A sintaxe de fundamental e evoluir
«Ler é fundamental NA evolução das pessoas. Ajuda-nos a compreender o mundo e EVOLUIR os nossos saberes.»
Relativamente a estas frases, a palavra fundamental pode reger e preposição em?
Por outro lado, para que a segunda frase tenha sentido, o verbo evoluir não deverá ser auxiliado, por exemplo, pelo verbo fazer?
«Ajuda-nos a compreender o mundo e a FAZER EVOLUIR os nossos saberes.»
Obrigado
«Na moda» e «da moda»
Gostaria de saber se está correcto o seguinte: — O que usas quando sais?— Calças de ganga e T-shirt na moda.
A expressão «de pouco vale»
Muito se lê «de pouco vale» (por exemplo: «De pouco vale esforçares-te tanto.).
A minha pergunta é: porque de? Não nos estamos a referir apenas a uma coisa ou ato que pouco vale, sem de? A pergunta é bizantina, mas desconheço a resposta.
Muito obrigado.
O anglicismo semântico essenciais
Gostaria de saber se é válida ou merece alguma censura a utilização do termo "essenciais" com o significado de "produtos essenciais". Esta utilização é cada vez mais frequente no setor do comércio.
Alguns exemplos:
«Essenciais para carro» (Lidl)
«Essenciais para a escola» (Apple)
«Essenciais para casa» (H&M)
«Lista de essenciais» (Público, Fnac, entre outros).
Obrigado
Ficção científica
Preciso saber urgentemente qual o conceito e definição de ficção cientifica.
O complemento do nome memória
A frase em questão é:
«Memórias de quem se emociona porque sabe o que é sem ela viver.»
A oração «(de) quem se emociona» desempenha a função de complemento do nome pela ligação estabelecida com o nome/grupo nominal «memórias».
A minha questão prende-se com a classificação da oração.
Sendo introduzida pelo pronome relativo (sem antecedente) quem deveria ser classificada como substantiva relativa; contudo, atendendo à função sintática que desempenha, deveria ser classificada como substantiva completiva uma vez que as substantivas relativas não desempenham, até onde sei, essa função sintática? E como podemos justificá-lo?
Obrigado.
Complemento direto e preposição a
Faz-me confusão o facto de os portugueses não usarem sempre a preposição a antes dos complementos diretos de pessoa.
Por exemplo:
«Convidei o meu amigo para jantarmos juntos».
«Defende o chefe da comissão». (defender ou louvar uma pessoa)
«A empatia é fundamental para conhecermos o outro».
«Leva as pessoas a fazerem parte disto».
«Rui cumprimentou o Pedro».
Há alguma regra?
Em espanhol dizemos assim: «Invité a mi amigo para que cenemos juntos»; «Defiende al jefe de la comisión»; «La empatía es fundamental para conocer al otro»; «Lleva a las personas a formar parte de esto»; «Rui saludó a Pedro».
Muito obrigada. Agradeço muito a vossa ajuda.
Análise morfológica de bem-estar
A palavra bem-estar é um composto morfossintático ou uma palavra derivada por prefixação? Esta pergunta prende-se com o facto de algumas gramáticas indicarem ben-, bene- e bem- como prefixos.
Obrigado.
A grafia de busto-relicário
Acabo de ler "busto-relicário".
Nestes casos, o hífen ainda se justifica?
A conjunção subordinativa comparativa quanto
Eu e alguns colegas entramos numa boa discussão gramatical devido à frase: «Circe faz você tão tentadora quanto à mais bonita sobremesa.»
Entendemos que o acento indicativo está equivocado (estamos corretos?); mas apresentamos uma divergência: a frase está equivocada, pois apresenta apenas um artigo ou uma preposição?
Não consigo ver a frase citada apresentado a preposição; porque, em estruturas semelhantes, a "preposição" não aparece; porém fiquei na dúvida.
Obs.: Eu entendo que «quanto a» significando «em relação a» tem preposição; mas a estrutura da frase citada parece-me muito com as estruturas dos graus dos adjetivos que não usam a preposição.
Desde já, agradeço-lhes a enorme atenção.
