DÚVIDAS

Colocação do adjectivo (antes ou depois do substantivo)
No meu tempo, aprendi na escola que «novo carro» e «carro novo» não significavam a mesma coisa; assim como «bonita rapariga» e «rapariga bonita», «mau homem» e «homem mau», «fino bigode» e «bigode fino», «forte homem» e «homem forte», etc. Será que o que me ensinaram ainda é válido ou por efeito de tanto se "macaquear" as falas estrangeiras ficou definitivamente fora de moda e substituído por uma maneira de falar cada vez mais "martelada", medíocre, feia e, às vezes, até irracional? Já ouvi chamarem aos arquivos distritais, «distritais artigos»... Entendo que evolução não é sinónimo de destruição! Despeço-me desde já grata.
Vírgula depois de pontos de exclamação e de interrogação, novamente
Fiquei esclarecido quanto à explicação que o Sr. Dr. José Neves Henriques deu sobre o uso da vírgula depois de pontos de exclamação e de interrogação. Entretanto, agora estou novamente embaraçado pois encontrei os casos que abaixo indico e que parecem não se ajustar àquela explicação: - Ai!, até admira!... - Ah!, suba, Sebastião, suba! Quer subir? - Luísa, Luísa!, o que queres tu fazer? Não podemos romper assim! Escuta... (in "O Primo Basílio", de Eça de Queirós) - Jesus!, que mocetão!... - Oh!, decerto que não... - Ah!, e o boticário entenderia as receitas que escreveu? (in "As Pupilas do Senhor Reitor", de Júlio Dinis) - De notar que Camilo Castelo Branco optou por não usar vírgulas em casos semelhantes: - Ah! sim? Cuidei que o tempo parara aqui no século doze... - Ah! já sei, e a D. Teresinha Albuquerque. (in "Amor de Perdição") Parece-me que estes casos têm que ver mais com o estilo literário de cada autor. Não será assim? Agradeço os vossos comentários.
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