Regência de começar
«Sua reportagem, que desvenda passagens nunca antes reveladas da Guerrilha do Araguaia, começa à página 28.»
Pergunto: está correto «à página»? Não seria «na página»? Porquê?
Obrigado.
«Sub censura»
Sempre vi, no final de pareceres, a expressão latina "sub censura". Qual seu significado e sua correta utilização? Grato, uma vez mais.
Voz passiva sintética
Gostaria de saber se é possível "descobrir" se uma frase está na voz passiva sintética, como no exemplo abaixo: "Aumentou-se o preço dos combustíveis". Na voz passiva sintética, por que o sujeito é "o preço dos combustíveis" e não o "se"? Existe alguma forma de saber?
Coccige ou cóccix
Estou com uma dúvida no que toca à ortografia da palavra que designa o pequeno osso que remata inferiormente a coluna vertebral.
Escreve-se "cóxis", "cóccis", "cóccix", ou de outra forma?
Prefixação e sufixação sem mudança de classe gramatical
Gostaria de saber se as palavras derivadas por prefixação nunca mudam de classe gramatical – fato bastante comum nas palavras sufixadas. E também sobre palavras sufixadas que não mudam de classe gramatical. Poderia exemplificar e fornecer uma bibliografia a respeito? Muito obrigado.
Ênfase a
A palavra ênfase usada na voz passiva com o verbo dar:
Exemplo: "O nosso curso é dado ênfase a ou em conversação"?
O significado de classista
O que se entende por “classista”?
– «uma pessoa classista»
– «um grupo classista»
Álcool
Gostaria de saber se a palavra álcool é proparoxítona.
Necrópsia = necropsia
Relativamente a este termo, e uma vez que se encontra consagrada a pronúncia “necrópsia” na comunidade médica e que o Dicionário de Termos Médicos da Porto Editora aceita a grafia com acento, é incorreto grafar “necrópsia” em obras com o intuito de divulgação científica? E não sendo correto, existe alguma razão para se diferenciar de biópsia ou autópsia, ambos aceites com acento pelo Portal da Língua Portuguesa [Vocabulário Ortográfico do Português]?
A colocação dos pronomes
Minhas saudações à mui dileta equipe de Ciberdúvidas. Confesso-lhes que senti falta, e até saudades, de suas atualizações – nesse período de recesso –, dada a assiduidade com que lhes consulto e tamanho contributo que vem prestando, louvavelmente, ao estudo de nossa língua.
Desta vez, gostaria que me auxiliassem nesse exercício de colocação pronominal. Tive algumas dúvidas sobre esse tema.
I. Assinale a alternativa cuja colocação pronominal está incorreta.
(A) Preciso que venhas ver-me.
(B) Procure não desapontá-lo.
(C) O certo é fazê-los sair.
(D) Sempre negaram-se tudo.
(E) As espécies se atraem.
Obs. 1: Tive dúvida na alternativa (B) e (C). Os advérbios não e sempre não são termos atrativos? Isso não levaria a uma próclise?
II. A frase em que a colocação do pronome átono está em desacordo com as normas vigentes no português padrão do Brasil é:
(A) A ferrovia integrar-se-á nos demais sistemas viários.
(B) A ferrovia deveria-se integrar nos demais sistemas viários.
(C) A ferrovia não tem se integrado nos demais sistemas viários.
(D) A ferrovia estaria integrando-se nos demais sistemas viários.
(E) A ferrovia não consegue integrar-se nos demais sistemas viários.
Obs. 2: Suponho que em (B) deveria ser uma mesóclise. Por que o advérbio de negação não não atraiu o pronome se para perto de si em (C) caracterizando uma próclise? Em (E) situação semelhante poderia ocorrer também? Como seria a norma culta nesses casos?
III. A colocação do pronome oblíquo está incorreta em:
(A) Para não aborrecê-lo, tive de sair.
(B) Quando sentiu-se em dificuldade, pediu ajuda.
(C) Não me submeterei aos seus caprichos.
(D) Ele me olhou algum tempo comovido.
(E) Não a vi quando entrou.
Obs. 3: Deveria ocorrer uma próclise em (A) e (B)? Qual a diferença de atração entre o não da alternativa (A) e (C) ou (E)? Em (B) o advérbio quando não seria um termo atrativo que levaria à próclise?
Gostaria, sinceramente, que me esclarecessem sobre esta questão de termos que exercem atração sobre pronomes em frases.
Modernamente, na linguística, ainda continua sendo essa, a atração, a explicação para a colocação pronominal nas construções de nossa língua? Há outras explicações? Poderiam dar-me algumas referências?
Desde já agradeço!
