O significado de «dar vazão»
O que é que quer dizer «dar vazão»?
O o fiz e o fi-lo
«O fiz» ou «fi-lo»? Qual é o correto?
Sobre a palavra femoral (e não "femural")
Como explicar aos meus ortopedistas que a palavra é femoral e não "femural"?
O uso do hífen e do travessão
Relativamente à utilização de hífen e travessão na língua portuguesa, as diversas exposições neste site são esclarecedoras contudo algumas dúvidas subsistem.
Segundo depreendo, o hífen deve ser utilizado em prefixos, sufixos, compostos e translineação, não devendo ser colocado espaço nem antes nem depois do mesmo. Mas relativamente ao travessão fica a dúvida...
Se tomarmos o nosso travessão como sendo o americano em dash (?) [inserido com Alt + 0151, no Word, Alt + Ctrl + Num- (hífen do teclado numérico)], tal figura não deve ser antecedida nem sucedida por espaços, como se indica em diversos sites americanos. Será que na língua portuguesa a regra é a mesma?
Relativamente ao americano en dash (Alt + 0150, no Word, Ctrl + Num-) desconheço como se designa em português e, como tal, desconheço também como deve ser utilizado. Será que pode ser chamado de traço? Utiliza-se como na língua inglesa em intervalos de valores? Com ou sem espaço antes e depois?
Para aumentar um pouco a confusão, o sinal menos é um dos 3 sinais anteriores – hífen, en dash, travessão – ou outro distinto? Inserível no Word escrevendo 2212 seguido de Alt + x.
A origem da palavra caralho
Em resposta à pergunta "Sobre uma suposta acepção de caralho (calão, tabuísmo)", Carlos Rocha diz que é fantasiosa a história que diz que caralho denominava a cesta no alto dos mastros das caravelas. Qual é então a origem desta palavra?
Muito obrigada.
Quereria e queria
Para mim está claro o uso formal de quereria em orações subordinadas, por exemplo: «Se eu pudesse querer alguma coisa, quereria viajar.»
Tenho dúvidas no caso das solicitações: «Eu quereria falar com você.»/«Eu queria falar com você.»
Embora o uso da língua consagre a segunda opção, normativamente a primeira está correta? Ou este não é um caso de uso do futuro do pretérito e, sim, do imperfeito com sentido de atenuação?
Obrigada!
Espoletar/despoletar
Na noite do dia 8 de Abril, num programa informativo da portuguesa TVI, ouvi o Director dos Serviços Prisionais e o jornalista usarem o verbo despoletar umas cinco ou seis vezes, sempre com o sentido de "desencadear/ originar". Lembrei-me então das várias respostas/críticas em linha no Ciberdúvidas acerca do uso e significado deste verbo e decidi enviar-vos este comentário.
Numa das suas muitas respostas em linha, o Prof. JNH afirma, e muito bem, que "a linguagem não é só para ser compreendida, é também para ser sentida.". Surgem então as seguintes questões: porque é que tanta gente "sente" que despoletar significa desencadear, originar, iniciar, activar, etc.? Porque é que ninguém usa, com esse sentido, a palavra espoletar, a qual, aparentemente, seria a mais indicada?
Esta última questão leva-nos para uma outra: se "pôr espoleta em" é espoletar, "tirar espoleta de" não deveria ser desespoletar? Se des + espartilhar deu desespartilhar, se des + esperança deu desesperança, se des + esperar deu desesperar, se des + estagnar deu desestagnar, se des + estorvar deu desestorvar, etc., etc., porque é que des + espoletar não dá desespoletar? Será que despoletar é, realmente, sinónimo de desespoletar?
Procurei em vários dicionários (edições recentes e antigas, tanto portuguesas como brasileiras) e nenhuma destas palavras (despoletar e desespoletar) está dicionarizada. Isto quer dizer que a palavra despoletar ainda não tem uma significação "oficial", isto é, aceite pelos dicionaristas. Porquê, então, insistir em atribuir-lhe um significado que é oposto ao que os lusófonos "sentem" que ela tem?
