DÚVIDAS

O verbo dever nos textos jurídicos
Tenho acompanhado na jurisprudência e na doutrina do Direito utilizarem-se expressões como «não deve ser permitido», «não deve ser exercido» e «não deve sacrificar». Em todas estas situações eu vejo o «deve» a ser utilizado no lugar do «pode», entretanto, venho verificando recorrentemente a utilização de expressões como aquelas tanto em Angola como em Portugal. A mim incomoda porque aquelas frases ficariam muito melhor construídas com o «pode» («não pode ser permitido», «não pode ser exercido», e «não pode sacrificar»). Aquelas expressões são correctas? Obrigado.
Um teste fiável para identificar o sujeito frásico
Visitar a vossa página tem sido das melhores coisas que venho fazendo de um tempo para cá. O rigor e a facilidade com que descrevem/explicam são invejáveis! Hoje trago mais uma pergunta, desta vez, no campo da análise sintática. Ei-la: Gostava de saber que função sintática desempenha o grupo destacado, na frase abaixo: «Em cada poste estava encostado um ramo de palmeiras.» Eu considerei como complemento direto, pois responde à pergunta «o quê?» feita à locução verbal «estava encostado». Porém, há pessoas que classificam como sujeito. Neste prisma, gostaria de entender se há lógica em classificar tal expressão como sujeito. Obrigado
O latinismo vico
Como bem sabido, as terminações -us do latim são, de praxe, transcritas no português como -o para uma enorme quantidade de termos e nomes, tanto da antroponímia como da toponímia. Gostaria de saber, considerando esse dado, se poderíamos admitir que vicus é passível de ser escrito como vico para determinar o termo romano para pequeno assentamento/aldeia e a unidade administração vinculada a este tipo de estrutura urbana. Bem sei que pagus [aldeia; pequena unidade administrativa] já chegou ao português desde muito cedo no português como pago (o que reforça o que disse acima), mas ainda me faltam fontes para vicus, mesmo sabendo que é tendência essa alteração.
ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa ISCTE-Instituto Universitário de LisboaISCTE-Instituto Universitário de Lisboa ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa