DÚVIDAS

Os significados de cavaleiro e ginete
Em vários idiomas há palavras para distinguir «aquele que monta a cavalo» daquele que era um guerreiro montado medieval da classe mais baixa da nobreza. Desta forma há no francês cavalier/chevalier, no alemão Reiter/Ritter, no holandês ruiter/ridder e no inglês há vários termos como rider, horseman, cavalier, knight, que são invarialvemente traduzidos como cavaleiro, apesar dos significados relativos em seus idiomas originários. Portanto, gostaria de saber se há na língua portuguesa palavras para fazer essa distinção e qual é o uso correto de cavaleiro e ginete.
«O possível» ‘vs.’ «os possíveis»
É vulgar, e em minha opinião erro crasso, para não dizer crassíssimo, dizer-se: «os possíveis» (seria, assim, «o», artigo definido, e «possíveis», um substantivo?) Ora o «possível» não é substantivo algum! Antes é adjectivo. O correcto, em minha opinião, é: «O possível» = «aquilo que é possível»! «O» é pronome demonstrativo – «aquilo» (não substantivo); «Possível» é invariável! Não admite plural. Creio não estar errado! No vosso programa da TV e RDP, não poderiam falar sobre o assunto? É que muitos locutores caem neste erro, e este erro enxameia os cartazes! Grato.
Diferenças entre o Português Europeu e o Português do Brasil
Nas frases que estou mencionando a seguir, me poderiam dizer qual é a construção certa no português europeu? Peço por gentileza que me informem qual é a base gramatical, pois não consigo encontrar uma resposta na gramática portuguesa que possuo. A recusa do João de deixar-se desviar dos seus planos ficou evidente... A recusa do João de se deixar desviar dos seus planos ficou evidente... Sem deixar-se abalar, seguiu em frente Sem se deixar abalar, seguiu em frente... Mas ele, sem deixar-se abater.... Mas ele, sem se deixar abater.... O perigo de fumar-se reside.... O perigo de se fumar reside.... Embora seja estudiosa, a ajuda do Ciberdúvidas me dá condições de aperfeiçoar o uso da língua. Embora seja estudiosa, a ajuda do Ciberdúvidas dá-me condições de aperfeiçoar o uso da língua. Outra questão, qual das frases a seguir está certa? Tu nunca viste nada igual, tenho certeza disso. Tu nunca viste nada igual, tenho a certeza disso. Tenho certeza de que vais gostar de ler sobre isso. Tenho a certeza de que vais gostar de ler sobre isso. Muito obrigada.
Duas vezes por ano
«Haverá um adjectivo que indique uma frequência de duas vezes por ano?». Esta foi a pergunta colocada por Carlos Matos no tema «Duas vezes por ano».   Pergunto se seria pertinente da minha parte sugerir a palavra «bisemestral» e se deste modo não conseguiríamos tapar um buraco do nosso já tão rico idioma? Acrescento que pela lógica (a mesma de bianual) esta nova palavra não teria a mesma conotação de semestral duas vezes, ou seja, um evento separado por um mesmo espaço de tempo, mas antes o de um evento que surgiria num qualquer universo temporal situado dentro do espaço de seis meses.
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