Amargo
Cá em casa por vezes surgem discussões deste tipo. A situação de hoje foi a seguinte: Ao provar uma caneca de café, a ao sentir que este estava tudo menos doce, Vítor exclamou: «Este café está azedo!», provocando, obviamente, algum desagrado a quem preparara a bebida.
Ora a questão reside no facto de Vítor alegar que «lá no Norte», o que nós em Lisboa chamamos de amargo, é denominado de azedo, bem como, ao invés de usar azedo, se utiliza estragado.
Particularmente discordo do uso do termo azedo para esta situação, mas haverá alguma racionalidade em tal uso, neste caso?
«Convicto de que...»: regência e oração completiva
Gostaria de saber se a expressão «convicto que» na frase «Estou convicto que as coisas vão melhorar» está correta, pois vi um exercício onde se afirma que a resposta correta é «convicto de que».
Alguma regra para o uso da expressão?
O significado da expressão «você tem o dedo podre para escolher namorados»
Gostaria de saber o significado da expressão «você tem o dedo podre para escolher namorados», para um trabalho de meu filho da 6.ª série. Obrigada.
«Preciso de estudar» e «preciso estudar»
Uma propaganda de uma rede educativa, que traz de vez em quando questões relacionadas à língua portuguesa aqui no Brasil, disse que a norma culta não considera correto o uso de «Eu vou precisar de fazer as questões»; o problema apontado por esse programa é a presença da preposição antes do verbo no infinitivo, mas, buscando respostas no Ciberdúvidas, vi que ambas as formas estão adequadas à norma culta, ou seja, «Eu vou precisar de fazer» ou «Eu vou precisar fazer», ambas estão corretas segundo vocês, mas não segundo o programa daqui do Brasil. Afinal, existe alguma referência, algum gramático que acabe com a minha dúvida se ambas as formas podem estar corretas, ou só uma delas, como disse o programa?
Muito obrigado.
Regulador e regulamentador
Gostaria de saber se «agência reguladora» e «agência regulamentadora» são expressões sinónimas ou se há diferenças no seu uso. Creio que tem havido uma grande confusão em Portugal no uso destas expressões, assim como no uso dos verbos regular e regulamentar.
Transitivo directo e indirecto
Surgiu uma dúvida durante uma discussão com dois professores, sobre a análise da seguinte frase:
"Vou levar o senhor ao médico."
Ambos diziam que o verbo "levar" aí é transitivo direto e indireto. Eu não concordei com a explicação que me deram. Qual a análise correta?
Obrigado.
Aloquete, cadeado e corrente, outra vez
Venho por este meio indicar que existe, a meu ver, uma imperfeição na definição de um objecto na resposta 23481, nomeadamente no ponto 2, em que se diz que um cadeado e um aloquete são sinónimos e representam ambos os seguintes significados: «cadeia de elos» e «elo com fechadura».Concordo, sim (Norte/Sul): cadeado e corrente, sinónimos quando nos referimos à cadeia de elos de ferro; e aloquete e cadeado, sinónimos quando nos referimos ao elo dotado de uma fechadura. Aloquete não é confundido com uma corrente. Trata-se de objectos distintos independentemente do local ou região, por isso, não podem ter essa designação.
Subclasses do nome
Chamo-me Laura Martins e sou professora de língua portuguesa numa escola em Lisboa.No manual adoptado surgem como exemplos de nomes comuns: homem, cão, rio, ... Estes três exemplos surgem também na subclasse dos concretos. Os exemplos de nomes próprios surgem também como exemplos dos concretos. E até os colectivos surgem como concretos. Como saber e explicar a alunos de 7.º ano a diferença (se existe!) entre as subclasses do nome?Obrigada,
Números ordinais
Ordinal é, segundo penso saber, um número de ordem ou posição de um elemento num conjunto. Referimo-nos assim ao primeiro (1.º), vigésimo sétimo (27.º), centésimo (100.º)... Pergunta: Como me refiro a números na ordem dos milhares ou da dezena de milhares, como por exemplo 14101.º ou 4444.º? Obrigado.
Meia-diária
A palavra "meia diária" tem hífen?
