto portuguesas como brasileiras) e nenhuma destas palavras (despoletar e desespoletar) está dicionarizada. Isto quer dizer que a palavra despoletar ainda não tem uma significação "oficial", isto é, aceite pelos dicionaristas. Porquê, então, insistir em atribuir-lhe um significado que é oposto ao que os lusófonos "sentem" que ela tem?
Peço desculpa por estar a "meter a foice" numa seara que, claramente, não é a minha.
O paralelismo nas cantigas de amigo
Relativamente à cantiga de amigo Ai flores, ai flores do verde pino, é constituída por dísticos seguidos de refrão ou por tercetos?
Quereria e queria
Para mim está claro o uso formal de quereria em orações subordinadas, por exemplo: «Se eu pudesse querer alguma coisa, quereria viajar.»
Tenho dúvidas no caso das solicitações: «Eu quereria falar com você.»/«Eu queria falar com você.»
Embora o uso da língua consagre a segunda opção, normativamente a primeira está correta? Ou este não é um caso de uso do futuro do pretérito e, sim, do imperfeito com sentido de atenuação?
Obrigada!
