DÚVIDAS

Grafia de palavras da área médico-dentária
Existem na área médico-dentária (as minhas dúvidas começam aqui mesmo...) inúmeras palavras cujo uso se foi generalizando mas cuja grafia suscita dúvidas à grande maioria dos profissionais com quem tenho falado. Assim, para cada um dos exemplos abaixo indicados*, gostaria de saber qual a opção mais correcta: unir as duas palavras que estão na sua origem (ex.: "medicodentária"), uni-las utilizando um hífen (ex.: "médico-dentária") ou mantê-las separadas (ex.: "médico dentária"). * "médico-dentária", (diagnóstico) "pré-ortodôntico", (considerações) "muco-gengivais", "pró/retro-inclinação" (incisiva), "sobre-erupção" (dentária), (reabsorção) "intra-óssea", (ortopedia) "dento-facial", (formação de) "pseudo-bolsas", (placa bacteriana) "sub/supra-gengival", (relação) "inter-arcadas", (radiografia) "peri-apical", ("brackets") "auto-ligáveis", (goteira) "termo-formada", (segmento) "incisivo-canino". Desde já, muito obrigada!
As acepções de chauvinista e chauvinismo
O termo chauvinismo é definido pela língua portuguesa como «termo dado a todo o tipo de opinião exacerbada, tendenciosa, ou agressiva em favor de um país, grupo ou ideia». Porém, a sua associação mais habitual é a de rejeição social face a pessoas ou elementos de outras nacionalidades! A minha dúvida é se chauvinista pode ser associado nos dois sentidos, ou seja, «opinião tendenciosa a favor de um país» (um sinónimo por assim de dizer de nacionalista) mas também de rejeição social face ao que é de outros países, ou se, por outro lado, apenas é associado a algum tipo de exclusão de grupo/ideia cultural, social e racial estrangeiros?
Ainda o uso da vírgula
Embora saiba que o complemento determinativo não se separa do nome por vírgula, tenho reparado que, em algumas situações, aparece antecedido por esse sinal de pontuação, como no seguinte caso: «Li Os Maias, de Eça de Queirós.» Gostava de saber se é correcto colocar a vírgula neste contexto. Realmente, a obra em questão é, indubitavelmente, de Eça. Não existe outro livro com o título Os Maias e de outro autor. Será por isso que a vírgula aparece, por ser uma informação acessória, explicativa e não restritiva, tal como acontece com as orações subordinadas adjectivas relativas? Ou estará errado mesmo? Obrigada por toda a atenção que dispensam às nossas dúvidas!
A regência de ficar
«Lisboa fica a 300 km a sul do Porto» ou «Lisboa fica 300 km a sul do Porto»? […] [N]ão encontro no dicionário a justificação de «a 300 km a sul». A preposição «a» indica distância, por isso parece-me redundante usá-la juntamente com a locução adverbial «a sul», que indica igualmente distância, afastamento entre dois pontos. Saramago, por exemplo, na sua Viagem a Portugal, suprime sistematicamente a preposição. Se assim não fosse, teríamos de usá-la igualmente em expressões do tipo «a casa fica a 100 m mais à frente», «o 2.º classificado ficou a 100 m atrás», o que, além de não acrescentar clareza à frase, lhe corta, pelo contrário, a fluidez. […] Parabéns pelo excelente trabalho.
A colocação dos dois-pontos (:) em frases seguidas
Vejamos os seguintes exemplos: Exemplo 1: «As principais contas integrantes desta classe são: a. Vendas: São de considerar nesta conta as vendas representadas pela facturação emitida pela empresa sobre terceiros.» Exemplo 2: «Assim, as principais rubricas integrantes desta conta são: a. Terrenos e recursos naturais – como terrenos em bruto, terrenos com arranjos, terrenos com edifícios e subsolo como: – terrenos para construção; – propriedades rústicas e pedreiras;» A minha dúvida surge na colocação dos dois-pontos em frases seguidas. É possível?
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