DÚVIDAS

A origem de tetravô
Estava lendo um artigo do site Origem da Palavra, que indica que tataravô, como pai do trisavô, está errado... Eles dizem que, embora muitos a usem, o correto é tetravô mesmo! Pois muito bem, qual a origem/de onde vem tataravô? É gramaticalmente incorreto e esteticamente feio utilizar tetravô? Por quê no caso? E, caso não seja, existe também "tatataravô" (que seria o «pai do tetravô»)? A propósito: meus parabéns por sempre se empenharem em escrever no mais correto português… Muitos dos livros que leio são recheados de erros de digitação, idioma e informação! Bem triste, não é verdade isso? Muitíssimo obrigado e um grande abraço!
Técnico e tecnológico
Acabo de ouvir mais ou menos isto: «... dotar os bombeiros de equipamento tecnológico de combate a fogos florestais...» Da consulta a Pedro Machado e Houaiss colhi que o equipamento será «técnico», incorporando técnicas e tecnologias, não sendo ele em si um produto tecnológico, mas resultado da tecnologia. Das acepções para «tecnologia» colho «ciência ou tratado das artes e ofícios em geral». Dada a reconhecida competência linguística de quem usou a expressão pergunto: se «tecnológico» é «relativo ou pertencente às artes e ofícios» e se qualquer equipamento é relativo, está relacionado com a tecnologia que incorpora e com os ofícios que o produziram, está portanto bem empregue a expressão? Muito obrigado.
A querela da nova terminologia linguística em Portugal
1. "A sublimação", da autoria do escritor, poeta e eurodeputado Vasco Graça Moura, é o texto mais recente da querela à volta sobre a nova Terminologia Linguística para os Ensinos Básico e Secundário (TLEBS) em Portugal que incluímos na rubrica Controvérsias. Para uma avaliação dos argumentos contra e a favor desta polémica, aconselhamos a leitura dos seguintes documentos: – Terminologia Linguística para os Ensinos Básico e Secundário, Lisboa, DES-ME, 2002 (CD-ROM); – Portaria 1488/2004 de 24 de Dezembro (adopta a Terminologia Linguística para os Ensino Básico e Secundário a título de experiência pedagógica, com listagem de termos); – Portaria n.º 1147/2005 de 8 de Novembro (revoga a entrada em vigor da TLEBS e distingue a situação do Ensino Básico e do Ensino Secundário); –Terminologia Linguística para os Ensinos Básico e Secundário: alterações, destaques, propostas, Lisboa, Ministério da Educação/Direcção-Geral de Inovação e de Desenvolvimento Curricular, 2006. Recomendamos ainda a consulta das seguintes respostas: – TLEBS – Quais as alterações? – Correio: Terminologia linguística em Portugal, mais uma vez (25/09/06) + Implantação da TLEBS nas escolas (7/09/06) – Correio: O que mudou com a nova Terminologia Linguística para os Ensinos Básico e Secundário (TLEBS) em Portugal (30/06/06) E, por último, sobre o mesmo assunto, vale a pena ouvir com atenção os ficheiros áudio de um debate emitido pela Antena 1 (Portugal) no dia 28 de Setembro p.p.: – Debate sobre a nova terminologia linguística em ficheiro áudio (29/09/06) Esperamos, de qualquer modo, pôr mais textos em linha, à medida que estes surgirem na imprensa portuguesa. 2. Continuando no âmbito educativo, a equipa do projecto Diversidade Linguística na Escola Portuguesa irá lançar no próximo dia 7 de Novembro, nas instalações da Fundação Calouste Gulbenkian, em Lisboa, um segundo CD-ROM que completa um outro saído no ano passado. O principal objectivo deste projecto é o de contribuir para a integração escolar de alunos que não têm o Português como língua materna. Para mais pormenores, remetemos os nossos consulentes para a rubrica Notícias Lusófonas. 3. Quanto à promoção da língua portuguesa na rádio portuguesa, apraz-nos assinalar no dia 6 de Novembro, na RDP-África, a estre[é]ia do programa “Língua de Todos”, com autoria da mesma equipa que faz o “Páginas de Português”, na Antena 2. 4. Entretanto, são 60 as respostas que fomos deixando em linha durante a última semana (ver Respostas de Hoje e Respostas Anteriores). 5. Finalmente, além das já mencionadas Controvérsias e Notícias Lusófonas, actualizámos, como é hábito, as rubricas Correio e Pelourinho. Em suma, continuamos a falar e a discutir sobre a língua portuguesa, porque o futuro das comunidades que a usam poderá depender do que dela soubermos e fizermos.
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