O nome irlandês Ulster (ou Úlster)
O território da Irlanda do Norte deve escrever-se "Ulster" ou "Úlster"? E devemos escrever «livros acerca do Úlster» ou «livros acerca de Úlster» (com ou sem acento)?
Contrações de para com artigos definidos
Se não estou em erro, parece-me consensual, pelas pesquisas que fiz, que a contração de para+a deve ser "pra", num tom informal: «Ele veio pra ilha» (para a ilha).
Contudo, permaneço com dúvidas relativamente à contração de para+o, uma vez que já li diferentes explicações.
Inclusive, parece-me haver dicionários que abordam este tema de forma contraditória.
«Ela não deixou sopa pro/pró/pr'ó/p´ró marido.» (para o marido)
Qual a grafia correta?
Função distributiva textual de «este... aquele...»
«O livro é interessante, o autor, inteligente, e o leitor, estúpido.»
Eu poderia usar este para me referir ao leitor, esse para me referir ao autor e aquele para me referir ao livro, da seguinte forma?
«Contudo, este é humilde, esse, arrogante, e aquele, enfadonho.» Além disso, seria possível inverter a ordem? Como se dá a combinação de tais pronomes quando os três estão na mesma frase? E se eu só falasse do autor e do leitor, poderia combinar este e esse em vez de este e aquele?
Obrigado!
A expressão «lógica colaborativa»
Pode esclarecer se a expressão «lógica colaborativa» é correta?
Obrigada
O modificador do nome em «um manejo laborioso e lento»
(Eça de Queirós)
(Eça de Queirós)
Em meio da análise das funções sintáticas na expressão «(...) todos [os instrumentos] eram de um manejo laborioso e lento», excerto do conto "Civilização" de Eça de Queirós, deparei-me com dúvidas, particularmente quanto aos dois adjetivos.
A predicação do sujeito «todos» pelo constituinte «de um manejo laborioso e lento» parece-me óbvia, numa das muitas aceções do verbo «ser», como «ter uma certa qualidade» ou «mostrar-se». Mas, ao interrogar a função sintática específica dos adjetivos como elementos ligados ao nome «manejo», permanece a questão: trata-se de um complemento do nome (apesar de serem adjetivos qualificativos e não relacionais), por fazer falta à especificação do seu sentido?
Vejamos o que sucederia na ausência dos referidos adjetivos: «Todos [os instrumentos] eram de um manejo». Este enunciado não seria de modo algum congruente. Ou devemos considerar em todo o caso que se trata de um modificador do nome restritivo, por serem adjetivos qualificativos? Aqui, no Ciberdúvidas, numa questão similar, atribui-se ao adjetivo neste tipo de expressão, isto é, interno ao predicativo do sujeito, a função de modificador do nome restritivo.
O certo é que existem muitas expressões análogas, como por exemplo, «Este é um homem de um prestígio enorme» ou «enorme prestígio». Nesta, pode-se retirar, sem perda de sentido, o adjetivo qualificativo: «Este é um homem de prestígio». A palavra «prestígio» tem, neste caso, valor semântico suficiente para assegurar a gramaticalidade do enunciado. No caso em apreço, com a palavra «manejo», porém, parece-me não estar assegurada a mesma condição.
Outro exemplo em que o adjetivo é essencial: «Esta lata é de abertura fácil». Ou, ainda: «Este assunto é de grande importância». Pergunta-se «De que tipo de abertura é esta lata?/Qual o tipo de abertura desta lata?». Resposta: «Fácil».
Aplicando à frase inicial: «Como é o manejo de todos estes instrumentos?» Resposta: «Laborioso e lento», sendo que o que a pergunta realmente quer saber e que os adjetivos exprimem é «o modo como se manejam».
Obrigada!
Os coloquialismos «toda vida que» e «tudo que»
Gostaria do parecer dos amigos em relação ao seguinte fato: desde muito cedo mesmo, antes de entender um pouco de gramática, sempre ouvi expressões como "toda vida que", "tudo que" para expressar uma ideia de tempo futuro.
Após aprender um pouco de gramática na escola é que entendi que tais expressões fazem parte da classe das conjunções temporais, porém não encontrei nenhuma referência sobre as referidas locuções em nenhuma das fontes que consultei, embora eu perceba que o uso no cotidiano é bem corriqueiro, sendo inclusive bastante utilizado por minha professora de língua portuguesa:
«Toda vida que preciso de dinheiro emprestado, corro para casa de meus pais» (todas as vezes que).
«Tudo que esta tempestade cessar, irei embora daqui» (assim que).
Assim, por gentileza, poderiam me informar se há algum registro em alguma fonte (gramáticas, dicionários ou obras literária) ou seria apenas um regionalismo aqui no Brasil?
Obrigado.
Milhão (Bragança) e outros topónimos
Li a vossa explicação sobre o tema e responde em parte à minha dúvida, no entanto há topónimos derivados de nomes comuns que não são precedidos de determinantes artigos.
Exemplos: Vila Real, Quintanilha, Milhão, Palácios, Soutelo...
Qual a explicação?
Obrigado
Modificador do grupo verbal: «Há problemas com a vizinhança»
Saúdo antes de mais os dinamizadores da página e parabenizo o trabalho feito através deste projeto.
A minha dúvida é a seguinte: na frase «há problemas com a vizinhança», o «com a vizinhança» corresponde a um modificador do grupo verbal ou a um complemento do nome?
Parece-me difícil discernir.
Obrigado.
Regência nominal: «impulso puro de ideais democráticos»
Como descobrir a regência de adjetivos que se acompanham de substantivos em sequências como: «impulso puro de ideais democráticos».
Nesse caso, de pertence a impulso ou a puro?
Muito obrigado!
Coginjas
A família do meu pai, natural da região de Castelo Branco, empregava amiúde o termo "coginjas" (ou cojinjas, não sei) como termo carinhoso para crianças, por exemplo, "Andá cá, meu coginjas" ou "saíste-me cá um coginjas...". Nunca encontrei o termo escrito, nem em dicionários , nem em parte nenhuma. Gostava de saber o significado e, se possível, a origem. Obrigada.
