DÚVIDAS

Oração subordinada adverbial condicional e presente do indicativo
Ao folhear um livro de Português (12.º) da nova reforma, deparei-me com o seguinte exemplo de uma oração subordinada adverbial condicional: «Se está a chover, vou de carro.» Nunca antes tinha visto em qualquer gramática orações condicionais em que ambos os verbos estavam no presente do indicativo. A meu ver, uma oração condicional pressupõe uma dúvida/hipótese, pelo que, se o verbo que precede a conjunção se se encontra no presente do indicativo, constatar-se-á um facto ao invés de se colocar uma hipótese. Esta constatação leva a uma relação causa-efeito e não a uma condição. É a minha dúvida legítima?
Oração subordinada integrante
Minha professora de português, segundo eu entendi, analisou de uma forma a meu ver estranha a oração subordinada do seguinte período: "Muita gente lhe rogava que estendesse a permanência até findar o dia." Segundo eu pensava, a oração "que estendesse..." constitui o objeto direto do verbo rogar, sendo, portanto, subordinada objetiva direta. Mas a análise dada a nossa turma falava em "oração subordinada integrante". Não estaríamos confundindo a conjunção subordinativa integrante "que" com a função sintática da oração subordinada? Ah, como é terrível tentar fazer análise sintática (até os professores às vezes se confundem...) Obrigada pela ajuda.
A sintaxe do verbo sonhar
«Sonhar a subir»/«sonhar em subir»/«sonhar subir»... «Com tantos pecados cometidos, nem sequer posso sonhar a subir ao reino dos céus», ou «Com tantos pecados cometidos, nem sequer posso sonhar em subir ao reino dos céus», ou «Com tantos pecados cometidos, nem sequer posso sonhar subir ao reino dos céus»? No Dicionário Houaiss encontrei a frase exemplificativa «sonha em ser advogado». Resta saber se esta construção se usa em português de Portugal.
ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa ISCTE-Instituto Universitário de LisboaISCTE-Instituto Universitário de Lisboa ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa