O nome em português do patriarca ortodoxo de Moscovo
Ao ler a notícia em diversos jornais e sítios sobre o falecimento do patriarca ortodoxo de Moscou e de todas as Rússias, deparei com uma variedade de formas do seu nome em português: "Aleksej II", "Alexei II", "Alexis II" e "Alex II". Afinal, como deve-se escrever esse nome russo em português?
Muito obrigado pelo vosso trabalho!
Sinédoque: «velas» e «quilhas»
Nos versos «De quem são as velas onde me roço?/ De quem as quilhas que vejo e ouço?» está presente uma metonímia ou uma sinédoque?
Archimedes ou Arquimedes?
Recentemente tive a recusa de uma repartição militar quando apresentei uma certidão de casamento com o nome Arquimedes.
A alegação foi de que o nome que consta na certidão de nascimento, anterior à reforma de 1943, é Archimedes e não Arquimedes.
Preciso, então, de um argumento oficial que justifique esta variação!
"Node" (inglês) = nó
O termo inglês “node”, usado pelos “informáticos” para referir os diversos pontos de informação (hierarquizada) e os pontos de articulação entre eles representados em “árvore”, tem sido “traduzido” por nodo. Será este o melhor termo? Ou será nó?
Adjuntos adverbiais e apostos explicativos
Ao ler uma notícia, deparei-me com a seguinte frase:
«Um carro contratado para conduzir um funcionário da equipe do ministro da Secretaria Geral da Presidência da República, Márcio Macedo, foi roubado por criminosos na manhã desta quinta-feira (14), na Rua do Riachuelo, no Centro do Rio, em frente ao Hotel Monte Alegre.»
Minha dúvida é quanto à justificativa do uso indiscriminado de vírgulas na presença de adjuntos adverbiais nessa frase:
«na manhã desta quinta-feira (14)» ⇒ um adjunto adverbial tempo
«na Rua do Riachuelo» ⇒ um adjunto adverbial de lugar
«no Centro do Rio» ⇒ seria um adjunto adverbial de lugar ou um aposto circunstancial que identifica a região como localizada no Centro do Rio?
«em frente ao Hotel Monte Alegre» => seria um simples adjunto adverbial de lugar ou um aposto circunstancial que identifica o lugar exato do Centro do Rio em que ocorreu o crime?
Faço essa pergunta, pois alguns adjuntos adverbiais nessa oração parecem se comportar como apostos, ou seja, dando apenas informações extras, que podem ser facilmente suprimidas.
Desculpem se ficou meio confuso!
As acepções da palavra rebanho
Num e-mail em que eu queria pedir para me deixarem ter opinião, escrevi a seguinte frase:
«6 - ... mas essa é a minha opinião. Ora aqui está algo em que concordamos, é só a minha opinião ao não concordar com a primeira versão da carta e esteja à vontade quem entender responder à CAP de forma diferente da minha, entendo que não temos que funcionar como "rebanho" e andar sempre atrás do "pastor".»
Tem razão em se sentir ofendido quem recebeu o meu e-mail?
«Coisas suas»: determinante possessivo em posição pós-nominal
«Ele vendeu coisas suas.» Nesta frase qual é a função sintática de "suas"? Modificador?
Concordância do possessivo: «as vossas esperanças e desejos»
Gostaria de agradecer, antes de mais, os vossos serviços dedicados.
Estou a aprender português como língua estrangeira e estou inscrita num curso. Num livro de áudio, deparei-me com a seguinte frase: «nas profundezas das vossas esperanças e desejos». Ao transcrever o capítulo em questão, escrevi acidentalmente: «nas profundezas dos vossos esperanças e desejos», após o que a minha professora de português corrigiu «dos vossos» para 'das vossas'. Como eu tinha pensado que um adjetivo que pertencesse a dois ou mais substantivos de géneros diferentes se escreveria no masculino plural, fiquei surpreendida por saber que (normalmente) não é esse o caso em português.
Como já é meu hábito, procurei o assunto no Ciberdúvidas ("A concordância adjetival com substantivos de géneros diferentes"), onde fiquei a saber que, embora menos comum, o plural masculino também pode ser usado. A minha professora, no entanto, não sabia se esta regra se aplicava aos substantivos possessivos. Sei bem que «nas profundezas dos vossos esperanças e desejos» não é a frase mais bem formulada («dos vossos desejos e esperanças» faria mais sentido). Isso eu percebo.
Mas gostaria de saber se «nas profundezas dos vossos esperanças e desejos» é gramaticalmente correto, ou simplesmente errado, e se os substantivos possessivos seguem a mesma regra que os adjetivos, que eu penso que sim.
Espero que nos possam ajudar aqui para que possamos ter a certeza quando a dúvida surgir novamente.
Agradeço desde já.
«Mandar papaias»
O que significa a expressão idiomática «mandar papaias»?
O pronome inerente de intrometer-se
O pronome pessoal se pode ter vários valores. Relativamente ao valor reflexo, sabemos que a ação cai sobre quem a praticou, por isso, verbos como vestiu-se, lava-se, deitar-se, etc., são fáceis de identificar. Sei também que a expressão «a si mesmo/próprio» é uma boa maneira de identificação.
A minha questão é sobre o que se passa em outros verbos, por exemplo, cruzar-se, intromete-se ou apercebeu-se.
A frase «Ele intromete-se (a si próprio) na vidas das outras pessoas» não me parece descabida de todo, no entanto, num livro de exercícios de gramática que estou a usar indicam que este se não tem valor reflexo, assim como nos outros verbos que mencionei.
Há alguma outra maneira de identificar mais facilmente o valor do pronome pessoal se?
