DÚVIDAS

«Sair de baixo da mesa»
Ultimamente tenho-me deparado com a utilização indiferenciada dos termos «de baixo», "debaixo", «de debaixo». Gostaria de saber, para o contexto «ele saiu ______________ da mesa», qual o termo correcto a utilizar. Já vi uma resposta a esta dúvida em que aponta como correcta a opção «de baixo» mas tenho visto tantas vezes escrita a forma «de debaixo» que pergunta se esta não será também uma forma correcta.[*] [*] N. E. – Manteve-se a forma "correcta", com "c", anterior à aplicação do Acordo Ortográfico de 1990. A grafia atualizada é correta.
O uso dos pronomes me, lhe e te
Tenho visto várias respostas a consulentes em que se afirma que o uso de ele como objeto indireto precedido de preposição é "agramatical" ou francamente "errado". Sei que em Portugal o "uso" indica as formas sintéticas lhe, te, me em vez das analíticas «a ele/ela», «a mim», «a ti/você», mais comuns no Brasil. A minha primeira dúvida é: desconsiderando-se o "hábito" e atendo-se estritamente aos aspectos lógicos/formais da gramática, o que seria errado no uso das formas analíticas em detrimento das sintéticas? Além dos casos óbvios, e dada a impossibilidade "técnica" de se enfatizar um pronome átono, como se resolveria em Portugal a ênfase em uma frase como «Disse a mim, não a ele», com a redundância «convidou-me a mim»? E a segunda parte, «não a ele», como ficaria? A segunda dúvida é: nos exemplos da resposta à pergunta 13 634, diz-se que a frase «E eu lhe darei toda a eternidade» seria correta tanto em PE como em PB, porque «pode ser considerada enfática, pelo uso do pronome pessoal sujeito». Se o pronome pessoal sujeito pode, portanto, ser considerado como atrator de próclise, o que estaria "errado", mais uma vez do ponto de vista estritamente lógico/formal (no sentido de "contrário às regras gramaticais formais", não no de "contrário ao uso em Portugal"), na próclise empregada comummente no Brasil em construções como «Ele me disse» ou «Eu te disse que isso estava errado» ou ainda «Ela me odeia»?
As origens do Português e outras questões
   Sou um interessado pelas origens da língua portuguesa.   Agradeço a atenção dispensada para o esclarecimento de dúvidas de um pesquisador amador.   1. Qual a importância do estudo histórico do desenvolvimento do Império Romano para a compreensão de características existentes hoje na nossa língua?   2. Quais as diferenças entre os conceitos influências de substrato, influências de superstrato e influências de adstrato? O que há de político e o que há de lingüístico em cada um deles?   3. Quais os critérios para a divisão da România em três grandes blocos, Ocidental, Oriental e Intermediária?   4. O que entende-se por unidade e variabilidade na modalidade vulgar do latim?   5. Em que consiste o termo România?   6. Qual o conceito de Latim Cristão? Qual a relação existente entre os conceitos "unidade" e "variabilidade", quando postos diante do conceito de influência de substrato?   7. Quais os efeitos positivos e negativos do processo de romanização?   8. Quais os procedimentos dos métodos de trabalho (método histórico-comparativo, estudo das fontes escritas do latim vulgar, estudo comparado das línguas românicas e dialetologia) empregados desde o final do século passado na tentativa de estabelecer a familiaridade entre o latim e as línguas românicas?   9. Considerando ambas as possibilidades de realização da comunicação em língua latina (fala e escrita), qual foi o responsável pelos fatores de dialetação e qual foi o responsável pelos fatores de manutenção ou coesão do latim durante a sua existência?
Ainda a vírgula antes da conjunção subordinativa consecutiva que
Como fica a vírgula em orações consecutivas com que depois de tão, tanto e tal? Li a instrução de que se deve usá-la sempre, mas há muitos exemplos de boas fontes que não o fazem. Que critério seguir? Dispensar a vírgula nos períodos de fácil entendimento? Exemplos sem vírgula: (Machado de Assis Dom Casmurro) «A vida é tão bela que a mesma ideia da morte precisa de vir primeiro a ela... O que cismei foi tão escuro e confuso que não me deixou tomar pé... Continuei, a tal ponto que o menor gesto me afligia...» Napoleão Mendes de Almeida, Gramática Metódica: «Portou-se tão bem que o elogiaram.» Dicionário Houaiss: «Tanto repetiu a leitura que conseguiu decorá-la. Bateu tanto que quase matou.»
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