Peço desculpa por estar a "meter a foice" numa seara que, claramente, não é a minha.
Conjugação pronominal do verbo irregular fazer
Agradeço me informem se a conjugação do verbo «fazer» neste tempo está ou não bem feita, e a que tempo e forma se refere: eu far-te-ei tu far-te-ás ele far-se-á nós far-vos-emos vós far-vos-eis eles far-vos-ão Muito obrigado.
Corroborar, verbo transitivo directo
Tem sido comum encontrar nas correspondências empresariais o verbo "corroborar" usado com a preposição "com" em frases do tipo: "Corroboramos com o posicionamento da Superintendência". Entendo que o verbo é transitivo direto, porém gostaria de esclarecer de vez essa dúvida: tal uso é correto?
Há-de, de novo
De Padre António Vieira eis um trecho do "Sermão de Santo António aos Peixes" que me intrigou, no segundo parágrafo do capítulo I:
"Suposto, pois, que ou o sal não salgue ou a terra se não deixe salgar; que se há-de fazer a este sal e que se há-de fazer a esta terra? O que se há-de fazer ao sal que não salga, Cristo o disse logo: Quod si sal evanuerit, in quo salietur? Ad nihilum valet ultra, nisi ut mittatur foras et conculcetur ab hominibus. Se o sal perder a substância e a virtude, e o pregador faltar à doutrina e ao exemplo, o que se lhe há-de fazer, é lançá-lo fora como inútil para que seja pisado de todos." (...)
Minha intriga é com este "há-de" que várias vezes aparece no trecho. O verbo "haver" ligado à preposição "de" por meio de hífen. Se não me engano já vi isto aqui mesmo no Ciberdúvidas em alguma pergunta ou resposta. Talvez seja comum tal coisa em Portugal, mas não no Brasil atualmente, ou pode ser que seja eu próprio a não saber nada sobre isto. De qualquer forma, nas gramáticas de que disponho, não consegui encontrar qualquer referência a este caso. Daí então o surgir das dúvidas:
Qual a explicação para que o "há-de fazer" esteja escrito assim, com esse hífen?
É correto ligar-se a "preposição" ao verbo por meio de hífen?
Se é correto ligar-se a "preposição" ao verbo por meio de hífen, vale isso para "qualquer verbo" e "qualquer preposição"?
Poderia escrever algo assim: "gosto-de" comer maçã? Estaria certo esse "gosto-de comer", com hífen, a exemplo do "há-de fazer"? Ou quem sabe escrever outra coisa do tipo: "é-de se estranhar isso"? Estaria certo esse "é-de", com hífen?
Seria certo escrever "tudo está-por fazer", com esse hífen?
No caso de valer o hífen apenas para o verbo haver, ou até para outros verbos, valerá para todos os tempos, pessoas e modos? Poderia escrever: hei-de fazer, havemos-de fazer, houvesse-de fazer, haveria-de fazer...?
No caso de ser ainda considerado certo atualmente o "há-de fazer", com hífen, ficará errado escrevê-lo sem hífen: "há de fazer", simplesmente?
E será certo tanto no Brasil quanto em Portugal, escrever-se com hífen, ou sem hífen, ou ambos, conforme for o caso?
Desculpem se me alonguei um pouco. Se o fiz, foi na esperança de fornecer informações que lhes permitam corrigir-me o raciocínio mais precisamente. Tentei apenas mostrar-lhes o que estou pensando sobre o assunto: pensamentos que podem não estar muito claros, mas justamente a nuvem da dúvida é que talvez os obscureça. Preocupei-me até em antecipar outras dúvidas que surgiriam de possíveis respostas suas: possibilidades que depois, quem sabe, se mostrem disparatadas; mas só o saberei após a resposta. Por favor, peço então me esclareçam o que lhes houver por bem.
Desde já, agradeço a atenção.
