Objeto indireto: «lhe levassem à coluna dos pecados»
No trecho:
«O conselheiro desfrutou essa vantagem, de maneira que, se no outro mundo lhe levassem à coluna dos pecados todos os que lhe atribuíam na terra, receberia dobrado castigo do que mereceu.» [Helena, Machado de Assis]
Qual a função sintática do primeiro lhe na oração condicional?
«À coluna dos pecados» seria o objeto indireto e o «todos os que lhe atribuíam na terra» o objeto direto?
Dando o sentido de «se levassem todos os pecados que lhe atribuíam na terra à coluna dos pecados no outro mundo»?
Desde já, agradeço.
O nome avicóptero
A ideia é "absolutamente simples".
É a proposta de um neologismo, a saber, avicóptero que é referente à fantástica máquina em questão: o V-22 Osprey
Sem mais de momento e grato pela disponibilidade.
Metáfora: «fazer manta aos lobos» (Aquilino Ribeiro)
Envio breve citação da obra de Aquilino Ribeiro, Terras do Demo:
«Para mais, veio longe o Inverno, cedo saindo das profundas, onde o Diabo o gerou para tormento da Serra, com borrifos, ventania e o carujo lá em cima, entre as barrocas, a fazer manta aos lobos para dizimar os rebanhos. E com ele veio o taró que corta as orelhas e os beiços e o suão que parece uma navalha de salteador a picar, lento e malvado, o corpo todo. Mal se podia arredar passo fora de telha. À noite, no serão — que para poupar creosende Rosa amalhoava com outras na sua loja — todas clamavam que era castigo de Deus pelos muitos pecados dos homens, e que temporais tão duros só podiam ser sinal de fim do mundo. Mimosos e felizardos os que tinham os cabanais bem providos de lenhas, e não lhes faltava carniça e salpicão na salgadeira e batata farinhota no monte!» Terras do Demo, p. 59
O que significa «fazer a manta» neste contexto?
Muito Obrigado.
A expressão «cabeça de cartaz»
Antes de mais, parabéns pelo vosso excelente trabalho. Recorro frequentemente ao Ciberdúvidas desde há muitos anos e fico sempre esclarecido.
Quanto à pergunta que me levou a contactar-vos: à luz do Acordo Ortográfico de 1990, o termo "cabeça-de-cartaz" redige-se com ou sem hífens?
Já vi diversas fontes defenderem que os hífens se mantêm, enquanto outras defendem o contrário. Ou seja, não consigo chegar a uma conclusão.
Podem esclarecer-me?
Obrigado e bom trabalho.
Gás: garrafa ou botija?
O recipiente para gás é designado garrafa ou botija? Parece-me que o termo botija é castelhano.
Agradeço a vossa opinião.
Duas interjeições em português antigo
Gostaria de saber, por favor, se há interjeições em português arcaico com o sentido de assentimento, aprovação?
Agradeço pela atenção.
O termo penterofobia
Qual a origem (etimologia) do vocábulo penterafobia («medo exagerado e irracional de sogras»)?
É apenas de curiosidade mesmo no caso...
Não encontro a resposta em outros sites! Podem crer?
Muitíssimo obrigado e um grande abraço!
Cingapura/Singapura e beringela
Por que o Acordo Ortográfico de 1990 unificou a grafia de "Cingapura"/"Singapura", e não fez o mesmo com "berinjela"/"beringela"?
Muitíssimo obrigado e um grande abraço!
Complemento vs. modificador: o nome retrato
Devo felicitar-vos pelo excelente trabalho que têm vindo a fazer!
Tenho uma dúvida no que diz respeito ao complemento do nome referente ao nome retrato nos contextos seguintes:
1. O retrato da tua filha está perfeito.
2. O retrato que o artista elaborou está exposto na galeria.
Na frase 1, foi indicado que «da tua filha» seria um complemento do nome. Percebi a análise, visto que o nome retrato pode ser entendido como denotando uma representação visual ou gráfica e, ao retirar «da tua filha», o sentido referencial de retrato seria impreciso.
Contudo, na frase 2, a expressão «que o artista elaborou» foi considerada como modificador do nome restritivo. Sei que é uma oração subordinada adjetiva relativa restritiva e sei que estas costumam ter a função sintática de modificador do nome restritivo. Todavia, o sentido referencial de retrato não ficaria impreciso se esta fosse retirada, dado que é um modificador? Se a frase fosse «O retrato da tua filha que o artista elaborou está exposto na galeria», entenderia muito melhor a análise... Que justificação pode ser dada para se considerar ambas as análises sintáticas corretas?
Posso inferir que, não importando o contexto, se aparecer uma oração subordinada adjetiva relativa, esta terá sempre, sem exceção, a função sintática de modificador do nome, mesmo que eu saiba que o nome possa exigir um complemento do nome (como alguns nomes deverbais: «A oferta da casa foi feita ao casal» vs. «A oferta que o casal recebeu foi uma casa»?
Obrigada pela vossa atenção!
Uma oração adjetiva explicativa reduzida de particípio
Qual seria a correta classificação da estrutura destacada a seguir?
«O incidente ocorreu quando o jovem, acompanhado de amigos após uma partida futebol, estava pagando suas compras no caixa.»
A princípio, pensei que se tratasse de uma subordinada adjetiva explicativa reduzida de particípio; contudo, verificando a obra Novas Lições de Análise Sintática, de Adriano Gama Kury, notei que o autor repele absolutamente essa classificação.
Desde já meu agradecimento.
