DÚVIDAS

Metáforas para fenómenos naturais e acidentes geográficos
Aludindo à crista espumosa das ondas, alguém dizia tratar-se de "cavalinhos". Temos igualmente o exemplo dos lendários "cavalos de Fão", tratando-se, neste caso, aglomerações rochosas existentes na zona do Ofir, Esposende. Há também o caso das rochas antropomórficas. A questão é a seguinte: quer em relação aos cavalinhos das ondas, quer relativamente aos "cavalos de Fão", de que figura(s) de estilo estamos a falar? Simples metáforas, animismos, catacrese ?
Morfologia: biforme e caça
Tenho algumas dúvidas quanto ao processo de formação das palavras biforme e (o)/(a) caça. Penso que a palavra biforme é formada por composição morfológica, sendo que tanto bi- como -forme são radicais (bi- = «duas» / -forme = «formas»), e seguindo o exemplo de cruciforme (cruci- = «cruz» / -forme = «forma»; «em forma de cruz»). No entanto, algumas gramáticas apresentam bi-/bis- como prefixo de origem latina, apresentando como exemplos bisneto, bimestral, o que me leva a duvidar do processo de formação da palavra biforme. Assim sendo, biforme é um composto morfológico ou palavra derivada por prefixação, ou pode-se considerar os dois processos? Quanto à palavra caça, a dúvida consiste na expressão «o caça». Esta palavra surge descontextualizada num exercício, pelo que creio que o raciocínio de quem o resolve pode levar à consideração de dois processos distintos de derivação, uma vez que tanto a conversão como a derivação não afixal permitem a formação de nomes a partir de verbos. Como classificar o processo da palavra «(a) caça» no par de frases «ele caça muito bem» e «a caça de elefantes é proibida» e da palavra «(o) caça» no par «ele caça muito bem» e «o caça voa a alta velocidade». A minha primeira lógica é classificá-los como conversão, mas serão ambas formadas da mesma forma? Se não, como explicá-lo a alunos de 8.º ano? Obrigada pela atenção.
A sintaxe do nome informação
Senhores, primeiramente, deixo-lhes meus parabéns pelo excelente trabalho do portal. Leio costumeiramente as dúvidas aqui respondidas e sempre aprendo conteúdos novos e boas indicações de estudo. No momento, estou em um "debate linguístico" que divide o grupo mais próximo de professores em torno da classificação do termo «sobre o assunto», no seguinte período: «A falta de informações dos habitantes sobre o assunto faz com que a cidade entre em pânico a cada notícia.» Há colegas de trabalho que alegam ser adjunto adverbial de assunto deslocado, logo, deve ser separado por vírgulas; outros, em menor número, não aceitam e explicam que não há qualquer relação do termo com verbo ou outros termos adverbiais, sendo um complemento nominal da palavra informação – tanto é assim que, segundo eles, pode-se omitir o adjunto adnominal «dos habitantes», para perceber melhor a complementação de sentido. Claro, para esse segundo grupo, não há de se pôr vírgulas para separar o referido termo. Em [sua] opinião, qual é a classificação?
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