DÚVIDAS

«Caso fizesses...»
A minha dúvida é a propósito da seguinte frase: «Caso fizesses a tarefa, terias nota.» Gostava de saber se o uso da conjunção caso, nesta frase, é compatível com o verbo no pretérito imperfeito (conjuntivo). Tenho insistentemente pesquisado a respeito deste assunto; porém o único uso que tenho encontrado como, normativamente, aceitável é: «a conjunção CASO deve ser usada com o verbo no presente do conjuntivo.» No entanto, tenho visto pessoas a usarem-na, sistematicamente, com o pretérito imperfeito(conjuntivo). Gostava de, por favor, saber se este é um uso particular e, normativamente, reconhecido no Português Europeu. Para terminar, já tentei ler sobre o assunto aqui no vosso repertório, porém não fiquei satisfeito, ou seja, não fiquei esclarecido. Desde já, agradeço a atenção. Votos de força nesta fase difícil por que o mundo está a passar (COVID-19).
Registrar em Portugal: uma incorreção?
Os dicionários fazem sempre menção da existência das duas formas registar e registRar em português de Portugal ou em português do Brasil. Do ponto de vista da norma portuguesa europeia, será que é a forma registar que é correta (e, em tal caso, a forma registrar seria considerada incorrecta)? Ou são ambas corretas? No caso onde não seria uma questão de norma, pode-se confirmar que a forma registar é a forma mais usual em português europeu? Muito obrigado pela sua ajuda.
Candango e pau-de-arara
Acessei esta página em Brasília (Brasil), cidade onde moro há tempo bastante para ter tido a oportunidade de conhecer alguns candangos que, se hoje já são falecidos, ainda recebem homenagens dignas dos heróis que enfrentaram os mais variados obstáculos e são lembrados com o mesmo respeito que lembramos dos fundadores de nossas outras cidades, como os Padres José de Anchieta e Manoel da Nóbrega, que fundaram a cidade de São Paulo há 451 anos. Pois bem, navegando pela página, encontrei o texto "O linguajar uberabense", onde, com certo espanto, li: "(...) candangos (o nome por que são conhecidos os imigrantes pobres oriundos do Nordeste do Brasil)." Tal definição não corresponde ao termo "candango", mas sim ao termo "pau-de-arara". O Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa define "candango" como o "nome que designa cada um dos operários que trabalharam nas grandes construções da cidade de Brasília (DF), ger. oriundos do Nordeste do Brasil" e explica que, por extensão, significa, também, "cada um dos primeiros habitantes de Brasília" A definição apresentada por vocês aplica-se ao termo "pau-de-arara", que são caminhões que transportam os retirantes nordestinos e que, por extensão, passou a designar, aí sim, "os migrantes pobres do nordeste do país", que fogem da seca em grandes grupos, viajando nesses caminhões para outras regiões brasileiras, especialmente para a cidade de São Paulo. Uma bela canção, cantada por Luiz Gonzaga, conta, sobre essa realidade da fuga da seca pelo nordestino: "A terra aqui só é ruim, quando não chove no chão. Mas se chover dá de tudo, fartura tem de porção. Tomara que chova logo! Tomara, meu Deus! Tomara! Só deixo o meu cariri no último pau-de-arara". A propósito, cariri é um tipo de vegetação de caatinga, característica da região semi-árida do Nordeste brasileiro. Obrigada por sua atenção.
Classificação de peixe («restos de peixe»)
Como classificaria o nome “peixe” na seguinte frase: «restos de peixe». Considera “peixe” um nome contável? Animado? Esta dúvida surgiu numa aula em que o aluno considerou que, sendo restos, o peixe deixou de ser animado, não está vivo. Para além disso, a dúvida surgiu relativamente a restos, tendo em conta que os restos não podem ser quantificados (não digo «um resto, dois restos»...) Obrigada.
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