DÚVIDAS

O uso e a formação do termo obesogénico
Gostaria de saber se o adjetivo "obesogénico", por exemplo, «ambiente obesogénico», isto é, ambiente que promove o aumento da obesidade (e.g., ambiente sedentário), pode ser utilizado em língua portuguesa. Trata-se de uma dúvida para uso em artigos científicos e numa tese de doutoramento, com base em outros artigos científicos maioritariamente em língua inglesa, mas também em língua portuguesa, que usam o termo (obesogenic). Muito obrigada!
Travessão e vírgula no discurso direto
Tenho uma dúvida sobre pontuação de diálogo e de discurso direto. Pesquisando em gramáticas, vi que é possível mesclar travessão e vírgula em diálogos, por exemplo: "— Nem banho tomei, ela esclarecia", porém estou em dúvida sobre quais outros tipos de pontuação seriam corretos nesse caso e se poderia ser um ponto final (ou isso seria um truncamento de períodos?): 1. — Nem banho tomei. Ela esclarecia. 2. — Nem banho tomei? Ela perguntava. 3. — Nem banho tomei?, ela perguntava. 4. — Nem banho tomei — ela esclarecia. Seria gramaticalmente correto iniciar uma fala com o travessão e não colocar outro travessão para fechá-la antes de um trecho narrativo? Todas as opções acima estão corretas? Uma outra dúvida seria sobre a recorrência desse uso misto de travessão e vírgula, pois me parece pouco usual a vírgula sendo utilizada em conjunto com as aspas: 5. "Nem banho tomei", ela esclarecia. Esse uso misto é atual e corrente? Desde já agradeço.
«Mais de (...) presos estão foragidos em (...)»
Constantemente leio em manchetes ou ouço em chamadas de noticiários a seguinte frase: «Mais de (...) presos estão foragidos em (...)» Pergunta: Há coerência nesta construção? Não contraria a lógica «se estão presos, logo não estão foragidos... se estão foragidos, logo não estão presos»? Ainda, quem garante que estão foragidos naquele determinado local, marcado pela preposição em? Seria "mais" correto – ao contrário de «Mais de dois mil presos estão foragidos em São Paulo» – utilizar uma construção como «Mais de dois mil presidiários paulistas estão foragidos»?
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