Ensinar em orações relativas: «que lhe tinha ensinado a ser»
Nas estruturas abaixo, o segmento "que lhe tinha ensinado ser", da forma em que se encontra colocado, está correto?
«Sobre o filho, o pai pensava: José, sim, sempre cuidando das obrigações como gente de bem que lhe tinha ensinado ser!»
Obrigada.
Análise sintáctica: orações subordinadas completiva e relativa
Podiam dizer-me que tipo de orações são estas?
«Dizia-se abertamente que o sultão não receberia ninguém, nem mesmo um pobre coitado que ali tivesse acabado de chegar num barco.»
«Deu uma ordem incompreensível ao filho que o acompanhava.»
Obrigada.
Leso-idioma
Um acto que prejudica um certo objecto, composto pela palavra lesa-[objecto], como lesa-majestade ou lesa-pátria, se o objecto for masculino, lesa- deve concordar em género com o objecto? Por exemplo, devemos dizer (e escrever) leso-idioma, ou lesa-idioma?
O uso e a formação do termo obesogénico
Gostaria de saber se o adjetivo "obesogénico", por exemplo, «ambiente obesogénico», isto é, ambiente que promove o aumento da obesidade (e.g., ambiente sedentário), pode ser utilizado em língua portuguesa. Trata-se de uma dúvida para uso em artigos científicos e numa tese de doutoramento, com base em outros artigos científicos maioritariamente em língua inglesa, mas também em língua portuguesa, que usam o termo (obesogenic).
Muito obrigada!
Impostação
Necessitamos que as tabelas sejam “impostas” no sistema... ... a impostação dos dados cadastrais...
No lugar onde trabalho usamos muito o termo destacado acima. Gostaria de saber se a palavra é correta para a ocasião. Pois acho que a palavra somente é usada para a seguinte situação: ...”impostar” a voz numa palestra, conferência...
Chamar = «convocar»
Por favor, a frase:
«O técnico brasileiro chamou o novo talento para a seleção.»
O verbo chamar nesta frase é verbo transitivo direto e indireto?
O termo «para seleção» é objeto indireto? Ou qual a função sintática do referido termo?
Obrigado.
«Naum»
Ajudem-me de novo, se faz favor. Queria saber porque se usa a palavra naum. Eu sei que significa não.
Disseram-me assim: 'É uma maneira de escrever o não diferente.'
Mas eu nunca a poderia aceitar. Pois em na+um, não se vê que a vogal a deve ser nasal. Também não se vê essa palavra ter um ditongo. Seja como for, não gosto do naum.
Obrigadinho!
Travessão e vírgula no discurso direto
Tenho uma dúvida sobre pontuação de diálogo e de discurso direto.
Pesquisando em gramáticas, vi que é possível mesclar travessão e vírgula em diálogos, por exemplo:
"— Nem banho tomei, ela esclarecia",
porém estou em dúvida sobre quais outros tipos de pontuação seriam corretos nesse caso e se poderia ser um ponto final (ou isso seria um truncamento de períodos?):
1. — Nem banho tomei. Ela esclarecia.
2. — Nem banho tomei? Ela perguntava.
3. — Nem banho tomei?, ela perguntava.
4. — Nem banho tomei — ela esclarecia.
Seria gramaticalmente correto iniciar uma fala com o travessão e não colocar outro travessão para fechá-la antes de um trecho narrativo? Todas as opções acima estão corretas?
Uma outra dúvida seria sobre a recorrência desse uso misto de travessão e vírgula, pois me parece pouco usual a vírgula sendo utilizada em conjunto com as aspas:
5. "Nem banho tomei", ela esclarecia. Esse uso misto é atual e corrente?
Desde já agradeço.
«Mais de (...) presos estão foragidos em (...)»
Constantemente leio em manchetes ou ouço em chamadas de noticiários a seguinte frase: «Mais de (...) presos estão foragidos em (...)»
Pergunta: Há coerência nesta construção? Não contraria a lógica «se estão presos, logo não estão foragidos... se estão foragidos, logo não estão presos»?
Ainda, quem garante que estão foragidos naquele determinado local, marcado pela preposição em?
Seria "mais" correto – ao contrário de «Mais de dois mil presos estão foragidos em São Paulo» – utilizar uma construção como «Mais de dois mil presidiários paulistas estão foragidos»?
O topónimo Carnicães (Trancoso) e o seu gentílico
Como se designam os naturais de Carnicães (concelho de Trancoso, distrito da Guarda)?
