DÚVIDAS

O não expletivo
No âmbito de uma tradução de Robert Frost, cheguei à seguinte dúvida: Qual é a formulação mais correta: «Tanto é o caco p’ra varrer que eu me pergunto se a cúpula do céu terá caído…» ou «Tanto é o caco p’ra varrer que eu me pergunto se a cúpula do céu não terá caído…». As duas versões parecem ter o mesmo sentido, mas não sei se são ambas possíveis do ponto de vista gramatical. Grato desde já pela atenção.
Casa-piano ou casapiano?
Pesquisando no vosso arquivo, encontrei como correcta a designação de casapiano para os alunos daquela instituição. Ora, isso parece-me incorrecto, pois sempre vi escrito que, para designar a nacionalidade, naturalidade ou outra procedência de alguém, se a origem é, por exemplo, um país com dois nomes, então deve utilizar-se hífen. Exemplificando: – cabo-verdiano e não caboverdiano (pelo menos até entrar em vigor o novo Acordo Ortográfico); – serra-leonês e não serraleonês; – nova-iorquino e não novaiorquino; – vila-novense e não vilanovense; – são-tomense e não sãotomense; – porto-santense e não portosantense, como erradamente existe para designar um clube de futebol – quando muito portossantense; – estado-unidense e não estadounidense; – norte-americano e não norteamericano; – sul-africano e não sulafricano; – porto-riquenho e não portorriquenho; – sul/norte-coreano e não sul/nortecoreano; – vila-franquense e não vilafranquense. E muitos outros exemplos poderia referir, bastando consultar um prontuário. Aliás, o Prontuário Ortográfico de M. Bergström e Neves Reis, 38.ª edição, nas páginas 83 e 84, refere que o hífen é obrigatório nestes casos. As únicas excepções que conheço dão-se quando o primeiro elemento do composto vem reduzido - noviorquino e neozelandês. Será que casapiano é mais uma excepção à regra?
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