«Em primeiro, o seu dinheiro»
A forma como nos exprimimos também segue tendências e modas de que, por vezes inadvertidamente, nos apropriamos sem a necessária ponderação. Ultimamente, tenho ouvido, sobretudo nos meios de comunicação social, em anúncios publicitários, expressões como «Em primeiro o seu dinheiro». Não tenho conhecimentos que sustentem uma argumentação válida da dissonância cognitiva que me causa tal frase. É apenas uma questão de sensibilidade, de ouvido, por isso, certamente pouco fiável. A questão é esta: não deveria dizer-se «Primeiro o seu dinheiro»? Obviamente, na primeira formulação, subentende-se a palavra "lugar"; contudo, eu preferiria dizer «Em primeiro lugar o seu dinheiro ou «Primeiro, o seu dinheiro». Gostaria de lê-los a este respeito.
Unamuno na Literatura Portuguesa
“Influência de Unamuno na Literatura Portuguesa” é uma das cadeiras que fazem parte integrante dos "curricula" do meu mestrado, em Salamanca. Será possível sugerirem-me bibliografia com este tema relacionada?! Mais uma vez, muito obrigado pela atenção dispensada.
«Apertou-me as mãos» (português)
vs. «me lavé las manos» (castelhano)
vs. «me lavé las manos» (castelhano)
Estudando espanhol, deparo-me com a construção normativa «me lavé las manos», e ainda, lendo Machado de Assis, deparo-me com a construção «Escobar apertou-me as mãos». Interessante que, no dia a dia, fala-se «apertou (as) minhas mãos» ou «beijou (o) meu rosto», mas então, por causa da construção típica da língua espanhola (sendo ela a norma padrão) e do uso dessa construção na literatura portuguesa, comecei a perceber que também se fala «apertou-me as mãos» ou «beijou-me o rosto» no dia a dia.
Por isso, indago sobre essa construção na língua portuguesa e seus aspectos normativos: é possível? É padrão? Ou ainda, qual é a diferença entre «apertou (a) minha mão» e «apertou-me a mão»?
Agradeço antecipadamente a resposta.
O significado de paradocente
Significado da palavra paradocente?
A palavra morrinhanha
Há dias surpreendi a expressão «da morrinhanha», que nunca tinha ouvido ou lido.
Podem esclarecer-me sobre o seu sentido?
Obrigado.
Análise sintáctica
Na frase do poema de Sebastião da Gama: «ficou-me,/ dos tempos de menino/ esta alegria ingénua/ perante as coisas novas», quais são as funções sintácticas? O sujeito é «esta alegria ingénua» ou essa expressão é o complemento directo. E o «me» é complemento indirecto? Enfim, gostava mesmo para analisar toda a frase…
O valor incoativo de cozinhar em «o frango está a cozinhar»
«O frango está a cozinhar», em vez de «[…] a ser cozinhado». Há aqui alguma figura de estilo?
Obrigado.
Registrar em Portugal: uma incorreção?
Os dicionários fazem sempre menção da existência das duas formas registar e registRar em português de Portugal ou em português do Brasil.
Do ponto de vista da norma portuguesa europeia, será que é a forma registar que é correta (e, em tal caso, a forma registrar seria considerada incorrecta)? Ou são ambas corretas?
No caso onde não seria uma questão de norma, pode-se confirmar que a forma registar é a forma mais usual em português europeu?
Muito obrigado pela sua ajuda.
Hexacóptero
Apenas para vos recomendar um novo termo a adicionar à língua portuguesa:
Hexacóptero.
Vede por favor:
http://vimeo.com/6194911
Atenciosamente.
Despesismo "vs" desorçamentação
No "Diário de Notícias" do dia 13 de Março de 1998, encontrei na primeira página as seguintes palavras que não encontro em dicionário. - despesismo - desorçamentação Será que existem estes termos? Suspeito pelo sentido o que se pretendia dizer mas se não existem formalmente é pratica desaconselhada num país ainda com tanta necessidade de educação da língua.
