As palavras acuidade e acurácia
Deve-se dizer “acuidade” ou “acuracidade”? E no Brasil?
Sobre o uso dos sufixos -douro, -tório e -dromo
No Brasil, usamos os seguintes termos: “inalador” (aparelho em que se fazem inalações), “provador” (cabina em lojas para se provarem roupas), “puxador” (espécie de maçaneta pela qual se puxa uma gaveta, abrindo-a), “babador” (peça de pano colocada sobre o peito de uma criança, abaixo da boca, para aparar a baba, quando come), “respirador” (máscara, da qual há diversos modelos, pela qual se respira). Diante destes fatos pergunto-lhes: o correto não seria, respectivamente: “inaladouro”, “provadouro”, “puxadouro”, “babadouro”, “respiradouro”? O lugar onde se prova uma roupa, por exemplo, deve ser “provadouro”, que significa lugar onde se prova. “Provador” seria o homem que prova a roupa. Se quem prova é mulher, então, seria “provadora”. É curioso notar que, no Brasil, aquele aparelho, com diversos modelos, onde se bebe água, em escolas, escritórios, lojas, lugares públicos, etc, é “bebedouro” e não “bebedor”. Os sufixos “douro” e “tório” têm este sentido de «lugar onde se pratica uma ação ou objeto pelo qual se pratica determinada ação», fato que parece meio esquecido aqui no Brasil. Estes dois sufixos, aliás, vêm sendo substituídos erroneamente por “-dromo”, que significa “corrida” ou “lugar para correr”. Exemplos: “autódromo” = «lugar para corrida de autos ou automóveis»; “aeródromo” = «lugar por onde correm aeronaves para alçar voo»; “hipódromo” = «lugar onde correm cavalos, etc.» Por aqui forjaram-se as seguintes “pérolas”: “fumódromo” (ala de restaurante onde se pode fumar); “comemoródromo” (lugar onde se comemora a vitória da seleção brasileira de futebol ou de algum time em uma partida); “sambódromo” (pista para desfile de escolas de samba no carnaval, em geral, ladeada de arquibancadas para os espectadores); “escovódromo” (sanitório especial construído nas escolas para as crianças escovarem os dentes); “camelódromo” (área ou edifício onde os camelos vendem as suas bugigangas). Creio que ficariam melhor assim: “fumadouro”, “fumatório” ou “ala de fumantes”; “comemoradouro”; “escovadouro” ou “escovatório”; “cameloaria”. Sobre o que foi aqui ventilado, peço a opinião do Ciberdúvidas.
Muito obrigado.
Uso pessoal e impessoal do verbo dever
Qual destas frases está correcta?
– «Não se deve combinar pilhas novas e usadas.»
– «Não se devem combinar pilhas novas e usadas.»
Morrer de/por/com
Aproveito para perguntar qual é correcta: «Morrer de tuberculose», «morrer por tuberculose» ou «morrer com tuberculose»? Obrigado.
A diferença entre então e atão
Qual a diferença entre então e "atão"?
O ruído em comunicação
Gostaria de saber o que se entende por ruído num processo de comunicação: se ruído é todos os obstáculos/barreiras à comunicação (a nível do emissor, receptor, mensagem, contexto...), ou se é somente os fenómenos que ocorrem a nível do canal e que dificultam a comunicação. E exemplos de ruído?
Quase/quase que
Deve dizer-se "Eu quase consegui" ou "Eu quase que consegui"?
«De frente de», «em frente de», «em frente a», «defronte de/a»
Deparei com uma frase onde se pode ser que «o Luís postou-se de frente ao Pedro». Pergunta: não deveria ser «em frente a» ou «defronte a»? A construção «de frente a» é admissível e, se sim, é admissível neste contexto?
Obrigado.
Nunca antes
Ouve-se, hoje em dia, por toda a parte televisiva (e não só), a expressão "nunca... antes", em algumas pequenas variantes: "nunca visto antes", "nunca referido antes", nunca publicado antes", etc.
Penso tratar-se de um pleonasmo, dado que o "nunca" implica necessariamente "antes".
Agradecia esclarecimento.
«Ao longe» vs. «de longe»
«Estupor do rafeiro! Tu levas um pontapé!» — ameaçou o Zé ao cão.
«O Bobi começou a rosnar de longe ao ouvir palavras tão ofensivas para o seu pedigree», ou
«O Bobi começou a rosnar ao longe ao ouvir palavras tão ofensivas para o seu pedigree»?
Qual das duas frases é que está correcta?
Muito obrigado.
