Sobre as orações relativas sem antecedente expresso
Antes de mais nada, parabéns pelo site. Sei que já analisaram questão parecida antes, mas gostaria muito de nova análise, com cautela. Posso até estar errado, mas preciso dividir isso com pessoas mais capazes que eu. A primeira vez que li em uma gramática que o quem é um pronome relativo sem antecedente, achei um absurdo. Explico por quê: é sempre possível substituir tal pronome (que, para mim, é um simples pronome indefinido) por uma locução pronominal indefinida quem quer que ou seja quem for que. Assim, não há o porquê de malabarismos analítico-nomenclaturais ao quem, tão perpetuados, qual dogma, por grandes mestres (eles fazem moda... mas o tempo passa). Exemplo: «Quem comigo não ajunta espalha» ou «A presidenta só convida quem tem potencial»; "alguns" vão dizer que o quem é um relativo sem antecedente, mas "qualquer um" sabe que a substituição por uma locução pronominal indefinida é muito acertada e reflete o uso da língua: «Seja quem for que comigo não ajunta espalha» e «A presidenta só convida "quem quer que" tenha potencial». Assim, não há relativo sem antecedente coisa nenhuma (na minha cabeça de falante, e culto), o que há é um mero pronome indefinido.
Gostaria de ouvir suas considerações, pois acho sinceramente que não estou lucubrando.
«Fazer referência a»
Pelo mesmo motivo por que se diz «é hora de a onça beber água», poderia eu dizer «faz-se referência a a auditoria ter sido conduzida corretamente»?
Não sei exatamente o porquê, mas imagino que a resposta à minha indagação seja negativa. No entanto, soa-me no mínimo estranho dizer «faz-se referência à auditoria ter sido conduzida corretamente». Parece-me que, assim como na primeira frase não se junta de com a (por o verbo estar no infinitivo – aliás, olha aqui a mesma dúvida: «por o» ou pelo?), também na segunda não se deveria juntar a preposição a com o artigo a.
Securizante
Sou Professora do 1.º C.B.E. e num ofício recebido pela escola onde trabalho deparei-me com a palavra "securizante". Como não a conhecia, procurei o seu significado em vários dicionários, prontuários, etc., sem qualquer sucesso. Agradecia se me pudessem esclarecer sobre a origem e significado deste termo.
Saber/sabor
Relativamente ao verbo saber, com significado de sabor (a comida sabe bem), como é a primeira pessoa do singular? A segunda e terceira são simples: «Tu sabes bem» (contexto romântico e erótico); «A comida sabe bem». A primeira não é normalmente usada, mas é concebível que o seja (em humor ou poesia, por exemplo). Será «eu saibo bem»? O problema é interessante no que diz respeito à comparação com o verbo saber (conhecer).
Origem da expressão «ficar com um olho à Belenenses»
Gostaria de saber qual a origem da expressão «ficar com um olho à Belenenses».
A tradução das palavras inglesas hacker e cracker
Qual é a melhor tradução para o português de hacker e de cracker?
Primeiros-cabos, tenentes-coronéis, comandantes-chefes
Gostaria de saber qual a forma correcta de escrever o plural dos postos militares "compostos", como primeiro-tenente ou tenente-coronel, por exemplo. Escreve-se primeiros-tenentes e tenentes-coroneis, ou primeiro-tenentes e tenente-coroneis, ou então, primeiros-tenente e tenentes-coronel? Gostaria também de saber qual o emprego mais correcto de maiúsculas nestas palavras, tanto no singular como no plural. Deve-se escrever Primeiro-Tenente ou Primeiro-tenente?
Obrigado.
Morto e matado
O verbo matar tem dois particípios passados, um regular «matado» e um irregular «morto». Porém ...«morto» é o particípio passado irregular do verbo morrer que, por sua vez, também tem o regular «morrido». Na verdade, o radical de matar é "mat" que dá "matado", nunca pode dar "morto" que vem de morrer cujo radical é "mor", que dá «morto» ou «morrido». Gostaria de obter uma explicação. Já me foi dada explicação sobre os casos em que se deve usar o particípio regular e irregular dos verbos que têm dois particípios. Porém, o meu problema, como vêem, é outro, que se coloca apenas relativamente ao verbo matar.
O nome Benjamim
"Benjamin" ou "Benjamim"? Dir-se-ia que com m, mas em contexto bíblico aparece mais com n, seguindo a fixação grega dos LXX.
Como escrever?
Obrigado.
A grafia das entidades ou instituições
Colaboro com um jornal local e, por vezes, tenho de citar o nome de várias entidades públicas como a câmara municipal ou um qualquer pelouro.
Li algures que os nomes de entidades ou instituições se passariam a escrever, com o novo acordo, com minúsculas iniciais, ou seja, «câmara municipal de Barcelos» ou «tribunal arbitral de Lisboa».
Como tal, gostaria que me respondessem a esta questão: os nomes de identidades passarão a escrever-se com minúscula inicial, com maiúscula inicial, ou isto é algo opcional?
Agradeço a atenção.
