Zeros nas datas
Queria saber sobre o uso do zero antes dos números nas datas. Segundo o Manual de Redação e estilo de O Estado de São Paulo não deve ser colocado. Sempre me oriento por ele, mas agora estou em dúvida, pois vários lugares não estão utilizando, mas os livros específicos usam. Estou em dúvida.
O significado do provérbio «Ladrão só, puta só»
Significado do provérbio «ladrão só, puta só».
«Pensei que vinha/viesse»: indicativo vs. conjuntivo em oração completiva
Qual seria a opção correcta de entre estas duas opções nesta frase?
«Eu pensei que ele não vinha/viesse.»
Na minha opinião, eu penso que ambas estão correctas, porque ambas me soam bem ao ouvido. No entanto, não sei bem se alguma destas opções estaria errada nesta situação.
Modalidade epistémica e modalidade apreciativa
Tenho dúvida sobre o tipo de modalidade presente nos seguintes enunciados:
1. A cor da parede é bonita.
2. É inaceitável defender a escravatura.
É epistémica com valor de certeza ou apreciativa e porquê?
Muito obrigada pela vossa ajuda.
"Encarregue"/encarregado
Ultimamente, de uns poucos anos para cá, tenho ouvido muitas pessoas a dizerem o particípio passado do verbo encarregar de uma forma que me parece horrível e absurda: 'encarregue'.
Penso que se trata de uma falsa analogia com o particípio do verbo entregar, esse sim com o final 'gue'.
Acho que o particípio de encarregar é e sempre foi escrito da forma, normal, ou seja, com o final 'ado'.
Empréstimos, extensão semântica e polissemia
Em primeiro lugar, gostaria de dar os parabéns aos colaboradores do Ciberdúvidas pelo excelente trabalho desenvolvido e de agradecer o contributo dado para a dignificação da língua portuguesa. Na TLEBS, surgem vários processos de neologia: «extensão semântica», «empréstimos interno» e «externo», «amálgama», «sigla», «acronímia» e «onomatopeia». Os conceitos «empréstimo interno» e «extensão semântica» são muito próximos, mas, no meu entender, a distinção entre ambos não é muito difícil. Penso que a noção de empréstimo interno se aplica quando estamos perante um intercâmbio que se baseia em propriedades, em semelhanças físicas do que é representado pelas unidades lexicais. É o exemplo de «rato» (TLEBS). O intercâmbio é possível dada a semelhança entre o «rato» (animal) e o «rato» (dispositivo informático). Quanto à extensão semântica, é um conceito que, tal como o nome indica, se aplica quando uma palavra passa a ser usada num outro domínio, dado o seu significado, o seu conteúdo semântico. É o caso de janela (TLEBS), que é usada no mundo informático pelo seu significado – abertura pela qual se estabelece comunicação. Não sei se esta interpretação estará totalmente correcta, mas é dela que parto para expor a minha dúvida. Como fazer a distinção entre estes conceitos e a noção de polissemia? Um exemplo de polissemia dado no documento TLEBS: alterações, destaques, propostas, disponível no sítio do Ministério da Educação, é a palavra operação (cirúrgica, matemática...). Esta palavra não pode ser um exemplo de extensão semântica? Porquê? Para mim é difícil compreender a diferença, principalmente quando a definição de extensão semântica é, no mesmo documento, «característica própria da evolução das unidades lexicais (...) cujos conteúdos semânticos são susceptíveis de adquirir novas polissemias através do uso.» Por exemplo, sempre considerei a palavra «caracol» uma palavra polissémica. Mas até então não havia estes novos conceitos de empréstimo interno e extensão semântica. Além disso, e li isto em algumas gramáticas, um dos critérios para identificar palavras polissémicas (e distingui-las, por exemplo, de palavras homónimas) era o facto de estas corresponderem a uma única entrada do dicionário. Mas é o que acontece com as palavras «rato» e «janela». Daí a minha dúvida. Por que motivo não se classificam estas palavras como palavras polissémicas? E relativamente à palavra «caracol», é uma palavra polissémica? É um empréstimo interno? É um exemplo de extensão semântica? Não sei se estas dúvidas são absurdas. E não sei até que ponto estas noções se excluem... Será que a polissemia é uma noção mais abrangente, que engloba depois o empréstimo interno e a extensão semântica? Será que os exemplos dados são, todos eles, palavras polissémicas, mas depois, mais especificamente, podem ser classificados como empréstimos internos ou extensões semânticas? Peço desculpa pela extensão da minha dúvida e espero que ela não seja totalmente absurda.
Ver Braga por um canudo
Gostaria de saber qual a origem da expressão «Ver Braga por um canudo».
Grata pela atenção.
O aumentativo da palavra filme
Qual é o aumentativo da palavra filme?
Covid-19 ou doença do coronavírus
Como tenho visto escrito de várias formas – inclusive, aqui no Ciberdúvidas –, pergunto: COVID 19, COVID –19, Covid 19 ou Covid–19?
Muito obrigado pelo esclarecimento.
Hélder (3)
Desde sempre tive algumas dificuldades na escolha do modo correcto de escrever o meu nome, Hélder.
Embora o escreva com acento e o veja em alguns locais também deste modo registado, de vez em quando entro em acesas discussões porque há quem diga que o acento não existe.
De uma vez por todas, será que posso deixar de ter esta dúvida existencial :-)?
