apenas do que o detetive vê e ouve»
Sobre a frase «O leitor toma conhecimento
apenas do que o detetive vê e ouve»
apenas do que o detetive vê e ouve»
Em «O leitor toma conhecimento apenas do que o detetive vê e ouve», «do que o detetive vê e ouve» é complemento nominal de conhecimento. O pronome relativo que é objeto direto, porque toma o lugar de «aquilo».
Mas se eu fosse analisá-lo dentro do complemento, poderia ainda usar a classificação de "objeto direto", ou há outra mais precisa?
Gerúndio: «qual fantasma, os olhos cintilando no escuro»
Gostaria de saber se, em bom estilo literário de língua portuguesa, são aceitáveis construções como as que seguem (refiro-me às orações [que finalizam as frases], com o gerúndio, tão comuns no inglês):
«O matuto ficou ainda um instante perto da vítima, qual fantasma, os olhos cintilando no escuro.»
«Tito ia à frente, seguido dos companheiros, os punhais cintilando na escuridão.»
Se possível, poderiam dar-me exemplos tirados dos melhores autores?
Agradecido desde já.
Paulino d´Oliveira
Para efeitos de um trabalho que estou a fazer, tenho necessidade de citar uma obra de um autor do séc. XIX chamado Manuel Paulino d´Oliveira. Na obra em questão o nome do autor é apresentado com apóstrofo, pelo que me parece correcto manter essa grafia na citação.
Tenho, porém, dúvidas sobre a forma correcta de citar o nome com apóstrofo: Deve escrever-se Paulino d´Oliveira ou Paulino d´ Oliveira (com ou sem espaço?).
Grato desde já pela vossa ajuda.
A grafia de busto-relicário
Acabo de ler "busto-relicário".
Nestes casos, o hífen ainda se justifica?
O verbo passar com predicativos
Na frase: «O homem passou de professor a diretor.»
1. Qual a função sintática do termo «de professor»?
2. Qual a função sintática do termo «a diretor»?
3. Qual a transitividade do verbo passou?
Obrigado.
Dicionário da Língua Portuguesa
Apesar de há vários anos não contactar com a SLP, recordo-me que tinham em preparação um Dicionário da Língua Portuguesa.
Pergunto se o poderei adquirir e como?
Sobre a sequência «... e mas»
Eu gostaria de saber se há algum respaldo da gramática prescritiva para a combinação de duas conjunções (e + mas).
Encontrei isso num verso de Gonçalves Dias: «Nem tão alta cortesia / Vi eu jamais praticada / Entre os Tupis,– e mas foram / Senhores em gentileza.» (I-Juca-Pirama, VII).
Também encontrei outros exemplos:
1. «A ameaça rugiu-lhe no coração e mas a cólera cedeu à angústia e ele sentiu na face alguma cousa semelhante a uma lágrima.» (Helena – Machado de Assis);
2. «Ele aqui abriu a carteira com ares de ricaço, tirou umas notas e mas quis meter nas mãos, dizendo […]» (Paulo – Bruno Seabra).
Seria uma forma mais rara de dizer «…e, no entanto, […]»?
Obrigado.
«8.ª da geral» = «8.ª posição da classificação geral»
Como se escreve a posição em que um atleta registou numa prova: «8.º da geral» ou «8ª à geral»?
Grato
Complemento direto e preposição a
Faz-me confusão o facto de os portugueses não usarem sempre a preposição a antes dos complementos diretos de pessoa.
Por exemplo:
«Convidei o meu amigo para jantarmos juntos».
«Defende o chefe da comissão». (defender ou louvar uma pessoa)
«A empatia é fundamental para conhecermos o outro».
«Leva as pessoas a fazerem parte disto».
«Rui cumprimentou o Pedro».
Há alguma regra?
Em espanhol dizemos assim: «Invité a mi amigo para que cenemos juntos»; «Defiende al jefe de la comisión»; «La empatía es fundamental para conocer al otro»; «Lleva a las personas a formar parte de esto»; «Rui saludó a Pedro».
Muito obrigada. Agradeço muito a vossa ajuda.
Chance
Li uma explicação vossa acerca da palavra chance. De facto, segundo Napoleão Mendes de Almeida, temos a palavra oportunidade. No entanto, perguntava se chance ainda é considerado um estrangeirismo ou se estabilizou linguísticamente o suficiente para incorporar o nosso léxico?
Cordialmente.
