DÚVIDAS

Contudo, portanto, entretanto: conjunções ou advérbios?
Ao consultar dicionários estrangeiros, notei algo que me tem deixado intrigado: diversas das palavras que costumamos chamar conjunções na gramática do português são denominadas advérbios em inglês, alemão e francês. Em inglês são encontradas às vezes como sentence adverbs ou conjunctive adverbs. Refiro-me a algumas conjunções coordenativas adversativas e conclusivas. Por que seguimos chamando de conjunções palavras como portanto e entretanto? Temos alguma justificativa teórica para tanto ou é apenas tradição? O que me leva a pensar o seguinte: quais seriam os critérios para classificar vocábulos semanticamente parecidos como conjunção e advérbio nessas outras línguas e não por aqui (ex.: but/conjunção x however/advérbio; mas, contudo/conjunção)? Apenas a mobilidade e a possibilidade de coocorrência (ainda que somente no registro informal)? Desde já, agradeço.
O uso da vírgula antes da preposição para
Algumas vezes encontro uma vírgula, em certos casos, sendo empregada antes da preposição para. Nestes casos, o emprego da vírgula não se relaciona com um par deste mesmo sinal ortográfico, constituindo algum tipo de intercalação ou comentário adicional; clarificarei adiante. A minha dúvida é a seguinte: a preposição para, exceto nos casos de intercalação e similares (e.g. «o edifício, para João, era muito alto»), não deixa de fazer sentido sintático/lógico quando é interrompida (precedida), antes, por uma só vírgula? Exemplo: «João viajou para Lisboa» vs. «João viajou, para Lisboa». Acredito ter visto exemplos assim em obras famosas. O emprego da vírgula, neste meu exemplo, é facultativo ou sintaticamente errado? Agradeço grandemente de antemão o tempo, o espaço providenciado e os esclarecimentos!
Fá-lo-ei, indubitavelmente, etc.
Chamo-me Paula Fiadeiro e sou leitora de Português. Como todos os Portugueses, creio eu, sou, por vezes, confrontada com algumas dúvidas... Sei que a forma correcta do futuro do indicativo do verbo fazer, quando sujeito a mesóclise, é "fá-lo-ei", "fá-lo-ás", etc. Mas queria saber se as formas "fazê-lo-ei", "fazê-lo-ás" também são possíveis. Pelo menos, creio que são usadas...talvez erradamente! Por outro lado, gostava de saber se o advérbio derivado do adjectivo "duvidoso" é "duvidosamente" ou "dubitavelmente", uma vez que "sem dúvida" é "indubitavelmente". Já agora, gostaria que me esclarecessem se o advérbio formado a partir de "selvagem" é "selvaticamente"; e se a forma "selvagemente" (!) existe, quer no português europeu, quer no português do Brasil. Obrigada pela atenção
Sua Excelência + Vossa Excelência
Gostava de solicitar a vossa opinião sobre a diferença entre Sua Excelência e Vossa Excelência. Deverá utilizar-se Sua Excelência (S. Ex.ª) quando se refere uma personalidade a alguém, tipo escrevi a Sua Excelência o Presidente da República e Vossa Excelência (V. Ex.ª) quando nos dirigimos à personalidade em causa? É assim ou a regra é diferente? E devo dizer: V. Ex.ª o Presidente da República ou sem artigo definido? Parece que em Portugal esta forma é cada vez menos usada, utilizando-se por exemplo a forma «Exmo. Sr.», mas mesmo assim era uma dúvida que gostava de esclarecer. Obrigada desde já.
ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa ISCTE-Instituto Universitário de LisboaISCTE-Instituto Universitário de Lisboa ISCTE-Instituto Universitário de Lisboa