DÚVIDAS

O complemento «com a régua»
Venho solicitar-vos ajuda para a designação do complemento «com a régua» na frase «Entrou com a régua na mão». De acordo com a TLEBS, entretanto suspensa, parece-me ser um modificador preposicional, mas tendo em atenção a gramática tradicional, que é a que, agora, preciso de esclarecer, não consigo atribuir classificação ao complemento circunstancial que representa (Será de modo?! Não me parece). Grato pela atenção.
Prémio Camões 2006 atribuído
ao escritor angolano José Luandino Vieira
1. O Prémio Camões 2006 – o mais importante galardão literário em língua portuguesa, instituído há 18 anos –, no valor pecuniário de 100 000 euros, foi atribuído1 ao escritor angolano José Luandino Vieira. É a segunda vez que é distinguido um escritor angolano; recordamos que a primeira foi em 1997, com Pepetela. Registamos aqui a enorme satisfação que nos dá este acontecimento, porque assim se contribui para o reconhecimento da presença de Angola no espaço da nossa Língua comum. 2. Entretanto, sugerimos aos nossos consulentes a leitura das Notícias Lusófonas, do Pelourinho e do Correio. 3. Finalmente, deixamos em linha 28 novas respostas, e, de entre as que entraram na semana que ora termina, realçamos as seguintes: Sobre a história do c de cedilha nas ortografias portuguesa e castelhana «O tipo» e «o gajo» O género de esqueleto Gentílicos das capitais dos estados do Brasil Ainda o plural de adjectivos de cores Bom fim-de-semana! 1 Invocando «razões pessoais e íntimas», Luandino Vieira recusou o Prémio Camões, posteriormente ao seu anúncio.
O termo mordorado
Agradecia que explicassem o significado da palavra mordorado, que aparece na novela A Confissão de Lúcio, de Mário de Sá-Carneiro, tanto como adjectivo bem como advérbio, como na frase seguinte: «Entretanto as cadeiras haviam-se deslocado e, agora, o escultor sentava-se junto da Americana. Que belo grupo! Como os dois perfis se casavam bem na mesma sombra esbatidos – duas feras de amor, singulares, perturbadoras, evocando mordoradamente perfumes esfíngicos, luas amarelas, crepúsculos de roxidão. Beleza, perversidade, vício e doença» (cap. I).
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