DÚVIDAS

Marcas comerciais e itálico
Gostaria de saber se, quando, num texto (de qualquer género), se faz referência a um estabelecimento comercial de determinada marca, o nome dessa marca deve ser grafado em itálico (ver exemplo 1). E, a este propósito, se todas as referências a marcas devem apresentar-se em itálico, ou se há diferença a este respeito entre tratar-se de uma marca comercial (a) ou uma marca de outra natureza (b) (ver exemplo 2). Exemplo 1: — Fui ontem ao Continente fazer compras. Exemplo 2: (a) — Hoje comprei um computador [da] Asus. (b) — Viste o noticiário da SIC Notícias?
Sítio: na Internet como na Arqueologia
Tendo visto nas "respostas de hoje" o seguinte comentário de Amílcar Caffé: «(...) Se insistirem em sítio, nós, os brasileiros, vamos acabar trazendo para o português uma palavra como 'saite' (pronuncia-se /sáitchi/)…», gostaria de saber se o mesmo se passa quando se referem, por exemplo, a um sítio arqueológico. Por mim, continuo a pensar que, na Internet, um sítio é um conjunto de (uma ou mais) páginas.
Hamurabi e Hamurábi
O nome Hamurabi é bastante citado na academia, sobretudo em trabalhos relacionados à história do Oriente Médio. A minha dúvida é: qual a sílaba tônica do nome? Em teoria seria oxítono, dada a ausência de acento gráfico, mas se pronuncia como paroxítono e, se assim o é, não teria de ser acentuado na penúltima sílaba? O nome foi de fato aportuguesado, já que perdeu a germinação do m (Hammurabi), sendo reduzido a um só, mas por que não houve acentuação? Obrigado.
A etimologia de rota e roteiro
Prezados especialistas do sítio Ciberdúvidas da Língua Portuguesa, o melhor sobre nosso idioma que conheço! Escrevo para solicitar, gentilmente, um esclarecimento etimológico e histórico um tanto mais completo quanto possível para uma pesquisa acadêmica. Esta trata dos intitulados «roteiros experimentais» no Brasil (talvez «guias de procedimentos laboratoriais» ou «guião experimental» em Portugal), o que me levou a investigar a origem e a evolução semântica da palavra "roteiro". Minha pesquisa preliminar indica o seguinte: (a) Formação: roteiro deriva de rota + eiro; (b) Raízes latinas: rota pode ter origem em rupta («caminho aberto», do verbo rumpere) ou rotulus («rolo, registro escrito»); e, (c) Contexto histórico: O termo consolidou-se durante as Grandes Navegações para designar textos-guias de navegação detalhados. Gostaria de colaboração para compreender os seguintes pontos: 1. Datação e consolidação lexical: existem evidências textuais (em documentos medievais ou do português arcaico) que permitam datar, mesmo que aproximadamente, o período em que a palavra roteiro se consolidou no vocabulário português comum, diferenciando-se de sinônimos como itinerário ou rota? 2. Prevalência da raiz: qual das hipóteses latinas (rupta ou rotulus) é considerada a raiz dominante pela etimologia acadêmica portuguesa para a palavra rota, e, consequentemente, para roteiro? Proviria do francês route? 3. Evolução semântica do sufixo -eiro: gostaria de um parecer sobre a evolução do sufixo -eiro neste contexto. Seria a analogia com roupeiro (lugar que contém roupas, aqui no Brasil, pelo menos) semanticamente válida para roteiro (documento que contém rotas, instruções, ou caminhos a seguir), justificando a sua transição do meio náutico para o científico e artístico (guias de laboratório, guiões de cinema, etc.)? Esta palavra realmente é um desafio para mim. Agradeço a atenção e o valioso contributo.
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