DÚVIDAS

Sobre regências
Em algumas frases ocorre a coordenação de verbos de regências diferentes – como os exemplos abaixo – parece-me eufônico e sintaticamente correto usar a preposição regida pelo verbo mais próximo. Nas duas primeiras frases, os verbos “incluir” e “excluir” regem as preposições “a” e “de”, respectivamente; nas duas últimas, os verbos “tirar” e “acrescentar” regem “de” e “a”. 1 – Use os botões para incluir e excluir campos do critério de ordenação. 2 – Use os botões para excluir e incluir campos ao critério de ordenação. 3 – A cerveja e o refrigerante são bebidas das quais não se pode tirar ou acrescentar açúcar. 4 – A cerveja e o refrigerante são bebidas aos quais não se pode acrescentar ou tirar açúcar. As adequações sugeridas por alguns gramáticos – em situações como «Não me caso com quem não tenho confiança», «Não me caso com aquele em quem não tenho confiança» – jamais serviriam aos exemplos anteriores. Não encontrei explicação específica sobre isso nas boas gramáticas descritivas de nossa língua. Gostaria de saber a vossa opinião sobre o uso da preposição regida pelo verbo mais próximo; e se existem teorias sobre o assunto.
Mais-que-perfeito do conjuntivo
Recentemente numa publicidade a um automóvel (Daewoo Lanus) ouvi uma senhora dizer algo como: "se eu não tenho saído antes do choque". Parece-me que o tempo utilizado é o pretérito perfeito composto e que a senhora deveria ter utilizado o pretérito mais-que-perfeito composto (tinha saído) ou simples (saíra). Já tenho visto esta construção em legendas de séries televisivas. A frase transcrita está correcta? Esta utilização de tempos verbais é típica de alguma região do país? Obrigado!
ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa ISCTE-Instituto Universitário de LisboaISCTE-Instituto Universitário de Lisboa ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa