Dêixis temporal
Podem, por favor, identificar o tipo de dêixis presente em «Assinala-se esta quarta-feira o centenário do nascimento de José Saramago»?
Muito obrigada.
Construção causativa com evoluir
A frase «Viajando, podemos evoluir o nosso raciocínio», a meu ver, não está coerente.
Poder-se-ia ter utilizado o verbo fazer («Viajando, podemos fazer evoluir o nosso raciocínio»)?
Obrigado.
Mas restritivo
É possível relacionar a conjunção adversativa mas com ideias de condição?
Por exemplo, na frase abaixo, pelo menos a meu ver, o sentido expresso pelo referido vocábulo se aproxima muito do mesmo valor da conjunção se ou da locução «desde que».
«Você até pode sair hoje à noite, mas não vá a nenhuma boate, nem consuma bebida alcoólica.»
Obrigado.
Malaio, malásio
Os nascidos na Malásia são malaios, e não malásios...
Ou também se pode usar "malásio"?
Coesão: «Um..., o outro»
Antes de mais, parabéns pelo excelente trabalho desenvolvido!
Tenho uma questão... no excerto:
«Portugal tem dois vizinhos: o oceano Atlântico e a Espanha. Um deles foi visto durante muito tempo como uma opção arriscada, traidora e perigosa, o outro era líquido.»
Numa questão apresentada em aula, considerou-se que, ao recorrer a "um deles" e a "o outro", se punha em evidência a coesão interfrásica.
Esta análise é a correta? Se sim, por que razão?
Muito obrigada pela atenção dispensada!
A palavra vigilantismo
A palavra vigilantismo já aparece nos dicionários da língua portuguesa?
No dicionário que tenho em casa em português do Brasil, não. Em dicionários da Internet, sim.
Qual palavra em português melhor substitui a palavra vigilantismo? Alguém sabe do primeiro registro dessa palavra em solos falantes do português?
Concordância com «o número de mortes»
1) O número de mortes subiu para quarenta e dois.
2) O número de mortes subiu para quarenta e duas.
Qual das frases anteriores está gramaticalmente correta? Porquê?
Agradeço antecipadamente o auxílio.
A sintaxe de desprezar
Por diversas vezes já me deparei com as formas «desprezar a» e «desprezar aos», inclusive em escritores célebres, muito embora tenha aprendido que o verbo desprezar, em língua portuguesa, é transitivo direto. Portanto, as formas supracitadas com a preposição estariam incorretas ou seriam um galicismo a partir da forma francesa «mèpriser à/aux»?
Muito obrigada!
A regência de capaz
O adjetivo capaz exige qual preposição?
O Dicionário Prático de Regência Nominal de Luft diz que o adjetivo capaz pode exigir a preposição para:
«Para: Cidadão capaz [apto] para algo, para o trabalho. 'Vários tratantes e algumas pessoas capazes para intermédios'". (Garrett: Cruz)
Porém, achei apenas a preposição de em todos os dicionários consultados por mim (Priberam, Aulete...).
Desde já, agradeço-lhes a atenção.
Troca da terminação -am por -em (Portugal)
Em muitas localidades alentejanas diz-me "estiverem", "ficarem", "forem", em vez de estiveram, ficaram, foram.
No meu entender são erros de português, no entanto, gostaria de saber se de alguma forma tal forma de falar pode ser considerada característica do sotaque alentejano.
Obrigada!
