IHPC
Existe um índice denominado "Indice de Preços no Consumidor: IPC". O novo índice de preços, recentemente adoptado, é harmonizado. Na vossa opinião onde deverá ser introduzido o novo termo? (Já vi as duas formas): Índice de Preços no Consumidor Harmonizado - IPCH, ou Índice Harmonizado de Preços no Consumidor - IHPC.Obrigada.
A colocação do pronome em «bons olhos o vejam»
As minhas saudações a toda a equipe do Ciberdúvidas.
Gramáticas há que sugerem a formação proclítica de orações optativas «Bons olhos o vejam», «Bons ventos o levem», em vez de “Bons olhos vejam-no” e “Bons ventos levem-no”. Se eu entendi bem, poderia levantar a hipótese que orações desse tipo deriva de construção oracional do tipo «Eu desejo (que) …»?
Contudo, se se mudasse a ordem da oração, prevaleceria o fator de próclise “O vejam bons olhos” e “O levem bons ventos” ou mudaria para o fator de ênclise “Vejam-no bons olhos” e “Levem-no bons ventos”?
Porque, segundo gramáticas normativas, orações não podem iniciar por pronome oblíquos átonos. Acredito também que, se mantivesse a conjunção que, ficaria em próclise «Que os vejam bons olhos» e «Que os levem bons ventos», não é? Orações optativas e orações absolutas são a mesma coisa?
Então, que tendes a dizer-me de tudo isso?
Obrigado antecipadamente a toda a equipe por vir sanando muitas dúvidas do nosso idioma ao longo dos anos.
O regionalismo foxe (Algarve e Baixo Alentejo)
Nas regiões do Baixo Alentejo e Algarve é comum ouvir-se as gerações mais antigas referirem-se a uma lanterna de mão como um "focse", ou "fogse" (a pronunciação nem sempre é clara).
Será que a origem do termo vem do latim "focus"?
-- SEM TÍTULO --
O apóstrofo e a preposição de
Tenho duas questões sobre a utilização do apóstrofo em palavras compostas.
Segundo a alínea d) do ponto 1 da Base XVIII do AO90, «Emprega-se o apóstrofo para assinalar, no interior de certos compostos, a elisão do e da preposição de, em combinação com substantivos: borda-d'água, cobra-d'água, copo-d'água, estrela-d'alva, galinha-d'água, mãe-d'água, pau-d'água, pau-d'alho, pau-d'arco, pau-d'óleo.»
Ora, as minhas questões são as seguintes. Primeira, o uso nestas palavras é obrigatório, ou facultativo? Isto é, ambas as formas "mãe-d'água" e "mãe-de-água" são válidas? Segunda, só se usa nas palavras que os dicionários preveem como tal, ou em qualquer composto nas mesmas condições? Por exemplo, apenas encontro, nos dicionários que consultei, a forma botão-de-ouro para designar a espécie botânica. Poderei escrever também "botão-d'ouro"?
Desde já, muito obrigado pela vossa atenção.
A etimologia da palavra refém
Qual é a etimologia de refém? Li que é de origem árabe, mas que vem concretamente de que palavra?
Obrigado.
O nome próprio Vercial
Qual o significado da palavra "vercial"?
É uma palavra da língua portuguesa?
Obrigado!
Valor condicional de «logo que»
É de conhecimento do Ciberdúvidas alguma doutrina que aponte a locução «logo que» como conjunção condicional?
Pergunto isso porque sempre vejo em manuais de gramática que a referida locução pertence às conjunções temporais.
Porém vi em um livro de português o seguinte exemplo no rol do exemplário condicional: «Irei, logo que me permitam.»
Obrigado.
Diverso
Por diversas vezes tenho verificado, em diversos jornais ou revistas, que dividem as palavras, quanto a mim incorrectamente. Por exemplo, "div - erso". Gostaria que me esclarecessem, se com o novo acordo esta é uma maneira correcta de separar palavras?
Quando e se seguidos do presente do conjuntivo
Embora se diga que quando e se nunca são seguidos do presente do conjuntivo, o fato é que eu tenho visto, inúmeras vezes, o presente do conjuntivo depois de quando, em textos jurídicos de todo o mundo lusófono.
O curioso é que, como nativo, essa aplicação me soa bem nesses casos, mas não na maioria dos casos, onde aplicaria o presente do indicativo ou o futuro do conjuntivo. Dou como exemplo a seguinte frase:
«As concessões por arrendamento podem ser rescindidas, quando a utilização do terreno se afaste dos fins para que foi concedido.»
De fato aqui a utilização do uso presente do conjuntivo parece tirar ousadia do futuro do conjuntivo de sugerir maior probabilidade ou concretude.
Este uso está correto? Qual seria o critério para o seu uso?
