Sujeito simples e composto
Na frase «Eles comeram o peixe», Eles considera-se sujeito simples, ou composto?
Todo, tudo, é que, só que, etc.
As minhas questões prendem-se com classificação morfológica, porque uma das coisas que tenho de fazer é exactamente classificar palavras, mas como não estou a trabalhar com portugueses, às vezes, oiço afirmações de tipo generalista que me colocam sérias dúvidas; do género: antes de pronome não há artigo definido! Quando fiz a pesquisa no vosso sítio agi de duas maneiras: colocando a palavra em questão na janela de pesquisa ou então escrevendo a categoria morfológica a que pertence e nunca me satisfizeram os resultados a ponto de conseguir respostas para as questões que se seguem: 1 – «Em todo o mundo se fazem festas.» – Todo é um determinante indefinido? 2 – «Tudo isto foi retransmitido em écrans gigantes.» – Tudo é um pronome indefinido e isto é um pronome demonstrativo? 3 – «Todos quantos passaram lá por casa, tiveram direito a uma prenda.» – Todos é um determinante indefinido? E quantos? Um pronome indefinido? 4 – «As meninas vestidas de branco estavam junto ao altar.» - Branco é um nome? 5 – «Fiz as malas com tempo, só que tenho sempre de me esquecer de alguma coisa.» – Só é um advérbio? E que? É uma conjunção de coordenação? 6 – «Eu é que tomei a iniciativa.» – Como classificar este que? Tanto quanto sei a expressão permite realçar o sujeito, mas não consigo classificar o 'que'. Grata pela atenção dispensada e por todos os esclarecimentos que eventualmente me possam prestar.
Uso de crase com dona, senhora, senhorita e madame (Brasil)
Afinal, tem ou não tem crase antes do pronome «dona»? Em uma determinada pesquisa que fiz na Internet consta que não tem, mas na apostila que estudo consta que os pronomes «dona», «senhora», «senhorita» e «madame» têm crase.
Conjugação pronominal do verbo irregular fazer
Agradeço me informem se a conjugação do verbo «fazer» neste tempo está ou não bem feita, e a que tempo e forma se refere: eu far-te-ei tu far-te-ás ele far-se-á nós far-vos-emos vós far-vos-eis eles far-vos-ão Muito obrigado.
`Por exemplo´ entre vírgulas
Quanto à frase seguinte, gostaria de conhecer a vossa opinião sobre se posso retirar a vírgula antes de "por exemplo". ("por exemplo" refere-se à enumeração dos exemplos "encargos", "receitas" e "qualidade dos serviços".) Eu sei que a expressão deve ficar entre vírgulas, mas nem sempre consigo absorver esta regra. Poderiam ajudar-me? "Estes contratos envolvem compromissos quanto a objectivos relacionados com encargos, receitas e qualidade dos serviços, por exemplo, e fornecem mecanismos de partilha de lucros e de penalizações." Agradeço desde já e desejo-vos um bom trabalho.
«Em um» = num
No Brasil, costuma-se corrigir, em textos mais formais, o emprego de num (contração de em + um) e suas flexões. Existe no país a ideia (entre os mais prescritivos, obviamente) de que num é exclusivamente de uso informal e não deve ser posto em textos com maior grau de formalidade. Apesar de saber que se trata de uma prescrição, eu a considero questionável, uma vez que esse "erro" da escrita é usado amplamente no português falado e não contraria os processos de contração da língua – haja vista que costumamos juntar preposições com artigos. Nesse sentido, gostaria de obter do Ciberdúvidas um posicionamento sobre essa questão. Deve-se mesmo censurar o uso de num na escrita? Existe em Portugal semelhante condenação?
Coser e cozer
Qual é a diferença entre coser e cozer?
Espoletar/despoletar
Na noite do dia 8 de Abril, num programa informativo da portuguesa TVI, ouvi o Director dos Serviços Prisionais e o jornalista usarem o verbo despoletar umas cinco ou seis vezes, sempre com o sentido de "desencadear/ originar". Lembrei-me então das várias respostas/críticas em linha no Ciberdúvidas acerca do uso e significado deste verbo e decidi enviar-vos este comentário.
Numa das suas muitas respostas em linha, o Prof. JNH afirma, e muito bem, que "a linguagem não é só para ser compreendida, é também para ser sentida.". Surgem então as seguintes questões: porque é que tanta gente "sente" que despoletar significa desencadear, originar, iniciar, activar, etc.? Porque é que ninguém usa, com esse sentido, a palavra espoletar, a qual, aparentemente, seria a mais indicada?
Esta última questão leva-nos para uma outra: se "pôr espoleta em" é espoletar, "tirar espoleta de" não deveria ser desespoletar? Se des + espartilhar deu desespartilhar, se des + esperança deu desesperança, se des + esperar deu desesperar, se des + estagnar deu desestagnar, se des + estorvar deu desestorvar, etc., etc., porque é que des + espoletar não dá desespoletar? Será que despoletar é, realmente, sinónimo de desespoletar?
Procurei em vários dicionários (edições recentes e antigas, tanto portuguesas como brasileiras) e nenhuma destas palavras (despoletar e desespoletar) está dicionarizada. Isto quer dizer que a palavra despoletar ainda não tem uma significação "oficial", isto é, aceite pelos dicionaristas. Porquê, então, insistir em atribuir-lhe um significado que é oposto ao que os lusófonos "sentem" que ela tem?
Peço desculpa por estar a "meter a foice" numa seara que, claramente, não é a minha.
Quereria e queria
Para mim está claro o uso formal de quereria em orações subordinadas, por exemplo: «Se eu pudesse querer alguma coisa, quereria viajar.»
Tenho dúvidas no caso das solicitações: «Eu quereria falar com você.»/«Eu queria falar com você.»
Embora o uso da língua consagre a segunda opção, normativamente a primeira está correta? Ou este não é um caso de uso do futuro do pretérito e, sim, do imperfeito com sentido de atenuação?
Obrigada!
Palavras compostas e derivadas
Gostaria de saber as palavras compostas e derivadas das originais: porta, livro, fio e caracol.
