Feito à mão
Consultei as respostas anteriores e não consegui tirar por completo a minha dúvida: feito à mão ou feito a mão? Usando a regra que sugeriram, substituir com a preposição por, seria 'feito pela mão de' ... então tem crase!
Muito obrigada e parabéns pelo ótimo serviço.
Contudo, portanto, entretanto: conjunções ou advérbios?
Ao consultar dicionários estrangeiros, notei algo que me tem deixado intrigado: diversas das palavras que costumamos chamar conjunções na gramática do português são denominadas advérbios em inglês, alemão e francês. Em inglês são encontradas às vezes como sentence adverbs ou conjunctive adverbs. Refiro-me a algumas conjunções coordenativas adversativas e conclusivas.
Por que seguimos chamando de conjunções palavras como portanto e entretanto? Temos alguma justificativa teórica para tanto ou é apenas tradição?
O que me leva a pensar o seguinte: quais seriam os critérios para classificar vocábulos semanticamente parecidos como conjunção e advérbio nessas outras línguas e não por aqui (ex.: but/conjunção x however/advérbio; mas, contudo/conjunção)? Apenas a mobilidade e a possibilidade de coocorrência (ainda que somente no registro informal)?
Desde já, agradeço.
Crase, «à base de»
O medicamento é feito a base de plantas. Este "a base" tem crase?
Sou editora-chefe de uma revista científica e tenho grandes discussões com os autores a este respeito.
Jaime e Tiago
O nome inglês James (St. James) corresponde a Tiago (S. Tiago) em português, mas James também foi adoptado em português como Jaime. Gostaria de conhecer a etimologia dos dois nomes.
Ré e réu
Gostaria de esclarecer uma questão relativa à flexão dos nomes no feminino. Há casos em que é usada uma palavra diferente para se fazer o feminino (homem/mulher). No caso ré – réu é a mesma situação ou trata-se duma redução morfológica, passando o processo a ser diferente?
Muito obrigada.
Vê-la / vela
Gostaríamos de saber se as palavras vê-la e vela são palavras homógrafas. Foi-nos dito que assim se poderiam considerar mas não temos certeza. Agradecíamos uma explicação mais detalhada.
Sua Excelência + Vossa Excelência
Gostava de solicitar a vossa opinião sobre a diferença entre Sua Excelência e Vossa Excelência. Deverá utilizar-se Sua Excelência (S. Ex.ª) quando se refere uma personalidade a alguém, tipo escrevi a Sua Excelência o Presidente da República e Vossa Excelência (V. Ex.ª) quando nos dirigimos à personalidade em causa? É assim ou a regra é diferente? E devo dizer: V. Ex.ª o Presidente da República ou sem artigo definido? Parece que em Portugal esta forma é cada vez menos usada, utilizando-se por exemplo a forma «Exmo. Sr.», mas mesmo assim era uma dúvida que gostava de esclarecer. Obrigada desde já.
Fá-lo-ei, indubitavelmente, etc.
Chamo-me Paula Fiadeiro e sou leitora de Português.
Como todos os Portugueses, creio eu, sou, por vezes, confrontada com algumas dúvidas...
Sei que a forma correcta do futuro do indicativo do verbo fazer, quando sujeito a mesóclise, é "fá-lo-ei", "fá-lo-ás", etc. Mas queria saber se as formas "fazê-lo-ei", "fazê-lo-ás" também são possíveis. Pelo menos, creio que são usadas...talvez erradamente!
Por outro lado, gostava de saber se o advérbio derivado do adjectivo "duvidoso" é "duvidosamente" ou "dubitavelmente", uma vez que "sem dúvida" é "indubitavelmente".
Já agora, gostaria que me esclarecessem se o advérbio formado a partir de "selvagem" é "selvaticamente"; e se a forma "selvagemente" (!) existe, quer no português europeu, quer no português do Brasil.
Obrigada pela atenção
Até, preposição e advérbio
Quando sabemos que a palavra até está exercendo a função de advérbio de inclusão ou está funcionando como uma preposição?
O aumentativo de nariz
Sou tradutora e surgiu-me uma dúvida. Gostaria que me esclarecessem se «narigão» e «narizão» podem ambos ser utilizados ou qual o mais correcto. Obrigada.
N.E. O consulente escreve segundo a Norma de 1945.
