DÚVIDAS

O complemento do nome memória
A frase em questão é: «Memórias de quem se emociona porque sabe o que é sem ela viver.» A oração «(de) quem se emociona» desempenha a função de complemento do nome pela ligação estabelecida com o nome/grupo nominal «memórias». A minha questão prende-se com a classificação da oração. Sendo introduzida pelo pronome relativo (sem antecedente) quem deveria ser classificada como substantiva relativa; contudo, atendendo à função sintática que desempenha, deveria ser classificada como substantiva completiva uma vez que as substantivas relativas não desempenham, até onde sei, essa função sintática? E como podemos justificá-lo? Obrigado.
Negação em construções comparativas
Em catalão, italiano e, em linguagem popular, também em castelhano, é possível a construção de frases comparativas com negação. Também é possível o emprego da negação em comparações de superioridade ou de prioridade e de inferioridade ou posterioridade em português, ainda que seja só em língua oral/popular? Exemplos:    Cat.: La Maria és més alta que no la Lluïsa.   It.: Maria è più alta di Luisa.   Maria è più alta che non Luisa.   Cast.: María es más alta que Luisa.   Pop.: María es más alta que no Luisa.   Gal.: María é máis alta ca Luisa.   *María é máis alta ca non Luisa. Em português, seriam construções como:    A Maria é mais alta do que (não) a Luisa.   Ele mudou muito antes a forma de falar que (não) a forma de c...
Dativo de opinião: «para os meus discípulos»
Na frase, «Muitos vocábulos da língua latina são conhecidos para os meus discípulos», por que «para os meus discípulos» não pode ser agente da passiva? Os discípulos não estariam fazendo a ação de conhecer? «Os meus discípulos conhecem muitos vocábulos da língua latina.» Disseram-me que é objeto indireto num curso que faço, mas ainda não entendi por quê! Estaria, então, correta a regência «conhecido para alguém»?
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