O uso do hífen e do travessão
Relativamente à utilização de hífen e travessão na língua portuguesa, as diversas exposições neste site são esclarecedoras contudo algumas dúvidas subsistem.
Segundo depreendo, o hífen deve ser utilizado em prefixos, sufixos, compostos e translineação, não devendo ser colocado espaço nem antes nem depois do mesmo. Mas relativamente ao travessão fica a dúvida...
Se tomarmos o nosso travessão como sendo o americano em dash (?) [inserido com Alt + 0151, no Word, Alt + Ctrl + Num- (hífen do teclado numérico)], tal figura não deve ser antecedida nem sucedida por espaços, como se indica em diversos sites americanos. Será que na língua portuguesa a regra é a mesma?
Relativamente ao americano en dash (Alt + 0150, no Word, Ctrl + Num-) desconheço como se designa em português e, como tal, desconheço também como deve ser utilizado. Será que pode ser chamado de traço? Utiliza-se como na língua inglesa em intervalos de valores? Com ou sem espaço antes e depois?
Para aumentar um pouco a confusão, o sinal menos é um dos 3 sinais anteriores – hífen, en dash, travessão – ou outro distinto? Inserível no Word escrevendo 2212 seguido de Alt + x.
Palavras compostas e derivadas
Gostaria de saber as palavras compostas e derivadas das originais: porta, livro, fio e caracol.
Uso de crase com dona, senhora, senhorita e madame (Brasil)
Afinal, tem ou não tem crase antes do pronome «dona»? Em uma determinada pesquisa que fiz na Internet consta que não tem, mas na apostila que estudo consta que os pronomes «dona», «senhora», «senhorita» e «madame» têm crase.
Acusativo, ablativo, dativo, instrumental (locativo),
nominativo, genitivo e vocativo
nominativo, genitivo e vocativo
Gostaria de ter alguma explicação quanto aos casos acusativo, ablativo, instrumental, nominativo, genitivo, e quais outros existem e que são usados em português, com exemplos, se possível.
Isabel II ou Elisabete II?
Em Portugal, designa-se a actual Rainha de Inglaterra por "Isabel II". Há algum motivo (válido) para converter Elizabeth em Isabel? A haver tradução, não devia ser para "Elisabete II"?
O uso da expressão «no prelo»
Gostaria de saber quando se pode colocar e o que significa de facto «no prelo».
Habitualmente coloco esta expressão quando me refiro a um artigo que se encontra para publicação. É correcto?
Obrigada.
Definição de enunciação, de enunciador e de enunciatário
Sou professora de Língua Portuguesa e gostaria de receber uma definição mais simples sobre o que é enunciação, enunciador, enunciatário dentro de textos.
`Por exemplo´ entre vírgulas
Quanto à frase seguinte, gostaria de conhecer a vossa opinião sobre se posso retirar a vírgula antes de "por exemplo". ("por exemplo" refere-se à enumeração dos exemplos "encargos", "receitas" e "qualidade dos serviços".) Eu sei que a expressão deve ficar entre vírgulas, mas nem sempre consigo absorver esta regra. Poderiam ajudar-me? "Estes contratos envolvem compromissos quanto a objectivos relacionados com encargos, receitas e qualidade dos serviços, por exemplo, e fornecem mecanismos de partilha de lucros e de penalizações." Agradeço desde já e desejo-vos um bom trabalho.
A regência da locução «prestar atenção»
Parabéns pelo site! É uma iniciativa muito útil e esclarecedora!
Gostaria de saber a regência correta de atenção, no caso da expressão «prestar atenção». Presta-se atenção «a algo» ou «em algo»? Exemplos:
a) «(...) se vocês prestarem atenção no/ao que eu digo, se fizerem o que é certo e se guardarem os meus mandamentos, eu não os castigarei com nenhuma das doenças que mandei contra os egípcios»;
b) «Povo de Israel, preste atenção nas leis e nos mandamentos/às leis e aos mandamentos que estou dando a vocês hoje»;
c) «Venham cá e prestem atenção naquilo/àquilo que o Senhor, nosso Deus, vai dizer.»
Muito obrigada!
Quereria e queria
Para mim está claro o uso formal de quereria em orações subordinadas, por exemplo: «Se eu pudesse querer alguma coisa, quereria viajar.»
Tenho dúvidas no caso das solicitações: «Eu quereria falar com você.»/«Eu queria falar com você.»
Embora o uso da língua consagre a segunda opção, normativamente a primeira está correta? Ou este não é um caso de uso do futuro do pretérito e, sim, do imperfeito com sentido de atenuação?
Obrigada!
