Enumeração de características
Na frase «era uma árvore grande, ramosa, semelhante a um abeto, mas espinhosa... », podemos considerar a existência de uma enumeração para além da adjectivação e comparação nela existentes?
O consulente escreve de acordo com a grafia de 1945.
Relação entre atos de fala e valores modais
Gostava de saber qual a relação que podemos estabelecer entre "atos de fala" e "valores modais". Às vezes, parece que estamos a falar da mesma coisa... Por exemplo, a modalidade deôntica pode apresentar um valor de obrigação -- ideia que coincide com os atos ilocutórios diretivos (que muitas vezes se referem a ordens).
Hégira
Hégira ou Hegira? É palavra esdrúxula ou grave?
Agradeço esclarecimento.
A origem de espirometria
Gostaria que me explicassem a origem da palavra «espirometria» e o porquê da utilização de um «s» e não de um «x».
«Quem me dera que fosses feliz»
Na frase «quem me dera que fosses feliz», considerando que a primeira oração é substantiva relativa (?) e a segunda substantiva completiva, onde está a oração subordinante ?
Muito obrigada.
Triálogo
Qual o significado de triálogo?
O plural de pisa-na-água
Interesso-me bastante pelo tema da ornitologia (estudo das aves). Os nomes portugueses das aves são muitas vezes compostos por dois ou mais elementos e, em certos casos, assume a forma verbo+substantivo, por exemplo guarda-rios, pica-osso, beija-flor; relativamente à formação de plural para estes nomes, já sabemos que apenas o substantivo passa para o plural, como em "guarda-chuvas". Contudo, encontrei recentemente um nome usado no Brasil que me suscitou algumas dúvidas: trata-se de "pisa-n'água" (ou "pisa-na-água"). Como se forma neste caso o plural? Será pisa-nas-águas? Grato pela atenção.
Apresentação de documentos
Na frase que se segue "É exigida a apresentação do documento A, documento B ou documento C.", qual a interpretação que, correctamente, deverá ser feita:
1) Apresentar os documentos A ou B ou C (ou em liguagem matemática AVBVC)? 2) Apresentar o documento A e o documento B ou o documento C?
Como causal com indicativo ou conjuntivo
Tenho uma dúvida para a qual não encontro explicação satisfatória.
Ao escrever utilizando subordinadas causais, em especial utilizando "como" como sinônimo de "porque", por vezes tenho dúvidas quanto ao uso do indicativo ou do subjuntivo para melhor exprimi-las.
Exemplo: "Como ele era um rapaz ousado, foi até lá." ou "Como ele fosse um rapaz ousado, foi até lá."
Por vezes prefiro intuitivamente a segunda opção. Gostaria de saber se ambas estão corretas e qual a diferença neste caso.
Obrigada desde já.
Verbos no conjuntivo combinados com verbos no indicativo
Tenho sempre dúvida em relação a tempos compostos do conjuntivo, em particular, à distinção entre o pretérito perfeito composto do conjuntivo (PPC) e pretérito mais-que-perfeito composto do conjuntivo (PMPC) nestas frases:
(1) Embora ela já tenha saído/ tivesse saído há muito tempo, ainda não chegou a casa.
(2) Embora ele o tivesse visto/ tenha visto, não o cumprimentou.
(3) Embora o Jorge lá tenha ido/ tivesse ido várias vezes, perdeu-se no caminho.
Diz-se no livro de gramática que o PMPC se usa para falar de uma ação anterior a outra também passada e que o PPC se usa para falar de uma ação já realizada em relação ao presente/ futuro.
Nestes três exemplos, a oração matriz ocorre no Pretérito Perfeito do Indicativo e refere-se a uma ação do passado, e, assim, fiquei confusa com o emprego do PPC nesses exemplos.
Em relação a (4), a frase subordinante ocorre no presente, enquanto a subordinada ocorre no PMPC (i.e., tivesse amado). Não sei porque a frase é correta.
(4) A Maria duvida/ acredita que o Rio a tivesse amado. (Gramática da Língua Portuguesa 2003: 269)
Obrigada!
