DÚVIDAS

Uso do futuro do conjuntivo/subjuntivo
O filho de uma amiga fez numa prova de Língua Portuguesa a seguinte questão: «Passe para o Tempo futuro a seguinte frase: "Uma boa festa de aniversário deve terminar sempre após a meia-noite, quando o último pai sai carregando a última criança."» O estudante reescreveu a frase assim: «Uma boa festa de aniversário deverá terminar sempre após a meia-noite, quando o último pai sair carregando a última criança.» A questão foi considerada errada, porque o estudante deveria escrever «sairá carregando». A correção do professor tem fundamento? Obrigada.
A combinação de pronome demonstrativo com pronome indefinido
Li o seguinte numa publicação religiosa: «Precisamos de alguém de fora para dar-nos o domínio próprio que os estóicos desejavam, e esse alguém é o Espírito Santo.» Nunca vi nos melhores escritores a combinação de um pronome demonstrativo com um pronome indefinido, mas percebo que tal junção se tem intensificado nas matérias que se publicam aqui. Necessito de vossa opinião, pois creio ser muito estranha essa sintaxe... Acredito também que tal arranjo não tem nenhum apoio clássico. Na língua latina nunca jamais vi «hic aliquis» nem «iste aliquis». Illustrate me! Tenebras solvite!
"@" e arroba
Para acrescentar às perguntas sobre este "famoso" símbolo, foi-me referido por um colega que o uso do "@" no correio electrónico provém de um mero acaso. O "@" já existia nos teclados pelas razões apontadas. Nos primórdios do actual "e-mail" era necessario um símbolo que já existisse mas que fosse de escassa utilização para funcionar como "separador" entre o nome e o destino. A escolha recaiu quase inevitavelmente sobre o "@", uma unidade de medida já então pouco usada (hoje praticamente desconhecida).
Metáfora "vs." metanóia
O termo cujo significado a vossa consulente Ana Guedes Rosa procura é mesmo "metanóia", e não "metáfora" [ver "Metáfora (e não "metanóia")]. Suponho que se trata simplesmente de um aportuguesamento do inglês "metanoia", por sua vez derivado do grego "metanoein" (arrepender-se, ter remorsos), que significa actualmente em inglês, segundo o Concise Oxford Dictionary, "penitência; reorientação do modo de vida; conversão espiritual". A única dúvida que poderá surgir, em meu entender, é se o aportuguesamento será o melhor.
O não expletivo
No âmbito de uma tradução de Robert Frost, cheguei à seguinte dúvida: Qual é a formulação mais correta: «Tanto é o caco p’ra varrer que eu me pergunto se a cúpula do céu terá caído…» ou «Tanto é o caco p’ra varrer que eu me pergunto se a cúpula do céu não terá caído…». As duas versões parecem ter o mesmo sentido, mas não sei se são ambas possíveis do ponto de vista gramatical. Grato desde já pela atenção.
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