Um teste fiável para identificar o sujeito frásico
Visitar a vossa página tem sido das melhores coisas que venho fazendo de um tempo para cá. O rigor e a facilidade com que descrevem/explicam são invejáveis!
Hoje trago mais uma pergunta, desta vez, no campo da análise sintática. Ei-la:
Gostava de saber que função sintática desempenha o grupo destacado, na frase abaixo:
«Em cada poste estava encostado um ramo de palmeiras.»
Eu considerei como complemento direto, pois responde à pergunta «o quê?» feita à locução verbal «estava encostado». Porém, há pessoas que classificam como sujeito. Neste prisma, gostaria de entender se há lógica em classificar tal expressão como sujeito.
Obrigado
«Comeu-se desses biscoitos»: se indefinido
Gostaria de sanar uma dúvida sobre a construção da voz passiva sintética, tendo-se objeto direto preposicionado. Ex.:
voz ativa: «As crianças comeram desses biscoitos»;
passiva sintética: «Comeram-se os biscoitos» (correta, mas há uma sutil mudança de sentido da frase) ou «comeram-se desses biscoitos» (pode-se ter o sujeito, nessa construção, preposicionado, ou trata-se de uma construção inadequada ao padrão culto da língua portuguesa?).
Obrigado!
Concurso «não isento de imparcialidade»
Concurso «não isento de imparcialidade» está «isento de parcialidade», ou o oposto? Qual a melhor interpretação?
Sobre o adjectivo incipiente
A palavra "incepiente" existe em português? E, se existe, a sua origem será do latim, provavelmente de incepcio? Em inglês, não obstante não ser uma língua latina, existem palavras, muitas vezes consideradas eruditas, com origem latina. No caso em análise, de incepcio, derivaram inception e inceptive. Curiosamente, está nos cinemas de Portugal, neste momento, um filme que se chama em inglês Inception e que em Portugal foi traduzido como A Origem.
Desde já muito obrigado pela atenção.
Como se pronuncia apodo?
Carvalho Costa, em "Gentílicos e Apodos Tópicos de Portugal Continental", 1973, p. 275, transcreve do "Grande Dicionário de Dificuldades e Subtilezas do Idioma Português", de Vasco Botelho de Amaral: «Apodo: (...) pronuncia-se modelarmente -pó- e não -pô-, tanto no substantivo como no homónimo verbal apodo (...).» Todavia, se consultarmos, por exemplo, o "Vocabulário Ortográfico Resumido da Língua Portuguesa", da Academia das Ciências de Lisboa, 1970, vemos que grafa "apodo (ô)". Como se pronuncia, afinal, o substantivo (que não a forma verbal de apodar): "pô" ou "pó"?
«Leitora beta»
Devo escrever «leitora beta», ou "leitora-beta"?
O uso de suspirar com regência
Gostaria que me esclarecessem acerca da subclasse da forma verbal sospiro [= suspiro], ou seja, se é um verbo transitivo direto/indireto ou intransitivo, no contexto do verso «o por que eu sospiro», presente na cantiga de amigo "Ondas do mar de Vigo".
Grata pela atenção.
A formação de aguarda (substantivo)
A palavra «aguarda», que tem origem no verbo «aguardar», tem derivação regressiva?
Terrorismo com significados diferentes
Gostaria de saber se é possível escrever duas frases em que entre a palavra “terrorismo”, mas que tenha significados diferentes.
A grafia de «azul e branco» (= «adepto do Futebol Clube do Porto»)
Queria saber se, com as novas regras do Acordo Ortográfico quanto ao não uso, já, do hífen nas locuções que têm elementos de ligação, devemos escrever "azuis-e-brancos" – como se pode ver nesta notícia na página da RTP, do dia 15/01 p.p. – ou, agora, «azuis e brancos».
[Na terminologia muito própria do futebol, "azuis-e-brancos" (ou, antes, «azuis e brancos»?), lembremos que se usa para denominar a equipa do Futebol Clube do Porto, cujas camisolas dos jogadores têm essa cor.]
Os meus agradecimentos.
