DÚVIDAS

Se impessoal e verbos intransitivos
Li, na Gramática de Napoleão M. Almeida, que o pronome se só pode indicar impessoalidade quando acompanha um verbo intransitivo, transitivo indireto, ou um transitivo direto cujo complemento é preposicionado (e.g.: Louva-se aos juízes). Ele diz que, não preposicionando os objetos nos verbos trans. diretos, «elas [as palavras que têm essa função] forçosamente passariam a funcionar como sujeitos [i.e. a construção passaria a ser passiva]», e que construções como «Louva-se os juízes», onde o objeto não é preposicionado, seriam galicistas, por atribuírem ao pronome se a função reta. Qual é o motivo do pronome se não poder indicar impessoalidade com os verbos transitivos diretos sem que o objeto destes seja preposicionado? E por que na construção «Passeia-se bem do Rio de Janeiro» o se não seria sujeito, ao passo que em «Louva-se os juízes» erroneamente se lhe atribuiria a função reta? Obrigado.
O nome teca, «porção»
Desde sempre ouvi a palavra teca utilizada para exprimir quantidade, coleção, conjunto, em especial quando se refere a peixe. Por exemplo, «ele pescou uma boa teca de sargos» ou a «traineira trouxe uma grande teca de sardinha». Contudo, no dicionário, o único significado que encontro para esta palavra é o relacionado com a árvore chamada teca a madeira que dela se extrai. A pergunta é: a palavra existe ou não com o significado que referi (quantidade, coleção, conjunto), ou será apenas um calão de pescadores? Antecipadamente agradecido
ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa ISCTE-Instituto Universitário de LisboaISCTE-Instituto Universitário de Lisboa ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa