O uso das preposições nas regências nominais
Gostaria de saber qual a base para o uso das preposições nas regências nominais. No caso da palavra dificuldade, qual a explicação para o uso variado das preposições de, em, para? Empiricamente pude perceber que, diante de verbos, o usuário da língua tem optado pelo uso de «dificuldade em», e, diante de um substantivo, tem preferido o uso de «dificuldade de». Ex.: «dificuldade em aprender», «dificuldade de aprendizagem».
Colectivos de cebola, sobreiro, avião e cantor
Como se chama um conjunto de?: Cebolas Sobreiros Aviões Cantores
Maiúscula / minúscula no início de citação
Apesar da resposta que recebi do vosso especialista T.A., datada de 26/2/99, vários amigos meus continuam a insistir que, no exemplo que apresentei, a citação referida é uma citação directa, devidamente transcrita entre aspas, apesar de surgir no meio de uma frase do autor do texto. Segundo eles, nos termos da própria resposta dada pelo vosso especialista, sendo citação directa, implicaria que a referida citação se iniciasse pelo artigo "A" em maiúscula, pois esse "A" faz parte integrante da citação directa. Pessoalmente, continuo um pouco baralhado pois também me parece que a citação é uma citação directa, embora incluída pelo autor no meio de uma frase da sua autoria. Para mim, a dúvida sobre se o "A" deveria ser maiúsculo surgiu sobretudo devido ao facto de a citação surgir no meio de uma frase do autor do texto, não sendo antecedida de dois pontos, pelo que me pareceu incorrecta a inclusão de um artigo "A" em maiúscula, no meio de uma frase, apesar de parte integrante de uma citação, assinalada com as devidas aspas. Se uma citação feita nestes termos deixa de ser considerada como citação directa (a dúvida que me ficou após a vossa resposta), então acabaram-se as dúvidas e o referido "a" tem mesmo de passar a minúscula. Recordo que a frase responsável por todas estas dúvidas foi a seguinte:
"Igualmente o texto constitucional ao afirmar no artigo 62 que "A todos é garantido o direito à propriedade privada (...) nos termos da Constituição", admite que tal garantia não é absoluta valendo apenas dentro dos limites e nos termos previstos e definidos na Constituição."
A origem e o significado da palavra quitanda
Qual a origem da palavra quitanda? Sei que ela tem uma origem africana, mais eu não sei qual é.
Por favor, me dê a origem e seu significado.
Pássaro ‘vs.’ ave
Apesar de me parecerem sinônimas, existe alguma diferença entre “pássaro” e “ave”? Muito obrigado pela atenção que me quiserem dispensar.
Estanquidade / estanqueidade, mais uma vez
Como designo a qualidade que ensaio quando testo se um sistema é ou não estanque: estanquecidade, estanqueidade?
Tenho procurado em todos os dicionários que me passam pelas mão e nunca encontrei nada sobre este assunto.
Obrigado.
A sintaxe do verbo constituir
Estou a rever um resumo de mestrado, e a colega usou a seguinte frase: «Este trabalho visa estudar..., constituindo-se um estudo exploratório.» O uso do reflexivo está correcto? Não seria necessário escrever «constituindo-se como um estudo» ou, em alternativa, «constituindo um estudo»? Reparei que há diversas ocorrências com esta expressão na Internet, mas são sobretudo de páginas em português do Brasil. Alguém poderia esclarecer-me esta situação?
Muito obrigada!
A grafia de «mal súbito»
Qual a forma correta: mau-súbito? mal-súbito? as duas formas? com ou sem hífen?
Pôr ‘vs.’ colocar
Na minha opinião, os verbos pôr e colocar têm significados que se podem distinguir um do outro. Por exemplo: «Eu ponho em dúvida o que se vem dizendo nos jornais.» «Pus-me claramente, nesse caso, a favor de uma lei mais estrita.» «Pus qualquer coisa de autobiográfico naquele conto.» «Pôs-se em fuga assim que ouviu o estampido.» «Puseram-se de joelhos e rezaram.» «A possibilidade de terem posto (colocado no porto) um engenho explosivo no porto não será de excluir.» «Ponho uma pedra nesse assunto.» «Pus muitas reservas à sua admissão.» «Pus-me de pé atrás quanto à sua proposta de negócio.» «Aquilo não me interessava: pus-me a andar.» «Puseram-se a gritar: quem nos acode!» Pergunto: em quais destas frases e expressões será de tolerar a substituição do verbo pôr por colocar. A minha dúvida provém da utilização, quanto a mim abusiva, na Comunicação Social (escrita e falada) das formas verbais de colocar – a torto e a direito. Deixo aos especialistas de Ciberdúvidas a tarefa de me esclarecer neste ponto. Muito agradecido.
Elegível e legível
Um professor meu um dia destes dizia-nos, à turma, que elegível significava o mesmo que legível. Retorqui, após não me ter conformado com a explicação dele e após ter consultado vários dicionários, que elegível significava «aquilo que pode ser seleccionado, eleito». Por teimosia do senhor professor, ele lá disse que nem sempre os dicionários acertam — vá-se lá saber onde foi buscar tal ideia.
Porém, porque também eu sou teimoso, aqui estou a perguntar aos senhores que nos tirem esta dúvida.
PS: Já não existe o curso de Filologia Românica? Se não, qual o que mais se assemelha a ele neste momento?
