«Entre Cila e Caríbdis»
«Entalado entre a espada e a parede, entre sila e caribdes...» (p. 58). José Saramago As Intermitências da Morte Editorial Caminho Qual o significado da expressão «entre sila e caribdes»? Muito obrigado.
Contraordenação e contra-ordenação
Como é correcto escrever a(s) seguinte(s) palavra(s):
— "Contra-ordenação", ou "contraordenação"?
— "Direito contra-ordenacional", ou "Direito contraordenacional"?
Agradecido.
Origem da palavra fogo, outra vez
Li a resposta sobre a origem da palavra fogo. Suponho que a resposta não está completa, pois sempre a vi ligada à mitologia latina, opinião que confirmei num dicionário sobre a origem das palavras, saído há pouco.
Palavras paroxítonas com ditongo decrescente no final
Gostaria de saber algumas palavras paroxítonas com ditongo decrescente no final das mesmas...Se pudessem me ajudar, ficarei grata.Agradeço desde já... Obrigada.
O uso de vós em referência a vocês
Qual é a vossa opinião sobre a utilização simultânea dos pronomes vocês e vós num mesmo texto? Seria incoerente empregar vocês como sujeito, a fim de se evitar a conjugação da segunda pessoal do plural, ao mesmo tempo que se utiliza vós nos demais casos, sobretudo como complemento? Passo a apresentar alguns exemplos:
(1) Se [vocês] forem ferozes como eu sou, os miúdos do bairro também terão medo de vós.
(2) Ao contrário de vós, que fazem sempre as coisas à vossa maneira, eu consulto sempre o patrão antes de fechar qualquer negócio.
(3) [Vocês] Acham que mais alguém além de vós vai aparecer na festa?
Orações subordinadas substantivas subjectiva e predicativa
Como identificar se uma oração é subordinada substantiva subjetiva ou predicativa? Muito por favor, sejam minuciosos, porque, pra mim, não há diferença alguma em dizer que «É fato que todos estudam» a oração seja subordinada substantiva subjetiva, ou seja, «Isto [que todos estudam (sujeito)] é fato» de «Fato (substantivo, logo núcleo do sujeito) é [que todos estudam] (predicativo)». Ajudem-me! Mui grato.
O artigo em topónimos estrangeiros
Há topônimos que pedem artigo definido (o Rio de Janeiro, a Bahia, o Alentejo, o Brasil) e outros que o dispensam (Luanda, Coimbra, Minas Gerais, Cabo Verde). Ao consultar respostas anteriores do Ciberdúvidas, aprendi que não há normas rígidas sobre a colocação ou omissão do artigo, em tais casos. O que sim, deve ser observado, são os hábitos idiomáticos das comunidades enraizadas em seus respectivos países, regiões ou cidades (e mesmo bairros). São elas que irão determinar, pela tradição, se determinado topônimo deve ou não ser "articulado". Por outro lado, ocorre-me a pergunta: como lidar com topônimos de terras "estrangeiras", ou seja, aquelas que não foram afetadas pelas idiossincrasias vernaculares das comunidades lusófonas? A respeito delas, tomo nota da seguinte curiosidade: leva artigo a grande maioria dos topônimos que se referem a países (a França, o Uruguai, a Rússia, a Síria), o mesmo não sucedendo quando se trata de nomes de cidades (Paris, Montevidéu, Moscou/Moscovo, Damasco). A única cidade estrangeira "articulada" que me ocorre é a capital do Egito (diz-se "estive no Cairo", e não "em Cairo"). Outras há que vivem na ambigüidade (Haia/a Haia). E o único país "desarticulado" seria Sri Lanka – talvez por se tratar de topônimo de recente introdução no atlas, em substituição ao tradicional Ceilão. A que se deve esse fenômeno? Poderíamos especular que a "articulação" dos nomes dos países estrangeiros terá sua origem na elipse. Por exemplo: quando dizemos "a França", queremos dizer "a (república da) França". No mesmo diapasão, "a Inglaterra" é "a (monarquia da) Inglaterra". Essa linha de suposição, contudo, não me parece muito convicente. E que dizer da "desarticulação" dos nomes das cidades? Por que vamos a Paris, e nunca à Paris (a não ser que seja àquela específica Paris dos meus sonhos, devidamente objetivada)? Note-se que mesmo alguns nomes que no original levam artigo (La Habana), perdem esse apêndice quando vertidos para o português (Havana). Fica a pergunta no ar, na esperança de que o Ciberdúvidas ofereça alguma resposta.
A grafia de director-executivo (diretor-executivo, pós-AO)
Senhores peritos da língua portuguesa,
Mais uma vez, as minhas felicitações pelo vosso (nosso) excepcional site, que tanto me tem ensinado e ajudado.
A minha dúvida prende-se com a designação do cargo de director-executivo ser escrita com hífen ou não.
Pela leitura de outros esclarecimentos feitos aqui, relativamente à palavra director, julgo poder inferir que são duas palavras justapostas.
Porém, peço o vosso douto esclarecimento.
Muito obrigado, desde já.
«... no sentido de que...»
Como se diz «em bom português»?
«Impõe-se concluir no sentido de que, no presente caso, toda a prova viu a sua eficácia precludida», ou «Impõe-se concluir no sentido de, no presente caso, toda a prova viu a sua eficácia precludida»?
Eu escreveria (e escrevo) como na primeira alternativa. No entanto, uma colega minha duvida do que lhe disse.
Muito obrigado pela atenção e disponibilidade.
«Seria que...» e «será que...»
Estou a rever um livro em que os tradutores usam várias vezes a expressão «Seria que» em vez do «Será que», mais habitual. Por exemplo: «Seria que me pode dar um copo de água?». Esta construção faz algum sentido?
Obrigado.
